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Revista do Mundial´2014 – Gana

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“Nem pensámos em Portugal ou na Alemanha, só nos perguntávamos «Outra vez os Estados Unidos?»“. Quando Asamoah disse isto, depois do sorteio, não estava a menosprezar a Alemanha e Portugal, mas sim a realçar mais um encontro com os Estados Unidos em Mundiais. Podemos dizer que o Gana tem tido uma história de sucesso nos Mundiais, e essa história está ligada aos Estados Unidos, selecção que vão defrontar pelo terceiro Mundial consecutivo. A história ganesa começa em 2006. Do contingente africano na Alemanha, onde apenas a Tunísia não era estreante, o Gana foi a única selecção que conseguiu passar aos oitavos de final, ao superar um grupo onde estava Itália, Republica Checa e, claro, Estados Unidos. Ao passar um grupo que se antevia complicado para os franceses, o Gana ganhava o rótulo de equipa-sensação da prova. Nos oitavos-de-final, seria eliminado pelo Brasil. Em 2010, o Gana encontrou a Alemanha, a Austrália e a Sérvia na fase de grupos e passou em segundo, atrás dos alemães. Nos oitavos-de-final, a história voltaria a repetir-se, com os americanos a serem de novo os adversários do Gana. A selecção africana acabaria por cair nos quartos-de-final, nas grandes penalidades, frente ao Uruguai.

Neste Mundial, os Black Stars, como são conhecidos, querem voltar a fazer uma prova igual ou melhor em relação às edições passadas. Mas a missão não será fácil. Para além dos seus companheiros de Mundial, os Estados Unidos, o Gana tem pela frente duas selecções que estão, para muitos, no top 10 de favoritas à conquista da prova, Portugal e Alemanha. Será difícil fazer o mesmo que nos outros anos, mas o Gana estará sempre à espreita de um possível deslize destas duas selecções e tem plantel para ombrear com elas. E, claro, vai querer manter a invencibilidade frente aos Estados Unidos, no terceiro confronto consecutivo.

OS CONVOCADOS

Guarda-redes: Stephen Adams (Aduana Stars), Adam Kwarasey (Stromsgodset – Noruega) e Fatau Dauda (Orlando Pirates – África do Sul)

Defesas: Daniel Opare (Standard Liege – Bélgica), Harrison Afful (Esperance Tunis – Tunísia), John Boye (Rennes – França), Jonathan Mensah (Evian – França), Rashid Sumalia (Mamelodi Sundowns – África do Sul) e Samuel Inkoom (Platanias – Grécia)

Médios: Michael Essien, Sulley Muntari e Rabiu Mohammed (Kuban Krasnodar – Rússia), Mubarak Wakaso (Rubin Kazan – Rússia), Afriyie Acquah (Parma – Itália), Emmanuel Agyemang-Badu (Udinese – Itália), Kwadwo Asamoah (Juventus – Itália), Albert Adomah (Middlesbrough – Inglaterra), Andre Ayew (O. Marselha – França) e Christian Atsu (Vitesse Arnhem – Holanda)

Avançados: Abdul Majeed Waris (Valenciennes – França), Jordan Ayew (Sochaux – França), Asamoah Gyan (Al Ain – Emirados Árabes Unidos) e Kevin-Prince Boateng (Schalke 04 – Alemanha)

A ESTRELA

Kevin-Prince Boateng Fonte: Getty Images
Kevin-Prince Boateng
Fonte: Getty Images

É difícil apontar uma estrela. Entre os experientes Essien e Muntari, ou os grandes valores, como André Ayew, Kwadwo Asamoah e Asamoah Gyan, a selecção ganesa está bem servida. No entanto, o destaque vai para Kevin Prince-Boateng. O irmão de Jerôme Boateng (vão defrontar-se neste Mundial) é conhecido pela sua versatilidade, podendo jogar nas alas ou no meio. A sua velocidade e força serão precisas se o Gana quiser voltar a brilhar no Mundial, sem esquecer o seu drible.

