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Finalmente, terminou o pesadelo. E agora, Professor?

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Finalmente chegou ao fim uma das temporadas mais pobres da História do Sport Lisboa e Benfica. Como sócio – mas, acima de tudo, como fervoroso adepto que sou –, sinto-me totalmente envergonhado com a perfomance que tivemos ao longo destes meses de competição.

Já muito se debateu sobre os culpados desta temporada. Já se chegou à conclusão que a tão famigerada Estrutura não quis ganhar este campeonato e dar-nos o desejado Penta. Aliás, a Estrutura está tão à frente dos rivais (dez anos, para ser mais preciso), que decidiu atacar uma época – que poderia ser histórica – sem reforçar os sectores que tiveram perdas de qualidade abruptas. Refiro-me, claro está, às posições de guarda-redes, lateral-direito e central. Segundo se sabe, a Estrutura decidiu não avançar para a contratação de Ezequiel Garay em Agosto passado, por exemplo, apesar deste ter aceitado reduzir drasticamente o seu salário! Ora, a qualidade paga-se e os profissionais do SL Benfica assim o deveriam saber.

Ainda que esta perda de qualidade, face à epoca 2016/2017, pudesse ter dificultado, de alguma forma, o trabalho a Rui Vitória, o que é facto é que este tampouco se mostrou muito incomodado com o desenrolar dos acontecimentos. Desde bem cedo se percebeu que as perdas não iriam ser colmatadas e, da parte do treinador, não houve em algum momento uma reacção. Bem pelo contrário. A conversa de Rui Vitória foi sempre de que estava ali para arranjar soluções e não para chorar as perdas. E é aqui que lhe incuto responsabilidades, pois não foi capaz de mostrar exigência e dar um verdadeiro murro na mesa. Caso não se recordem, Jorge Jesus, na pré-época de 2013/2014 – e em plena conferência de imprensa – “ameaçou” que, caso saisse mais algum jogador, ele próprio sairia também. Todos nós conhecemos Jorge Jesus e todos nós sabemos como ele é, mas o que é facto é que ninguém mandava mais na equipa do que ele.

Na minha opinião, mesmo com a perda de qualidade em alguns sectores, o SL Benfica tinha um plantel mais do que suficiente para ganhar o campeonato, disputar as taças domésticas até ao fim e fazer melhor figura na Europa. Pelo contrário, a temporada que passou foi um autêntico desastre, onde assistimos a erros gravíssimos por parte de Rui Vitória, não só no capítulo táctico e técnico, mas também no que toca ao discurso.

A desvalorização da eliminação de algumas competições – nomeadamente da Champions League – foi uma total falta de respeito para com a História do Sport Lisboa e Benfica. Tendo em conta que os seis jogos nesta competição terminaram com um saldo de seis derrotas, um golo marcado e 14 sofridos, o mínimo que haveria a fazer por parte da equipa técnica era um pedido de desculpas aos sócios e adeptos. No fundo, um pedido de desculpas à Instituição. Pelo contrário, Rui Vitória decidiu sacudir a água do capote e dizer que havia “vida para além da Champions”. Inconcebível.

Por outro lado, a montanha que foi preciso Rui Vitória escalar para perceber os jogadores que tinha no plantel só veio atrasar ainda mais a nossa corrida. Foi preciso chegar a Novembro para que o treinador percebesse o jogador que Filip Krovinovic era. Até aí, jogadores como Filipe Augusto – que, a meu ver, não têm qualidade para jogar no SL Benfica – eram os preferidos para ocupar posições no meio-campo. Adicionalmente, o facto de o croata ter ficado de fora da lista da Champions é outro erro que não se consegue desculpar tão facilmente. Mas há mais, para além da questão Krovinovic. Ruben Dias só foi aposta após a lesão de Luisão (o que vem contrariar a teoria da aposta de Rui Vitória nos jovens), a gestão de Svilar foi totalmente irresponsável, Rafa e Zivkovic foram alternando a sua presença entre o 11 titular, o banco de suplentes e a bancada e Diogo Gonçalves, que foi visto como uma solução, entrando no 11 de repente e sem que alguém o prevesse, simplesmente eclipsou-se.

