Vitória de Guimarães 1–4 SCR Altach: Sem Rui não houve Vitória…

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O Vitória de Guimarães sofreu hoje uma humilhante derrota em casa perante o SCR Altach, uma modesta equipa austríaca, que esta época se estreia nas competições europeias. Os vitorianos jogaram mal, de forma atabalhoada, e foram assim afastados prematuramente da Liga Europa.

Armando Evangelista montou uma equipa que me surpreendeu, em virtude de algumas das suas escolhas. A opção de Bruno Alves ao lado de Cafú, com Tozé no apoio a Henrique Dourado, mostrou falta de coragem num encontro em que o Vitória jogava perante os seus adeptos e em que precisava obrigatoriamente de marcar golos. Na minha opinião, teria muito mais lógica ter recuado Tozé, colocando, por exemplo, Santiago Montoya na posição atrás do ponta de lança. A entrada de Licá para o onze também me causou alguma estranheza, tendo em conta que no banco estava Ricardo Valente, um avançado que fez exibições de encher o olho na época passada e que é sempre um dos elementos mais mexidos, mais inconformados em campo.

Durante todo o jogo, poucas vezes o Vitória conseguiu desenvolver jogadas com início, meio e fim apropriados. Muitos passes falhados no início da construção, muito nervosismo dentro da equipa e ninguém que agarrasse no jogo e fizesse mexer o coletivo, como André André fazia na época passada. Os austríacos vieram com a estratégia bem montada, com uma equipa fechada, a procurar sempre o contra ataque e os lances de bola parada para tentar atingir a nau vimaranense. Num jogo em que o árbitro francês Antony Gautier também esteve mal, sendo muito “amigo” dos forasteiros, o Altach chegou ao 1-0 à passagem da meia hora de jogo. Após canto batido por Lienhart, Netzer aproveitou a passividade da defesa vimaranense e a péssima abordagem de Douglas ao lance, cabeceando à vontade para o primeiro da partida.

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A defesa do Vitória esteve constantemente mal na partida.
Fonte: Facebook do SCR Altach

Ao intervalo, Armando Evangelista tentou corrigir o erro na constituição da equipa, colocando Otávio no lugar de Bruno Alves. Ainda assim, as esperanças dos minhotos esfumaram-se em três minutos: aos 59, Mahop aproveitou uma fífia de Alex e cruzou para um autogolo de Pedro Correia; pouco depois, Mahop voltou a causar estragos e assistiu Prokopic para o 3-0. Um resultado pesado e que causou a debandada de vários adeptos do estádio. Os que ficaram nas bancadas assobiaram e mostraram lenços brancos como se não houvesse amanhã.

Entretanto, aos 67 minutos, Tomané, com uma excelente cabeçada após cruzamento de Alex, reduziu a diferença e alimentou algumas (ténues) esperanças. Contudo, poucos minutos depois, Pedro Correia entrou “a varrer” sobre um adversário e foi expulso com vermelho direto. O que se seguiu (mais 20 minutos de jogo) foi penoso de ver, com o Vitória a tentar despejar bolas para a área austríaca, mas sem grandes efeitos práticos.

Para terminar, mais um golo do Altach, já no período de descontos, apontado por Lienhart na cara de Douglas. Este foi o toque final de uma noite horrível no D.Afonso Henriques.

O Vitória entrou mal e saiu apupado da Liga Europa, naquele que foi um péssimo começo de Armando Evangelista ao leme dos vitorianos.

A Figura:

Tomané – Escolho o avançado vimaranense porque foi o menos mau da equipa. Entrou bem, com garra, e tentando mexer com o jogo. Apontou um excelente golo de cabeça e esteve ainda perto de marcar outro. Ricardo Valente também merece destaque pela boa entrada no encontro. Ambos deveriam ter entrado mais cedo.

O Fora de Jogo:

Armando Evangelista – Tenho de colocar aqui o treinador do Vit.Guimarães, pela sua falta de engenho na abordagem a este encontro. O técnico devia ter arriscado mais no início do jogo. Além disso, preferiu Licá e Bruno Alves a Ricardo Valente e Montoya em decisões completamente incompreesíveis.

Foto de capa: Facebook do SCR Altach

Diogo Janeiro Oliveira
Diogo Janeiro Oliveira
Apaixonado por futebol, antes dos livros da escola primária já lia jornais desportivos. Seja nas tardes intermináveis a jogar, nas horas passadas no FIFA ou a ver jogos, o futebol está sempre presente. Snooker, futsal e andebol são outras paixões. Em Portugal torce pelo Sporting; lá fora é o Barcelona que lhe enche as medidas. Também sonha ver o Farense de volta à primeira…                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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