A CRÓNICA: SABER ATACAR E SABER SOFRER FOI MEIO CAMINHO ANDADO PARA VENCER

O SL Benfica entrou à procura de vencer o terceiro grande clássico da época e arrecadar a 27.ª Taça de Portugal no palmarés, tentando assim salvar uma época negativa. O FC Porto pisava o relvado com a vontade de fazer a dobradinha e igualar o Sporting CP no segundo lugar dos clubes com mais Taças de Portugal (17 para os leões).

O jogo iniciou com um ritmo alto por parte do FC Porto, evidenciando o seu poderio ofensivo, mas a energia esgotou-se rapidamente. A partida começou por se destacar por falhas técnicas de ambos os lados que levaram a uma ou outra situação de perigo para ambos os lados. Nem águias nem dragões conseguiram assumir o controlo do jogo, que acabou por entrar num estado de monotonia.

Contudo, a expulsão de Luis Díaz por duplo amarelo aos 38 minutos, assim como o cartão vermelho mostrado a Sérgio Conceição bem antes do intervalo, fez acordar os adeptos em casa. Os ânimos ficaram exaltados no Estádio Cidade de Coimbra, mas, ainda assim, não houve sinais de futebol bonito. Até pelo contrário, pois a vasta quantidade sucessiva de faltas acabou por interromper o espetáculo.

A segunda metade desta final inédita da Taça de Portugal inicia da melhor forma para os azuis e brancos. Num lance de bola parada, batido por Alex Telles, Mbemba fez o golo de cabeça após uma saída em falso de Vlachodimos, ficando o grego bastante mal na fotografia. Mbemba haveria de ser feliz novamente doze minutos depois. Mais uma vez, o FC Porto a fazer um excelente usufruto nas bolas paradas, tal como no primeiro golo e ao longo da época. Destaque para a bola teleguiada de Otávio para a cabeça do central congolês.

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A partir do segundo golo, o FC Porto decidiu trancar as portas e deixar o SL Benfica controlar a partida, uma vez que os dragões estavam com um homem a menos. Carlos Vinicius, que entrara ao minuto 61, veio para mexer o jogo, ameaçando num primeiro momento a baliza do FC Porto. Posteriormente, acabou por fazer o único golo através de cobrança de uma grande penalidade, após mão na bola por parte de Diogo Leite.

Este golo do SL Benfica veio ressuscitar a equipa, mas chegou com atraso. O conjunto liderado por Nélson Veríssimo acordou para o jogo e tentou chegar ao empate com todas as forças que restavam, mas o FC Porto soube sofrer até ao apito final. Artur Soares Dias apitou para terminar a final da Taça de Portugal 2019/2020, conquistada merecidamente pelo FC Porto.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Chancel Mbemba – Não seria justo escolher outro nome. Mbemba fez de ponta de lança num jogo em que os avançados centro de ambas as equipas estiveram “férias”. Imperial no ataque e imponente na defesa, Chancel Mbemba ditou esta final da Taça de Portugal. A sua exibição nesta final é um reflexo da qualidade e consistência demonstrada durante a temporada que agora termina.

O FORA DE JOGO

Nuno Tavares – Bastante interventivo, mas não pela melhor das formas. Foi um jogo para esquecer para o jovem defesa português. Não só porque Tecatito Corona foi maldoso e não quis facilitar a vida ao camisola 71 das águias, mas também pela pouca capacidade de decisão no processo ofensivo. O nervosismo passou para dentro de campo, demonstrando pouca experiência para jogar uma final da Taça de Portugal.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Um SL Benfica que entra em campo com uma notória falta de confiança. As águias apenas acordaram após o golo de Carlos Vinicius, mas este já chegou tarde no jogo. Faltou coesão ofensiva e defensiva, mas acima de tudo foram os erros técnicos que foram fatais para a equipa lisboeta. Não conseguiram em qualquer momento criar desequilíbrios, bem como transições ofensivas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (5)

André Almeida (6)

Rúben Dias (7)

Jardel (6)

Nuno Tavares (4)

Julian Weigl (5)

Gabriel (7)

Pizzi (6)

Cervi (5)

Chiquinho (5)

Haris Seferovic (5)

SUBS UTILIZADOS

Adel Taarabt (6)

Rafa Silva (6)

Dyego Souza (5)

Carlos Vinicius (7)

Jota (7)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto entrou nesta final com fulgor ofensivo, mas o jogo físico habitual dos clássicos entre águias e dragões impôs-se, mudando assim os planos à equipa de Sérgio Conceição. Não bastava isso, a expulsão de Luis Díaz condicionou completamente aquilo que foi preparado para a partida, mas a equipa da cidade Invicta soube tirar proveito do seu ponto forte – as bolas paradas. Um FC Porto que, acima de tudo, soube sofrer e ultrapassar os vários percalços que existiram durante o encontro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

Wilson Manafá (6)

Pepe (7)

Chancel Mbemba (9)

Alex Telles (7)

Danilo Pereira (7)

Matheus Uribe (6)

Otávio (7)

Luis Díaz (5)

Jesús Corona (7)

Moussa Marega (5)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Leite (5)

Mamadou Loum (-)

Sérgio Oliveira (6)

Artigo revisto por Mariana Plácido

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Desde criança a colecionar cromos e recortes de jornais de vários jogadores até às longas carreiras nos videojogos no seu clube do coração, foram muitas as alegrias que o desporto rei lhe proporcionou. Assume ficar fulo quando não consegue acompanhar um jogo da equipa da cidade Invicta, mas no que toca a tudo o que acontece à volta do seu clube sente a obrigação de estar sempre atualizado. Estuda Ciências da Comunicação e é através da escrita que se prefere expressar.                                                                                                                                                 O Tiago escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.