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Pedro Neto compara Benfica com o Chelsea

Pedro Neto, extremo do Chelsea, admitiu que o emblema inglês tem algumas semelhanças com o Benfica.

Pedro Neto esteve à conversa com a DAZN e foi questionado sobre qual o emblema português mais parecido com o Chelsea. O extremo respondeu que é o Benfica, apresentando a sua justificação:

«É uma pergunta difícil. O Chelsea é um clube de muita grandeza e é difícil comparar um a Portugal. Na minha opinião, o Chelsea é uma equipa que nos momentos maus é muito falada, ou seja, eu diria que, comparando em Portugal, se calhar o Benfica tem essa dimensão. Quando as coisas não vão tão bem, se calhar é o clube mais falado também, é por isso. Se tivesse de comparar a um era ao Benfica».

O jogador confessou que participa em algumas brincadeiras de Bernardo Silva e Matheus Nunes, lusos do Manchester City:

«Eu cada vez usufruo mais isso, também porque tenho uma boa relação com eles e gosto dessas picardias. No último jogo com o City, falava com o Matheus Nunes e o Bernardo Silva. Dizia ao Matheus: ‘Oh Matheus, ainda não me apanhaste uma vez.’ E depois houve uma bola que eu tentei combinar com o Caicedo e ele mandou a bola muito para o lado direito, e estávamos os dois a correr lado a lado e começou-me a dizer: ‘És maluco, és maluco’ [risos]. E eu disse-lhe assim: ‘Epah, se a bola fosse para o meu lado, não tinhas hipótese!’. É uma coisa engraçada e uma coisa que nos leva também a um nível melhor, eu acho. A esse tipo de competitividade e depois chegar à seleção e ainda ter essa brincadeira de ir para cima deles e dizer que aconteceu isto e isto. E acima de tudo é isso, ter a oportunidade de jogar com jogadores desse calibre… ainda agora com o Bernardo no último jogo, ele tinha a bola no pé e eu estava-lhe a dizer: ‘vai, anda, anda, não sejas c*.’ Ninguém se apercebe disso cá fora [risos]. E depois houve uma em que eu lhe tentei fintar e ele meteu o pé e conseguiu-me tirar a bola e vira-se para mim: ‘és maluco, pensavas que ias passar por mim.’ É uma coisa muito engraçada».

Braga vence Casa Pia em jogo em atraso e consolida 4º lugar da Primeira Liga

O Braga venceu o Casa Pia num jogo em atraso da 26.ª jornada da Primeira Liga. Calendário atualizado com triunfo arsenalista.

Num jogo em atraso da 26.ª jornada da Primeira Liga, o Braga foi a Rio Maior bater o Casa Pia por 1-0. Jogo da 26.ª jornada da Primeira Liga havia sido adiado em virtude da participação arsenalista na Europa League.

Pau Víctor (37′) anotou o único golo da partida, que permite o regresso às vitórias do Braga, depois do empate contra o Famalicão na última jornada.

Calendário acertado e o Braga abre oito pontos de vantagem sobre o Famalicão, no quarto lugar da Primeira Liga. O Casa Pia continua em dificuldades, com 26 pontos no 16.º lugar, de playoff.

Besiktas vence Alanyaspor de João Pereira e segue em frente: eis o quadro das meias-finais da Taça da Turquia

O Besiktas está nas meias-finais da Taça da Turquia. Nos quartos de final, triunfo sobre o Alanyaspor de João Pereira.

O Besiktas confirmou o apuramento para as meias-finais da Taça da Turquia. Nos quartos de final, águias negras venceram o Alanyaspor de João Pereira por 2-0 e sentenciaram a passagem.

El Bilal Touré (17′), Oh Hyeon-Gyu (83′) e Orkun Kokçu (85′) marcaram os golos da partida, num jogo em que Jota Silva não saiu do banco, ao contrário de Orkun Kokçu, que foi titular e voltou a faturar. No Alanyaspor, Nuno Lima foi titular.