Ao nível do futebol apresentado, época após época tem sido sempre a descer. Mesmo após a mudança de sistema táctico, do 4x4x2 para o 4x3x3, a equipa sempre dependeu das suas individualidades. Foi carregada às costas pelo super-jogador que é Jonas e, se andámos perto da conquista do título, a ele muito temos que agradecer.  Assim que nos vimos sem o “Pistolas”, rapidamente voltámos ao registo da primeira metade da temporada, com jogos sofridos, sem qualquer processo colectivo e substituições completamente aleatórias. No fundo, nada disto me admira, tendo em conta que temos à frente da equipa um treinador que diz que “a hora e meia de treino é, talvez, o menos importante” e que acredita que a melhor forma de dar a volta a um ciclo negativo é vestindo o mesmo fato que vestiu na última vitória conquistada ou dando duas voltas a uma rotunda com o autocarro da equipa.

As conferências de imprensa – que eram o que distinguia Rui Vitória – têm-se tornado enfadonhas e cheias de lugares comuns
Fonte: SL Benfica

Finalmente, a questão do discurso. As conferências de imprensa de Rui Vitória eram o que de melhor o treinador ribatejano conseguia oferecer. Actualmente, até isso se tornou insuportável. O discurso tornou-se repetitivo, enfadonho e cheio de lugares comuns. Pouco se fala de Futebol, pouco se fala sobre estratégia ou sobre o comportamento em campo esperado pelo adversário.

Eu não gosto de cuspir no prato onde já comi e sou mesmo muito grato a Rui Vitória pelo que conquistou no SL Benfica, ao longo destas três temporadas que por cá passou. No entanto, não consigo aceitar as péssimas decisões que foram sendo tomadas ao longo destes meses, não consigo aceitar a desvalorização da perda de competições que deveriam servir para engrandecer o Clube e , por fim, não consigo aceitar que, após uma vergonhosa temporada, o treinador venha puxar dos galões, como se não tivesse culpas no cartório. Rui Vitória diz que assume as suas responsabilidades, mas ainda não houve qualquer lamento pelos sócios e adeptos que tiveram de assistir a uma das piores épocas de que há memória.

Tenho saudades de ver o SL Benfica jogar à bola. Custa-me ter de assistir a jogos de outras equipas para poder ver um pouco de bom futebol. Não podemos ser resultadistas ao ponto de aceitar ficar com um treinador que não apresenta um processo de jogo consistente e que entrega o destino da partida à qualidade individual dos seus jogadores. Se houver um dia mau e a qualidade individual simplesmente falhar, não será o papel do treinador o de arranjar soluções? Ou vamos continuar a substituir um lateral por um avançado?

Finalmente, o pesadelo desta temporada terminou. Agora, Professor? De minha parte, obrigado e até sempre.

Foto de Capa: SL Benfica

5 jovens da Segunda Liga a observar

O campeonato da Segunda Liga é bastante competitivo. E isso voltou a verificar-se nesta época que agora terminou, havendo uma disputa acesa, quer pelo regresso ao escalão maior, quer pela manutenção. No entanto, na maioria das equipas da Segunda Liga predominam jogadores mais experientes. Porém, também existem jovens jogadores a despontar nestas equipas, fora das equipas B.

E o futuro destas equipas também poderá passar por aí, visto que o SL Benfica será o único clube a manter a sua equipa B na Segunda Liga e, como tal, os outros clubes poderão ser o “escape” para que os jovens jogadores possam crescer e desenvolverem-se no futebol profissional, tal como foram os casos destes cinco jogadores que aqui irei referir.

Taça da Grécia foi grito de revolta do PAOK

Todos os jogos na Grécia são envoltos de muita emotividade e não raras vezes os limites são ultrapassados. No último sábado, o PAOK bateu o novo campeão grego e levantou a Taça da Grécia, em Atenas. A sexta taça do emblema de Salónica não deixa de ter um sabor especial.

Vieirinha, nosso campeão europeu, foi herói ao assinar o primeiro golo, de livre direto, já na parte final do jogo, concluindo Pelkas o resultado final já em tempo de compensação. No final do jogo, o internacional português salientou a vitória no jogo com uma equipa contra quem lhes tinha sido “roubado”, o título grego, expressão sua.