O TREINADOR 

Kwesi Appiah, o técnico do Gana Fonte: Ghanasoccernet.com
Kwesi Appiah, o técnico do Gana
Fonte: Ghanasoccernet.com

James Kwesi Appiah pegou na selecção do Gana em 2012. O antigo internacional ganês já tem alguns anos de trabalho com a selecção, tendo trabalhado como adjunto da selecção principal entre 2007 e 2012 e tendo conquistado os All Africa Games com a selecção sub-23 do Gana. Entrou para a história como sendo o primeiro treinador negro a apurar o Gana para um Mundial. A confiança no trabalho do seleccionador é muita, tendo Appiah renovado por mais dois anos.

O ESQUEMA TÁTICO

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PONTO FORTE

O ponto forte desta selecção é o meio campo/ataque. O Gana assenta o seu jogo no meio-campo, onde os experientes Essien e Muntari  são peças fundamentais, tanto a defender como a distribuir jogo. Na frente, a velocidade de Boateng, Ayew e Asamoah, e a mira apontada de Asamoah Gyan podem fazer estragos. Com uma média de três golos por jogo e sendo Asamoah Gyan um dos melhores marcadores da fase de apuramento, os ganeses prometem pôr em sentido as defesas adversárias.

PONTO FRACO

O ponto fraco é a defesa, principalmente as laterais. A grande parte dos golos concedidos nasce das laterais ofensivas do Gana. Se contra selecções mais fracas isso não foi problema, no Mundial, principalmente frente à Alemanha e a Portugal, isso pode tornar-se fatal.

Rafael Nadal conquista o 5º título consecutivo de Roland Garros

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Rafael Nadal venceu Novak Djokovic por 3/6, 7/5, 6/2 e 6/4 e conquistou o seu quinto título consecutivo de Roland Garros, igualando assim a façanha de Bjorn Borg e confirmando-se, ainda mais, como um dos melhores jogadores de terra batida de todos os tempos.

No primeiro set, verificou-se a regularidade habitual de inicio de final de Grand Slam. Ambos os jogadores a explorarem o jogo um do outro. Djokovic beneficiou de dois factores: um conjunto de pancadas ganhantes superior à de Rafael Nadal e que lhe permitiram galvanizar o público em momentos chave, e claro do andamento do marcador que o beneficiou na construção do resultado ao conseguir o break no jogo decisivo (o sétimo) e que lhe permitiu de seguida servir para fechar o primeiro parcial.

Na segunda partida era Rafael Nadal que partia com o peso de correr atrás do prejuízo e as coisas até estavam a parecer demasiado fáceis para o espanhol. Nadal quebrou o serviço de Djokovic e colocou-se a vencer por 4-2, servindo para o 5-2. Num momento raro o espanhol cedeu à pressão e permitiu a recuperação a Djokovic que conseguiu equilibrar a contenda levando o set a 5-5. No desempate Rafael Nadal conseguiu com toda a justiça colocar-se em vantagem para selar a vitória deste segundo parcial, comemorada em jeito de vitória final, mas que galvanizou o espanhol para enfrentar a terceira partida. A pressão estava agora do lado de Djokovic novamente.

Nadal com o troféu de Roland Garros Fonte: Sports Keeda
Nadal com o troféu de Roland Garros
Fonte: Sports Keeda

E que bem que começou a terceira partida para Rafael Nadal, com o espanhol a entrar a vencer por 3-0, e com Novak Djokovic a deixar apontamentos preocupantes, como perda de equilíbrio numa das trocas de campo. Sempre foi conhecida a falta de tolerância do sérvio ao calor, mas ainda assim o calor de Roland Garros não é sequer justificação para o “sofrimento” de Djokovic. Com 4-2 Djokovic falha uma bola fácil a meio court e Nadal partiu para a vitória decisiva deste set que acabou por selar com um 6-2.

Na quarta partida, Rafael Nadal entrou mais solto, fruto de estar na frente do marcador, e fisicamente mais presente do que Djokovic, levando assim o espanhol a conseguir dominar a fase inicial. Ainda assim e como ambos são feitos da fibra dos campeões a partida não foram “favas contadas” para Nadal. Djokovic conseguiu puxar novamente o ascendente até si e apesar da desvantagem no marcador os pontos passaram novamente a ser mais disputados. Djokovic conseguiu empatar a partida a quatro, mas Nadal não se assustou e conquistou os dois jogos seguintes, selando assim a vitória por 6/4.