Recorde-se que esta foi a fase em que tanto Fenerbahçe como Galatasaray foram eliminados.

Eis as meias-finais da Taça da Turquia:

  • Gençlerbirligi x Trabzonspor
  • Besiktas x Konyaspor

Tomás Araújo e Luís Marques Mendes nas bancadas do Torreense x Fafe da Taça de Portugal

Tomás Araújo e Luís Marques Mendes assistem ao Torreense x Fafe. Encontro decide o último finalista da Taça de Portugal.

O jogo é de apuramento para a final da Taça de Portugal e tem convidados de luxo nas bancadas. Tomás Araújo, defesa central do Benfica, e Luís Marques Mendes, candidato à presidência da República nas últimas eleições e crescido em Fafe, marcam presença no Torreense x Fafe.

O jogo marca as meias-finais da Taça de Portugal. Recorda os onzes oficiais das duas equipas.

Levante de Luís Castro vence Sevilha e sonha com a permanência (e coloca andaluzes em situação complicada)

O Levante recebeu e venceu o Sevilha por duas bolas a zero durante esta quinta-feira, num encontro da 33.ª jornada da La Liga.

O Levante bateu o Sevilha por 2-0 durante o final de tarde desta quinta-feira, num encontro a contar para a 33.ª jornada da La Liga. O primeiro golo da partida foi marcado por Iván Romero, aos 38′. O avançado bisou já perto do apito final, aos 90+4′. Fábio Cardoso foi suplente não utilizado.

Com esta vitória, a formação de Luís Castro passa a somar 32 pontos e segue em zona de despromoção, no 19.º lugar, mas mantém a esperança para se manter no principal escalão do futebol espanhol.

Já o conjunto de Luis García Plaza mantém-se com 34 pontos, no 17.º posto, com um ponto a mais que a linha de água. O Sevilha leva quatro derrotas nos últimos cinco jogos.

Eis os onzes oficiais do Torreense x Fafe das meias-finais da Taça de Portugal

O Torreense recebe o Fafe nas meias-finais da Taça de Portugal. Já há onzes da segunda mão das meias-finais da prova.

Torreense e Fafe voltam a encontrar-se na Taça de Portugal, para determinar o finalista da prova e defrontam-se na segunda mão das meias-finais da prova. Recorde-se que a primeira mão terminou com um empate por 1-1.

O Torreense x Fafe será jogado esta quinta-feira, 23 de abril, a partir das 20h45. O finalista já sabe que defrontará o Sporting na final da competição.

Lê a antevisão de Luís Tralhão, treinador do Torreense, e de Mário Ferreira, técnico do Fafe, ao jogo.

Eis os onzes oficiais:

Torreense: Lucas Paes; David Bruno, Mohamed Ali-Diadié, Stopira, Javi Vázquez; Léo Silva, André Simões, Alejandro Alfaro; Luis Quintero, Dany Jean, Kévin Zohi.

Fafe: Tiago Martins; Diogo Castro, Leandro Teixeira, João Batista, João Vigário; Filipe Cardoso, Vasco Braga, João Oliveira; Picas, Théo Fonseca, João Santos.

Atenção, Sporting: Yeremay Hernández rejeita ser operado

Yeremay Hernández não tem qualquer intenção em ser operado. O jogador encontra-se com uma pubalgia.

Yeremay Hernández referiu que se encontra a lidar com uma pubalgia, mas que não quer ser operado, procurando ajudar o Deportivo de La Coruña a ser promovido à La Liga:

«Não quero ser operado. Sei que é uma lesão difícil pois mexe muito contigo a nível mental. O que mais me custa é quero dar rendimento e não consigo. De qualquer maneira estou muito melhor, mas a situação muda de um dia para o outro».

O extremo é alvo do Sporting para o mercado de verão, numa transferência que deve bater recordes no que diz respeito às compras dos leões, já que os galegos apontam para os 40 milhões de euros. Esta temporada soma 34 jogos esta época, com 11 golos e oito assistências.