Referia-se ao dia 11 de março quando o presidente do clube, Ivan Savvidis, entrou em campo com uma pistola à cintura, o que acabou por determinar a derrota na secretaria frente ao rival de Atenas e capitulou as aspirações ao título nacional, sendo Savvidis banido por três anos. Desde então, o PAOK ganhou todos os jogos.

Vieirinha, capitão de equipa, foi protagonista de mais uma vitória do PAOK, ele que é um autêntico deus em Salónica
Fonte: PAOK

Confirmada a vitória, os jogadores festejaram com máscaras do presidente, num plantel que, para além de Vieirinha, também conta com outros conhecidos do futebol português, casos de Fernando Varela e Djalma.

O segundo lugar na Liga helénica foi desapontante, e mais que isso, revoltante para o PAOK, dado o contexto da não chegada ao título da equipa, o que até obrigou o capitão a mandar uma carta à FIFA. Por outro lado, bater o campeão AEK, em Atenas, dá ainda maior impacto nesta vitória que fecha a temporada e aumenta a dose de motivação para o que aí vem.

Depois de levantar a taça duas épocas consecutivas, o repto agora é atacar com toda a força a candidatura ao título na ‘Ethniki Katigoria’ em 2018/19. Até porque há um novo campeão que quer defender a conquista e um Olympiacos que perdeu a hegemonia e quer recuperá-la o mais rápido possível.

No Estádio Toumba já ninguém aguenta mais esperar pelo dia em que o PAOK colocará as mãos no título mais cobiçado da Grécia pela terceira vez, o que já não acontece desde os anos 80.

Foto de Capa: PAOK

 

Cápsula Lusitana: Carlos Brito- O Treinador Dos Arcos

Quem?

Carlos Luís Morais de Brito ou melhor, Carlos Brito, é um dos treinadores de referência do futebol português. Nascido a 21 de Setembro de 1963, no Porto. Como jogador passou por clubes como Boavista (1981-1985), Salgueiros (1985-1990) e Rio Ave (1990-1996).

A sua carreira como treinador teve começo na época de 1996-97 no Rio Ave como treinador adjunto, sítio onde depois viria a assumir o cargo de treinador principal. Foi aí, na equipa de Vila do Conde, que o técnico acumulou os seus melhores trabalhos sendo até hoje figura indissociável do clube. Para além da equipa dos arcos, somou passagens por clubes como o Estrela Amadora (2000-2001), Boavista (2005-2006), Nacional (2006-2007), Leixões (2007-2008), Penafiel (2014-2015) e por último Freamunde, onde acabou por não ter o sucesso que se esperava, ficando ligado a uma descida de divisão que lhe retirou algum do protagonismo que havia conquistado até então (2015-2017).

Apesar de pertencer a uma casta de treinadores old-school, Carlos Brito era um homem que potenciava o futebol ofensivo, o ataque vertiginoso, potenciando sobretudo o futebol de contra-ataque. Já na defesa as suas equipas caraterizavam-se pela  boa organização, linhas juntas, geralmente baixas, faltava apenas surgir melhorias nos comportamentos defensivos coletivos.

Carlos Brito deixou a sua marca no futebol português e, inclusivé, no Boavista FC
Fonte: Mega Agência

O que ganhou?

Algo que marca a carreira do técnico foi a subida de divisão do Rio Ave na época de 2002/2003. Feito que permitiu a estabilização do projeto Rio Ave. Mais do que isso, o técnico foi responsável por várias boas campanhas da equipa de Vila do Conde, conseguiu ajudar a sustentar um projeto que posteriormente cresceu ainda mais. Mesmo fora da equipa de Vila do Conde acabou sempre por dotar as suas equipas de uma personalidade muito vincada, cumprindo quase sempre os objetivos a que se proponha.

Onde está?

Depois da difícil passagem como treinador pelo Freamunde durante as épocas de 2015/2016 e 2016/2017, Carlos Brito acabou por perder alguma reputação. O técnico que outrora orientava o Rio Ave na Primeira Liga chegava assim ao desemprego. Verdade seja dita que as dificuldades dos “capões”  e a forte instabilidade tanto a nível financeiro, diretivo e desportivo não ajudaram a que o técnico tivesse conseguido melhores resultados.

O futuro?

É provável que o técnico volte a assumir um projeto de uma equipa da Segunda Liga. Esta temporada não treinou ninguém mas é um treinador com provas dadas capaz de assumir a liderança de uma equipa com projeto de subida.

