A CRÓNICA: O “GOLO” QUE DESEJA O VAR

A partida dos 16 avos da Taça de Portugal no Dom Afonso Henriques fica decidida numa tarde amena na cidade berço, onde o Vitória SC e o CD Santa Clara medem forças para determinar qual irá enfrentar a próxima fase desta competição.

O jogo inicia com um minuto de silêncio em homenagem a Rui Viana (tal como as respetivas camisolas da equipa da casa), o fisioterapeuta do clube vitoriano, que partiu demasiado cedo. Após a bonita homenagem, o árbitro inicia a partida.

Uma partida que começa a beneficiar o Vitória SC, que demonstra mais oportunidades nos primeiros minutos e posse de bola. Ao contrário do que se verifica na partida, um passe mal executado é o suficiente para beneficiar os visitantes, que sem qualquer hipótese para Bruno Varela de possível defesa, o marcador estava inaugurado em apenas sete minutos de partida por Júlio Romão.

Anúncio Publicitário

Em modo de troco, o Vitória SC tenta inúmeras tentativas de golo, nomeadamente por parte de Miguel Luís e Pepelu, mas André Ferreira desvia os perigos da sua baliza com sucesso. A primeira parte ainda apresenta mais tentativas de golo, nomeadamente o remate rasteiro de Mensah, mas a bola permanece fora das redes do CD Santa Clara.

Após o intervalo, a formação vitoriana tenta determinadamente chegar ao empate. Bruno Duarte falha a oportunidade mais iminente aos 60′ da segunda parte ao cabecear para o lado esquerdo da baliza adversária e falhando no seu objetivo. Bruno Varela ainda não fica ileso de ceder um castigo ainda mais pesado e injusto ao Vitória SC, após o remate da formação açoriana que passa a meros centímetros longe da baliza do guarda-redes português.

As tentativas desesperadas da formação vitoriana de chegar ao empate continuam a insistir na baliza de André Ferreira, mas a equipa peca por erros individuais dos avançados, que falham na finalização de forma miserável.

Na última oportunidade, sobe Bruna Varela para a grande área (que leva um amarelo após entradas agressivas no meio dos jogadores da equipa adversária). Quaresma prepara-se para marcar o último canto da partida, remata alto para o desvio de um defesa do CD Santa Clara, Pepelu cabeceia ao segundo poste para as mãos de André Ferreira. Os jogadores do Vitória SC ficam a reclamar que a bola já tinha entrado, aquando a defesa de André Ferreira.

Para tristeza da formação da casa, não existe revisão ou VAR na Taça de Portugal e o árbitro termina a partida sem mais declarações aos 95’ de jogo. O Vitória SC despede-se da Taça de Portugal, com um resultado miserável perante a exibição em campo. No entanto, a eficácia inédita do CD Santa Clara leva à melhor neste domingo anuviado na cidade de Guimarães e segue em frente nesta competição.

 

A FIGURA

André Ferreira – O guarda-redes português demonstrou-se capaz e apto para o desafio proposto neste jogo da Taça de Portugal, sendo a sua primeira titularidade da época presente. O evidente salvador da formação açoriana, perante as inúmeras defesas alcançadas após ser alvo de várias oportunidades na cara do jovem.

 

O FORA-DE-JOGO

Bruno Duarte – Peca por erros individuais em demasia, falhou oportunidades cruciais que poderiam ter concebido à equipa um resultado mais favorável. À semelhança do que é observado em jogos passados, continua um jogador pouco agressivo e com um ritmo que deixa muito a desejar, principalmente enquanto elemento mais avançado da formação vitoriana.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

A equipa de João Henriques apresenta-se nesta jornada da Taça de Portugal com um 4-3-3 mais agressivo e avançado, com Maddox, Bruno Duarte e Quaresma a liderar a frente vitoriana. Miguel Luís, Pepelu e André Almeida a assegurar o meio-campo da formação da cidade de Guimarães. Enquanto que Sacko, Jorginho, Mumin e Mensah permanecem inalterados na defesa, tal como no jogo anteriores. Bruno Varela continua a ser a opção eleita para o técnico português.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bruno Varela (7)

Sacko (6)

Jorginho (8)

Mumin (7)

Mensah (6)

Miguel Luís (7)

André Almeida (6)

Maddox (5)

Bruno Duarte (4)

Quaresma (7)

SUBS UTILIZADOS

Rochinha (8)

Lyle Foster (7)

M. Edwards (6)

Janvier (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

À semelhança da formação vitoriana, o Santa Clara também aposta num 4-3-3. O técnico Daniel Ramos apenas aposta numa abordagem diferente no trio de ataque, Ukra continua a ser a escolha eleita no lado direito, acompanhado desta vez por Carlos Carvalho e Crysan. Tal como no jogo em casa do CD Nacional, o meio-campo da formação açoriana é formado por Julio Romão, Rashid e Costinha. Por sua, a defesa também permanece intacta.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Ferreira (10)

Rafael Ramos (7)

Mikel (6)

Fábio Cardoso (7)

Rashid (7)

Carlos Junior (6)

João Lucas (7)

Ukra (5)

Julio Romão (8)

Costinha (7)

Cryan (6)

SUBS UTILIZADOS

Néné (7)

João Afonso (6)

Diogo Salomão (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Santa Clara

BnR: André Ferreira foi hoje lançado no seu segundo jogo a titular. Acha que isto dará mais oportunidades ao jovem, devido ao que se verificou hoje no jogo?

Daniel Ramos: É um talento um bocado mais escondido, devido ao Marco assumir mais a titularidade, mas foi notório a valia dele, o clube acredita muito nele e hoje foi a prova disso. Estamos muito satisfeitos em todos os setores, hoje verificou-se isso na baliza e em outros. É um jovem talento claro, e terá mais oportunidade de o demonstrar.

Vitória SC

BnR: Considera que foi um resultado injusto perante o que o Vitória apresentou em campo?

João Henriques: O adversário fez um golo e nós não conseguimos e foi o resultado final. Fomos a equipa mais esclarecida, com mais oportunidades evidentes e que lutou sempre pelo resultado. O grupo está ferido, magoada perante a exibição, mas demonstrou a sua resposta em campo. Foi um dos melhores jogos a nível de organização e que coletivo. A equipa está ferida e está magoada perante os resultados e deixou a resposta disso mesmo em campo.

A única perda, e foi uma grande perda, foi única: A perda de um elemento da nossa família. O Rui Viana. Queríamos fazer uma homenagem mais positiva, pois o Rui merecia isso, era uma pessoa merecedora de um resultado positivo, perante a pessoa feliz e respeitosa que sempre foi connosco. Quem produz desta forma, está muito perto de ganhar. Se foi injusto ou não? Digo-lhe que em dez jogos iguais a estes, ganhávamos nove deles. A questão de ser injusto ou não no futebol é muito complicado e relativo. Estamos tristes com o resultado pois queríamos mais e eramos merecedores de mais.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Comente!
Por favor introduz o teu nome