Olhar tático ao FC Porto x Sporting: o papel das marcações individuais, a pressão alta dos dragões e a dupla largura dos leões

O Sporting garantiu a presença na final da Taça de Portugal pela terceira vez consecutiva, depois de ter empatado com o FC Porto no Estádio do Dragão (0-0), no jogo da segunda mão da meia-final da prova rainha. Tendo em perspetiva a vantagem de um golo que os leões traziam da primeira mão, era esperado que os dragões assumissem as rédeas do jogo para virar essa desvantagem, como Francesco Farioli já tinha referido em conferência de antevisão.

Assim sendo, o FC Porto entrou logo a pressionar à entrada da área do Sporting, sendo percetível a aposta em Deniz Gul novamente para melhorar esse momento de pressão, em detrimento de Terem Moffi. Em 2+4 ou 2+3, dependendo do posicionamento de Alberto Costa, os dragões quiseram orientar a pressão para o lado direito, lado de Diomandé e Eduardo Quaresma, e fechar o espaço de Gonçalo Inácio, tendo em conta a sua capacidade com bola e importância na construção da equipa de Rui Borges.

Com marcações homem a homem e a todo o campo, como habitual, Oskar Pietuszewski pressionava rapidamente Eduardo Quaresma, e atrás Jakub Kiwior em Geny Catamo. Do lado direito, e para elevar a pressão, Alberto Costa pressionava Maxi Araújo e Jan Bednarek ajustava em Geovany Quenda. Esta pressão do FC Porto foi condicionando o Sporting em alguns momentos, que apenas foi encontrando espaço na primeira parte através das movimentações de Geovany Quenda e Geny Catamo, a aparecer em ruturas de fora para dentro.

Em organização defensiva, os azuis e brancos foram iguais a si próprios através de um 5-4-1 numa zona mais baixa do terreno, e destacou-se sobretudo a marcação individual de Pablo Rosário a Francisco Trincão. E porquê destacar esta marcação individual, se o FC Porto, como tantas vezes acontece no seu jogo, já pressiona homem a homem? Porque, pela mobilidade de Francisco Trincão, a aparecer em zonas centrais e pelo corredor direito, o acompanhamento constante de Pablo Rosário poderia ser uma chave para o jogo do Sporting. Mas já lá vamos.

FC Porto x Sporting Thiago Silva
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Com bola, o FC Porto tornou-se muito dinâmico, seja pelo corredor central, como pelo corredor lateral. No corredor lateral, as várias trocas posicionais nos corredores, sobretudo entre Alberto Costa, Victor Froholdt e William Gomes, foram criando algumas dúvidas nas referências do Sporting. Com o médio dinamarquês a lateralizar, o lateral português a movimentar-se por zonas interiores e o extremo brasileiro a procurar a largura, o FC Porto foi chegando ao último terço.

Ainda assim, o destaque acabou por ser no corredor central, onde Francesco Farioli acabou por ser inteligente na forma como abordou esse momento. Os médios interiores, Victor Froholdt e Gabri Veiga, quando o FC Porto iniciava a construção, juntavam-se muitas vezes à última linha de ataque, colocando-se no lado cego de Morten Hjulmand e Hidemasa Morita e gerando dúvida nos médios do Sporting. Isto porque, se os médios leoninos acompanhassem esses movimentos e ficassem na mesma linha dos médios do FC Porto, iriam afundar demasiado o bloco e criar distanciamento entre setores.

Assim, Morten Hjulmand e Morita foram gerindo esse espaço, mas os médios interiores do FC Porto souberam baixar no momento certo para receber e combinar, sobretudo em triangulações por dentro. Esse movimento, muitas vezes da frente para trás, permitiu aos dragões encontrar espaço no corredor central, com Gabri Veiga em destaque pela forma como criou dificuldades a Hjulmand.