Foto de Capa: BnR/ Leixões SC

 

 

Taça de Portugal: uma final marcada pela tragédia!

Na passada terça-feira, o atentado terrorista ocorrido em Alcochete, marcará sempre a história do Sporting Clube de Portugal como o dia mais triste do clube. No entanto, os leões irão disputar a final da Taça de Portugal frente ao Desportivo das Aves.

Na emblemática final, no Estádio Nacional do Jamor, espero que seja a verdadeira festa da Taça, um domingo para as famílias, para os adeptos dos dois clubes, com fair-play e desportivismo. Após os acontecimentos, os jogadores do Sporting, emitiram um comunicado a informar que irão a jogo. Estes campeões têm um propósito, honrar o futebol, os sportinguistas e demonstrar o seu talento e profissionalismo, dentro das quatro linhas.

Para a final da Taça de Portugal, Jorge Jesus terá à sua disposição praticamente todo o plantel, com excepção de Daniel Podence e Bas Dost, que ficou ferido no ataque à Academia de Alcochete. Assim, o onze leonino deverá então apresentar Rui Patrício na baliza e uma defesa composta por Piccini, Coates, Mathieau e Fábio Coentrão. No meio-campo deverá alinhar Rodrigo Battaglia e William Carvalho, com Gelson Martins à direita e à esquerda jogará Marcos Acuña. Na frente, os leões devem apresentar a dupla composta por Montero e Bruno Fernandes.

Alguns adeptos dos leões reuniram-se em forma de apoio à equipa e, especialmente, a Bas Dost
Fonte: Sporting CP

Por seu lado, José Mota, treinador do Desportivo das Aves, que conseguiu a permanência na Liga NOS, tem pela frente uma partida para causar uma surpresa. O técnico da equipa da Vila das Aves, não poderá contar com Baldé e Ryan Gauld, ambos emprestados pelo Sporting.

Para vencer esta partida, os leões têm de pressionar alto, ter a iniciativa de jogo, procurando desmontar o bloco defensivo do Desportivo das Aves. A equipa tem de estar concentrada no momento defensivo, sendo muito consistente, dada a qualidade das transições rápidas da equipa de José Mota. Para conquistar a Taça de Portugal, é importante marcar cedo e, por isso, o Sporting tem de atacar e dominar o encontro desde início.

Que seja sobretudo uma grande festa do desporto e do futebol nacional. Um jogo em que o Sporting pode vencer mais um título esta época e somar a 17ª. Taça de Portugal ao seu palmarés. Uns jogadores que irão querer dar uma alegria aos sportinguistas, independentemente das circunstâncias. 50 não são 3,5 Milhões!

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Seth Rollins, o Campeão Intercontinental de que o RAW precisa

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Com um Campeão Universal, Brock Lesnar, que deixa os adeptos desesperados pela sua ausência, o resto do plantel do RAW tem que preencher este vazio e grande parte dessa responsabilidade cabe ao outro campeão da marca, o Intercontinental, Seth Rollins.

Durante grande parte do ano, o título esteve nos ombros do The Miz, que se tem afirmado nos últimos anos com um dos mais confiáveis wrestlers do planeta, sendo semana após semana um dos melhores do mundo ao microfone e estando cada vez melhor dentro do ringue com o seu estilo seguro, mas de qualidade. 

No entanto, falta-lhe um pouco do estrelato de outros nomes da empresa e, por isso, na Wrestlemania deixou o cinto para Seth Rollins, antes de rumar ao SmackDown onde será um nome imprescindível para retomar a marca azul à qualidade de outros anos. Para o Arquiteto do SHIELD, foi a recompensa por uma serie de exibições convincentes e de luxo e a demonstração de confiança que a WWE nele deposita.

Rollins e Miz têm sido consistentemente dois dos melhores da WWE
Fonte: WWE

A partir daí, Rollins tem sido um dos pontos-chave do produto, dando aos espetadores entretenimento e wrestling de excelente qualidade. Mais recentemente, a forma de o fazer tem sido através de defender o título Intercontinental através de open challenges, que já o viram ter um bom combate com Mojo Rawley, um wrestler extremamente limitado, e um excelente embate frente a Kevin Owens. 

