Cabeçalho Futebol InternacionalFoi conhecido hoje o vencedor da Bola de Ouro de 2017 que premiou o melhor futebolista da época 2016-17. Cristiano Ronaldo foi o vencedor do prémio totalizando cinco troféus (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017) igualando o argentino Lionel Messi do FC Barcelona, que nesta edição ficou em segundo lugar. O terceiro posto do troféu ficou para o brasileiro Neymar do Paris Saint-Germain.

Ronaldo subiu ao palco, levantou aquele troféu e, por momentos, não Ronaldo que ali estava. Eramos todos nós, portugueses, que ali estávamos a erguer aquilo. O sítio era pequeno, mas estávamos todos lá, coubemos lá todos sem qualquer problema. Toda a gente do Porto, de Lisboa, de Coimbra, de Carrazeda de Ansiães, de Melgaço, de Penacova, de S. Martinho do Porto, de Faro, de Loulé, de Viana do Castelo, de Braga, de Guimarães, de Castelo Branco, enfim, de todos os locais de Portugal estava naquele palco com Cristiano Ronaldo. Ele mostra o troféu ao Mundo e mostra também Portugal todo, completo, sem deixar nenhum português de fora. Parafraseando Camões nos Lusíadas é como se com o levantar da Bola de Ouro, Ronaldo cantasse “o peio ilustre lusitano” obrigando a cessar “tudo o que a Musa antiga canta/Que outro valor mais alto se levanta”. Brilhante!

De facto, olhando para os vencedores da Bola de Ouro da última década salta-nos logo à vista uma evidência: Ronaldo e Messi foram os principais jogadores a arrecadar este prémio organizado pela Revista France Football. O Mundo do Futebol tem assistido a uma acesa discussão (pífia, na minha opinião), sobre quem será o melhor jogador do Mundo, se Messi se Ronaldo. Esta “rivalidade entre astros”, muito acalentada pelos mídia de todo o Mundo, tem sido disfarçada por uma rivalidade mais profunda entre os dois emblemas que cada um representa: Real Madrid e Barcelona. É a rivalidade de ambos os clubes que está em causa neste duelo entre Ronaldo e Messi pois a arte que deles emana furta-se facilmente a qualquer exercício comparativo de “quem será o melhor”.

Fonte: Real Madrid CF
Fonte: Real Madrid CF

Os “astros”, como são Messi e Ronaldo, cada um a seu jeito, atingiram um patamar de tal forma dantesco que a comparabilidade entre ambos é um recurso parco e obsoleto. Eles respondem apenas pela sua genialidade e pelo dom de jogar a bola. O requinte e a magia que incutem num lance, num passe, numa jogada, num remate, está mais próximo da obra-prima do que do futebol, algo tangível ao sublime e ao supremo. Dizer que Messi é melhor do que Ronaldo é o mesmo que dizer que, no plano da arte, Rambrant é melhor do que Renoir ou que, no plano da Ciência, Einstein é melhor do que Freud. Não há melhores aqui. Aqui há só génios. Mais nada.

Em todo o caso, e voltando ao vencedor desta edição da Bola de Ouro 2017, Ronaldo levou a melhor sobre argentino Messi e o brasileiro Neymar. Não é de estranhar para um jogador que tem sido muito mais do que um excelente jogador de futebol. Os seus companheiros reconhecem o seu efeito na coesão do balneário, as suas exibições na Seleção Portuguesa são, contrariamente àquilo que muitos papagueiam por jornais, televisões e conversas de café, de elevada dedicação lusitana. Contrariamente a Messi que se sentia mais argentino apenas e só quando a sua Argentina ganhava…

A humildade, sendo difícil falar nisso num jogador de futebol que ganha tantos milhões de euros por mês, por dia, por hora e por minuto, é uma característica de Cristiano Ronaldo. O profissionalismo é outra das suas características principais, dedicando-se e esforçando-se diariamente por ser cada vez melhor. Foi campeão europeu pelo Real Madrid na época 2016-17, campeão europeu de Seleções por Portugal este ano, e foi campeão espanhol ao serviço do Real Madrid na época transata. Os factos falam por si. Palavras para quê? Ronaldo só poderia ser o vencedor desta edição da Bola de Ouro 2017. Parabéns Ronaldo. E parabéns, mais uma vez, a Portugal.

 

Foto de Capa: France Football

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