Outra das surpresas acabou por ser o posicionamento muito projetado de Jakub Kiwior. Aquando dos onzes iniciais, era expectável que o defesa polaco não subisse tanto e que o FC Porto construísse mais vezes com uma linha de 3, dando a profundidade a Alberto Costa. A realidade, porém, foi outra. Jakub Kiwior apareceu muitas vezes em terrenos interiores dos dragões e até junto da última linha de ataque do FC Porto. Mesmo sem grande impacto no momento ofensivo com bola, foi criando dúvidas nas referências defensivas do Sporting.

Maxi Araújo Sporting x FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Do lado dos leões, em organização defensiva, Rui Borges voltou a utilizar o 4-4-2 em bloco médio, como já tinha acontecido nos últimos jogos diante do FC Porto, com a primeira linha de pressão do Sporting a mostrar-se muito competente nas tarefas defensivas. Francisco Trincão e Luis Suárez não assumiram uma pressão muito intensa sobre os centrais, ficando sobretudo focados em Pablo Rosário e nas possíveis bolas que pudessem entrar no médio da República Dominicana, de forma a travar as triangulações.

Tendo em conta a mobilidade que o FC Porto apresentou através de Jakub Kiwior, Alberto Costa, Gabri Veiga e Victor Froholdt, os médios do Sporting foram assumindo referências individuais quando estes estavam próximos das suas zonas de atuação. No entanto, largavam esses duelos quando os jogadores do FC Porto se deslocavam para zonas mais adiantadas ou exteriores, de forma a não saírem do seu raio de ação.

Na pressão alta do FC Porto, e como Rui Borges explicou na resposta ao Bola na Rede, o Sporting utilizou a dupla largura no lado esquerdo para sair dessa pressão dos dragões. Com Geovany Quenda na dupla largura e Maxi Araújo mais baixo para receber, o objetivo passava por criar dúvida nos saltos de Alberto Costa ao lateral uruguaio. Em posse, procuravam também aproveitar as descidas de Luis Suárez, enquanto Geovany Quenda aparecia nas costas para criar perigo na transição. Ainda assim, foi do lado direito que Geny Catamo foi encontrando espaços nas costas de Jakub Kiwior, colocando o defesa polaco em algumas dificuldades no controlo dessa profundidade na primeira parte.

Com Pablo Rosário em marcação individual a Francisco Trincão, sinto que o Sporting poderia ter aproveitado melhor esses arrastos para explorar o espaço que ia surgindo, não só no corredor central, mas também entre central e lateral. Com Trincão a juntar-se muitas vezes ao corredor direito e Pablo Rosário a acompanhá-lo em determinados momentos, Hidemasa Morita poderia ter sido determinante nas movimentações de trás para a frente, procurando o espaço que foi aparecendo com Alberto Costa e Kiwior por vezes mais subidos no terreno. Estaria aí o ouro do Sporting para ferir o FC Porto, mesmo sem jogadores com características para percorrer grandes distâncias em velocidade em direção à baliza de Diogo Costa.

Rui Borges Sporting
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Na segunda parte, o Sporting utilizou mais Rui Silva para sair da pressão do FC Porto, com o guarda-redes a esperar mais tempo para soltar a bola no momento certo e começar a bater a pressão individual dos azuis e brancos. Com a saída de Morten Hjulmand, Hidemasa Morita caiu para o meio dos centrais para construir a três e Eduardo Quaresma teve mais segurança para se projetar no corredor direito.

Com o FC Porto mais subido e à procura do golo do empate na eliminatória, os leões voltaram a encontrar algum espaço entre central e lateral. Ainda assim, com o ímpeto do FC Porto, o bloco mais baixo do Sporting e a falta de frescura física dos homens da frente, tornou-se difícil sair em transições. Nesse sentido, teria colocado Luís Guilherme mais cedo para explorar esse momento de transição, através da velocidade do extremo brasileiro. Com o decorrer dos minutos, Geny Catamo também acabou por descair e formar uma linha de 5 quando o Sporting não tinha bola, com o intuito de reforçar os corredores laterais.