A continuar assim, este será um dos momentos altos das edições semanais do RAW, acima de tudo, por garantir a quem assiste que tem todas as semanas pelo menos um combate de qualidade agendado. Além disso, é uma ótima forma de colocar Rollins no patamar que merece e ajudar também ao desenvolvimento de novas caras, já que, como o combate com Rawley mostrou, Rollins tem ainda a capacidade de fazer os adversários serem elevados de nível mesmo na derrota. 

Curiosamente, quando Lesnar se prepara para bater o recorde de CM Punk de reinado mais longo, mas tendo no mesmo período de tempo defendido o título menos 131 (!) vezes, Rollins aparece como o cavalo de trabalho que, sem direito a descansos, carrega às costas o principal show da WWE, fazendo do título Intercontinental o mais interessante de acompanhar para os adeptos do RAW.

Foto de Capa: WWE

Olympique Marselha 0-3 Atletico Madrid CF: Eficácia dita vitória sem espinhas

O Atlético Madrid é o novo vencedor da Liga Europa! A equipa de Simeone (que não esteve no banco devido a castigo) marcou no primeiro remate que fez e construiu a sua vantagem em redor dessa vantagem, acabando por ser um vencedor justo.

Para o jogo mais importante da época, os treinadores apresentaram os seus onzes mais fortes, destacando-se apenas a titularidade de Anguissa em detrimento de Maxime Lopez, na equipa francesa. Nota ainda para a presença do português Rolando – herói da meia-final- no banco de suplentes.

A jogar no seu país, mas em casa de um dos seus maiores rivais, o Marselha entrou a todo o gás e logo aos quatro minutos podia ter inaugurado o marcador, depois de uma grande jogada de contra-ataque, Payet isolou Germain com um passe delicioso, mas este, no cara-a-cara com Oblak, atirou por cima. Ainda nos primeiros dez minutos, mais dois remates da equipa do sul de França, ambos sem perigo.

No entanto, quem não marca sofre e pouco depois dos vinte minutos, um erro na construção defensiva do Marselha isolou o inevitável Griezmann que na cara de Mandanda não desperdiçou. Primeiro remate, primeiro golo, eficácia e frieza madrilena ao mais alto nível.

Um mal nunca vem só e, à meia hora, nova adversidade para os marselheses com Dimitry Payet a sair em lágrimas devido a lesão (desta vez foi Payet a sair lesionado numa final…).

A lesão de Payet foi um duro revés para o Marselha
Fonte: UEFA

Os comandados por Rudy Garcia acusaram o golo e, simultaneamente, o Atletico sentia-se mais confortável, o que fez com que a partida chegasse ao intervalo sem mais oportunidades dignas de registo.

A segunda parte, contrariamente à primeira, começou com um Atletico muito forte, que tratou logo de registar essa superioridade no marcador: com apenas quatro minutos jogados, Griezmann, novamente na cara de Mandanda, voltou a fazer o gosto ao pé, desta vez picando a bola por cima do guardião francês para o segundo da noite. Nos minutos seguintes, mais duas oportunidades para os colchoneros: primeiro num desvio involuntário de Rami que quase dava autogolo, depois num cabeceamento perigosíssimo de Godín.

O vencedor estava praticamente encontrado, uma vez que este Atletico apanhado em vantagem raramente se deixa surpreender, tendo uma defesa muito rígida e uma equipa muito madura que sabe gerir a vantagem.

À entrada dos últimos dez minutos, resposta ténue dos franceses, primeiro num cabeceamento impressionante de Mitroglou ao poste (Oblak estava batido) e pouco depois numa bomba de Amavi para defesa do esloveno.

Mesmo a fechar, e já com os comandados de Rudy Garcia balanceados para a frente, Gabi rematou cruzado para o último golo da noite, para gáudio dos milhares de adeptos colchoneros nas bancadas do Stade de Lyon.

Vitória indiscutível da melhor equipa em campo e a mais forte da competição. O Marselha até entrou melhor e podia ter inaugurado o marcador, mas a eficácia dos espanhóis permitiu o controlo do jogo e do resultado. Direi que o momento chave foi a lesão de Payet, que vinha sendo o jogador mais influente dos franceses. A equipa ficou refém do camisa 10 e foi totalmente dominada pelos comandados de Simeone no segundo tempo. Ainda assim, o Marselha tem que estar orgulhoso do seu percurso na competição, caindo apenas aos pés do candidato mais forte.