Já o FC Porto, com o Sporting a não pressionar os centrais dos dragões, acredito que a equipa de Francesco Farioli poderia ter aproveitado melhor as conduções dos defesas centrais para criar superioridades e obrigar o Sporting a pressionar e abrir espaço. A ida de Pablo Rosário para central terá sido pensada para potenciar essa saída de bola (como já tinha sido visível no último jogo frente ao Tondela), mas faltaram ainda mais conduções e progressão com bola. Isto porque a subida de Alan Varela para o meio-campo ‘obrigou’ muitas vezes o FC Porto a procurar o jogo direto para as entre linhas.

Não foi um dos clássicos mais bonitos em termos de futebol, mas foi interessante perceber como Francesco Farioli e Rui Borges tentaram, com as suas armas, levar o jogo para o seu lado. Ainda assim, o FC Porto acabou por ser a melhor equipa durante o encontro, faltando maior definição no último terço, onde Rui Silva também teve um papel importante ao fechar os caminhos da baliza do Sporting. Elogiar o trabalho destes dois treinadores e das épocas muito competentes que Rui Borges e Francesco Farioli têm feito à frente das equipas, com a chegada aos quartos de final das competições europeias, com o Sporting a conseguir chegar à final da Taça de Portugal e a lutar ainda pelo título da Primeira Liga, e com os dragões perto de voltar a conquistar o Campeonato Nacional ao fim de três épocas.

Rodrigo Lima

Francesco Farioli FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

BnR na Conferência de Imprensa

Infelizmente, não foi possível colocar uma questão a Francesco Farioli, treinador do FC Porto.

Bola na Rede: O FC Porto iniciou o encontro com uma pressão logo à entrada da área do Sporting, num 2+4, com Alberto Costa a saltar na pressão ao Maxi. Gostaria de lhe perguntar de que forma tentou bater essa pressão do FC Porto. Por outro lado, de que forma é que o Sporting procurou beneficiar da marcação individual de Pablo Rosario a Francisco Trincão?

Rui Borges: É algo expectável, é algo que o Porto faz sempre. Acho que o Porto, 95% dos jogos roda à direita com o Alberto. Hoje, claramente, por a equipa percebia-se que ia rodar à direita porque jogou o Kiwior a lateral esquerdo. É um central adaptado. Sabíamos que era o que já nos tinha acontecido noutros jogos contra o FC Porto. Sabíamos que o Pablo Rosário ia andar atrás do Trincão, por isso, o Quenda na largura, dava-nos dupla largura, prendia mais um pouco o Alberto, dava-nos o Maxi Araújo mais baixo para sair sobre a pressão da direita do FC Porto. Alargava o central do FC Porto mais para corredor, não tem tantos hábitos a lateral, é natural, e conseguimos várias, já instalados tentar mudar comportamentos. Andar Maxi dentro e Quenda fora, Quenda dentro e Maxi fora, foi o que aconteceu na primeira parte. Enquanto tivemos essa energia boa, fizemos uma grande primeira parte em termos daquilo que era a qualidade de jogo ofensivo e com as dinâmicas que tínhamos de perspectiva.

Gabri Veiga pode ser castigado com 10 jogos de suspensão depois de entrada a Morten Hjulmand

Gabri Veiga corre o risco de ser suspenso por algumas partidas, depois do Sporting ter apresentado queixa contra o espanhol.

Gabri Veiga pode ser suspenso de um a 10 jogos, caso a queixa do Sporting seja aceite pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.

O artigo 151 do Regulamento Disciplinar revela tal suspensão, sendo que o ponto dois aponta a outra possibilidade: Gabri Veiga ficar de fora até Morten Hjulmand se encontrar recuperado. Para isso, o organismo terá de considerar a entrada do espanhol sobre o médio como agressão dolosa.

O dinamarquês sofreu uma entorse no tornozelo direito e corre o risco de não voltar a entrar em campo pelos leões durante a presente temporada. Recordar que FC Porto e Sporting empataram 0-0 na segunda-mão das meias finais da Taça de Portugal. Os verde e brancos seguiram em frente.

Gondomar a ferver: Chuva de golos ditam os semifinalistas da Taça | Futsal

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O Pavilhão Multiusos de Gondomar abriu as portas para a Final Eight da 28.ª edição da Taça de Portugal de Futsal. Num dia recheado de golos, reviravoltas e pavilhões ao rubro, GCR Nun’Álvares, Ferreira do Zêzere, Sporting CP e SL Benfica exibiram a sua força e carimbaram os respetivos passaportes para as meias-finais.

Fafe transfigura-se na segunda parte e despacha Viseu 2001

O primeiro encontro do dia opôs o GCR Nun’Álvares ao Viseu 2001, num jogo de duas caras. A equipa de Viseu entrou muito mais pressionante e ofensiva, materializando esse domínio inicial com um golo de classe de Russo, que assinou um “chapéu” monumental ao guarda-redes minhoto. A turma de Fafe sentiu dificuldades na construção, mas conseguiu reagir ainda antes do descanso: Pelé Romão segurou o esférico como um verdadeiro pivô e serviu José João Nunes, que empatou a partida (1-1).

A segunda metade trouxe um Nun’Álvares completamente transfigurado. A pressão alta surtiu efeito quando José João Nunes intercetou um passe rasteiro e bisou no encontro, operando a reviravolta (2-1). A partir daí, o Viseu perdeu eficácia e o Nun’Álvares tomou as rédeas. Rodrigo Rêgo, com um remate fortíssimo de fora da área, ampliou para 3-1. No desespero, o Viseu apostou num 5×4 com Pedro Peixoto a guarda-redes avançado, mas a estratégia revelou-se desastrosa. A baliza deserta permitiu a Rodrigo Rêgo e a Serginho avolumarem o marcador para um expressivo 5-1 nos instantes finais.

Homem do Jogo: Rodrigo Rêgo (GCR Nun’Álvares) O ala foi a verdadeira âncora tática e o grande dinamizador ofensivo do Nun’Álvares na segunda parte. Ao assumir a responsabilidade, quebrou a resistência adversária com uma autêntica “bomba” de fora da área que fez o 3-1 e deu tranquilidade à sua equipa. A sua inteligência posicional permitiu-lhe ainda faturar o 4-1 de baliza aberta, coroando uma exibição irrepreensível que empurrou Fafe para as meias-finais.

Zêzere implacável castiga Ladoeiro em ritmo de goleada

O Ferreira do Zêzere confirmou em pleno o seu favoritismo frente ao ACD Ladoeiro, aplicando uma autêntica goleada. A equipa comandada por Cristiano Coelho assumiu o jogo desde cedo e abriu o ativo por Rodrigo Monteiro, após um trabalho individual fenomenal e assistência açucarada de Chico pela esquerda. O momento-chave do jogo surgiu pouco depois, quando o Ladoeiro dispôs de uma grande penalidade para empatar (após braço na bola de Octávio Alves): o guarda-redes Pedro Martinho agigantou-se e negou o golo a Bruno Serôdio com uma defesa espetacular.

Esse desperdício afundou animicamente o Ladoeiro, e o Zêzere não perdoou. Ainda antes do intervalo, num ápice, a vantagem dilatou-se: Rodrigo Monteiro bisou após tirar o guarda-redes do caminho (2-0), Rui Fortes encostou para o 3-0 num lance de reposição lateral e Jó Mahrez, volvidos sete segundos, fixou o 4-0. Na segunda parte, o jogo entrou numa toada de mera gestão. O Ferreira do Zêzere ainda teve tempo para construir uma jogada genial que culminou no golo de Chico (5-0), e Djaelson fechou a pesada conta (6-0) aproveitando um erro do Ladoeiro, que arriscava (mal) no 5×4.