Haverá festa rija nas ruas de Madrid! Aúpa Atleti!

6 jogadores do SL Benfica que devem ser convocados para o Mundial

Terminada a época 2017/2018 é tempo de metermos os olhos no próximo grande evento desportivo: o mundial da Rússia 2018. Que jogadores das águias veremos a atuar neste grande palco do futebol? Quem deve ser convocado à sua seleção?

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Fonte: SL Benfica

Fejsa – O verdadeiro amuleto da sorte do plantel do Benfica, será uma provável escolha do selecionador sérvio, Mladen Krstajic. O médio defensivo conta, até agora, com 23 jogos pela seleção principal, tendo estado presente no plantel por 26 vezes, 14 delas no onze titular. A Sérvia ocupa o 35º lugar do ranking da FIFA e não tem tarefa fácil neste mundial do mundo, estando presente no grupo E juntamente com o Brasil, a Costa Rica e a Suíça.

As surpresas da época do FC Porto

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A época foi brilhante e o rendimento de alguns jogadores superou todas as expetativas. No início da temporada, alguns jogadores eram vistos com alguma desconfiança (Marega e Herrera) ou como jogadores que teriam poucos minutos de utilização (Sérgio Oliveira era um dos casos) e que teriam pouca relevância na época portista. Na minha opinião, as grandes surpresas da época foram Ricardo Pereira, Sérgio Oliveira, Herrera e Marega.

Ricardo Pereira – O defesa portista teve uma época absolutamente brilhante, o seu talento já era conhecido e as épocas no Campeonato Francês foram prova disso. Foi um dos indiscutíveis para Sérgio Conceição, sendo utilizado em 43 jogos. A sua polivalência foi uma mais-valia sendo que em diversos jogos foi utilizado numa posição mais adiantada no terreno. As boas exibições levaram a que conste na pré-convocatória do selecionador nacional Fernando Santos.

Sérgio Oliveira – Talvez a maior surpresa da época, um jogador que prometeu muito nos seus anos de formação mas que nunca se tinha conseguido afirmar de forma tão categórica. Começou por ser o jogador dos “jogos grandes” quando o treinador portista queria dar mais consistência ao meio campo azul e branco. Aquando da lesão de Danilo, Sérgio Oliveira assumiu um papel preponderante na equipa e deu uma resposta fantástica nessa fase crucial da época. O médio portista é outro dos pré-convocados de Fernando Santos para o Mundial de Futebol.

Herrera – Sempre foi um “patinho feio” para muitos adeptos portistas, mas a época do capitão do FC Porto fez com que acabasse como o verdadeiro herói. O golo no Estádio da Luz foi a “cereja no topo do bolo”. Rendimento desportivo de alto nível, exemplo de liderança no campo e no balneário e uma grande interação com os adeptos faz de Herrera neste momento uma das grandes figuras do FC Porto. Como dizia esta semana o guarda-redes João Costa, “ninguém é mais portista que Herrera”.

Herrera foi o pulmão da equipa
Fonte: FC Porto

Marega – O internacional maliano tinha tido uma passagem pouco feliz pelo dragão na época 2015/16 e no início da temporada era visto com alguma desconfiança por muitos adeptos. Não começou a época como titular mas a lesão de Soares abriu-lhe as portas da titularidade e o avançado internacional pelo Mali arrancou para uma época absolutamente brilhante, sendo mesmo o melhor marcador da equipa na Primeira Liga. Foi crucial na ideia de jogo de Sérgio Conceição, pela sua explosão, capacidade física e pelas alternâncias táticas que permitia ao treinador portista fazer.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

A grande final da Liga Europa

É já na próxima quarta-feira que se disputa a final da liga Europa que coloca frente a frente os franceses do Olympique de Marseille e os espanhóis do Atlético de Madrid. A partida tem início às 19h45 no estádio Parc Olympique Lyonnais.

As duas equipas partem praticamente em pé de igualdade no que toca ao favoritismo para esta final, apesar da maior experiência em finais por parte de Simeone e os seus pupilos, o Marselha conquistou o seu favoritismo muito à custa do grande percurso que fez até chegar a esta final.

Vamos conhecer melhor as duas equipas.