Homem do Jogo: Rodrigo Monteiro (SC Ferreira do Zêzere): O jovem de apenas 19 anos, que recentemente se sagrou Campeão da Europa Sub-19 por Portugal, provou que o seu talento é uma certeza. Abriu o marcador com faro de golo e arrancou suspiros nas bancadas com a finta estonteante que antecedeu o seu segundo tento. Uma exibição pautada pela classe de quem já pede meças aos graúdos

Rolo compressor leonino esmaga o estreante Famalicão

A primeira presença do FC Famalicão na Final Eight da Taça transformou-se num pesadelo de contornos pesados frente ao Sporting CP, recordista da prova com 10 títulos. Os leões entraram a todo o gás e construíram uma vantagem de 3-0 num abrir e fechar de olhos: Tomás Paçó marcou aos 2 minutos, Diogo Santos ampliou encostando ao segundo poste, e Pauleta faturou de primeira após canto de laboratório. O Famalicão ainda esboçou uma reação com um golo de Rúben Santos em contra-ataque (3-1), mas a máquina verde e branca não travou.

Até ao intervalo, o Sporting elevou a contagem para 6-1, com novos golos de Tomás Paçó, Bruno Pinto (numa brilhante assistência de Diogo Santos) e Pauleta. Na segunda metade, mesmo em ritmo de cruzeiro e de rotação do plantel, as debilidades defensivas dos minhotos continuaram à vista. Tomás Paçó assinou o hat-trick (7-1), seguindo-se Felipe Valério (que também bisou) e Rocha, que desenharam os impressionantes 11-1 finais num autêntico festival ofensivo.

Homem do Jogo: Tomás Paçó (Sporting CP) – Tomás Paçó esteve imperial nas duas metades da quadra. A sua capacidade para aparecer solto na área adversária rendeu-lhe um impressionante hat-trick, demonstrando uma veia goleadora invulgar que coroou uma prestação tática perfeita do internacional português.

Águias mostram frieza para apagar o rugido do Leões de Porto Salvo

O embate mais aguardado e com as bancadas mais vibrantes da noite fechou os quartos de final. O SL Benfica superou o CR Leões de Porto Salvo por 6-3 num duelo de nervos. A primeira metade foi de imenso equilíbrio e grande luta física. Afonso Jesus adiantou o Benfica com um remate estrondoso após cruzamento aéreo, mas a turma de Oeiras nunca virou a cara à luta e empatou por Isaías Furtado, finalizando ao segundo poste (1-1) antes do descanso.

A abrir o segundo tempo, o guarda-redes Léo Gugiel armou uma “bomba” do meio-campo que sofreu um desvio fatal em Afonso Jesus para o 1-2. O momento atordoou os Leões, e o Benfica disparou: Arthur, assistido por André Coelho, fez o 1-3, e Gugiel, com um remate que passou por entre as pernas da defesa, dilatou para 1-4.

A reação de Oeiras, contudo, foi estrondosa. Anderson Fortes reduziu e, pouco depois, Andry levantou o pavilhão com um golo monumental de meia-volta (3-4). O jogo ficou “partido” a sete minutos do fim, levando o Leões de Porto Salvo a arriscar o tudo por tudo no 5×4. Mas no desespero ofensivo mora o erro, e a letalidade encarnada foi implacável: Afonso Jesus e Lúcio Rocha aproveitaram a baliza deserta para atirar a contar nos instantes finais, selando o triunfo encarnado por 6-3.

Homem do Jogo: Afonso Jesus (SL Benfica) – O capitão do Benfica provou ser a alma da sua equipa nos momentos de maior tensão. Inaugurou o marcador com um golo de belo efeito que exigiu tremenda técnica de execução, esteve ativamente envolvido e fechou a sua excelente atuação sendo o primeiro a “matar” o ímpeto final dos Leões, faturando o 5-3. Um líder dentro da quadra que chamou a si a responsabilidade da passagem às meias-finais.