Com esta conquista o espanhol conquistou assim o seu quinto titulo consecutivo de Roland Garros, batendo o mítico record de Bjorn Borg para gáudio dos adeptos espanhóis. De referir ainda as dificuldades físicas de Djokovic em momentos da partida, mas que não servem obviamente de desculpa para a superioridade de Nadal ao longo de quase todo o encontro.

Na variante feminina, Maria Sharapova conquistou mais um título do Grand Slam, ao derrotar a surpreendente Simona Halep por 6/4, 6/7 e 6/4, conquistando o seu quinto título do Grand Slam, naquela que a tenista Russa classificou como a “final mais difícil da vida”.

Segue-se agora a sempre interessante época de relva, onde os fãs de Roger Federer suspiram sempre por uma recuperação do suíço que foi, ou é, um dos maiores especialistas neste tipo de terreno. Depois de Roland Garros segue-se assim o mítico torneio de Wimbledon.

Revista do Mundial’2014 – Espanha

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A actual campeã mundial entra neste Mundial para tentar um feito inédito: ser bi-campeã mundial e bi-campeã europeia. A tarefa não se avizinha fácil, até porque o grupo que lhe saiu em sorteio conta com uma sempre forte Holanda e um aguerrido Chile, sendo a Austrália o provável outsider.
É uma das seleções com mais presenças em Mundiais -14 -, apenas suplantada por Brasil, Argentina, Itália, Alemanha e México.

La Roja, como é habitualmente conhecida, fez um apuramento relativamente tranquilo, onde tinha como principal rival a França, que superou sem superior dificuldade, terminando em primeiro do grupo sem grande pressão.

Da Espanha espera-se bastante neste Mundial: é uma das principais favoritas, diria até que a principal favorita a par de Brasil, surgindo depois um rol de seleções das quais se espera sempre grandes resultados.
Um futebol assente na posse e circulação de bola, com uma defesa coesa e forte é o que podemos esperar desta Espanha, que chegará ao Mundial com pressão de apresentar sobretudo um futebol que seja capaz de criar empatia com os adeptos, mas longe da pressão que terá o anfitrião Brasil.

OS CONVOCADOS

Guarda-redes – Iker Casillas (Real Madrid), Reina (Napoles) e De Gea (Manchester United)

Defesas – Azpilicueta (Chelsea), Sergio Ramos (Real Madrid), Piqué (Barcelona), Albiol (Napoles), Juanfran (Atlético de Madrid), Javi Martínez (Bayern de Munique) e Jordi Alba (Barcelona)

Médios – Sergio Busquets (Barcelona), Xabi Alonso (Real Madrid), Koke (Atlético de Madrid), Juan Mata (Manchester United), David Silva (Manchester City), Cazorla (Arsenal), Xavi Hernandéz (Barcelona), Andrés Iniesta (Barcelona) e Cesc Fábregas (Barcelona)

Avançados – Diego Costa (Atlético de Madrid), Fernando Torres (Chelsea), Pedro Rodriguez (Barcelona) e David Villa (Atlético de Madrid)

A ESTRELA

Diego Costa Fonte: radionicaragua.com.ni
Diego Costa
Fonte: radionicaragua.com.ni

Escolher uma estrela entre jogadores desta qualidade é complicado e será até injusto para alguns, mas a estrela é aquele que veio colmatar um dos muito poucos defeitos que a seleção apresentava: o poder ofensivo que tem vindo a decair, ano após ano, com o avançar da idade de Villa e o baixo rendimento de Torres. Diego Costa é, portanto, o artista desta Espanha. Um jogador que cresceu a pulso, começando no modesto Penafiel, transferiu-se para Braga e daí saiu directamente para Espanha, para o Atlético de Madrid, atingindo o auge da sua carreira com a conquista do campeonato espanhol, um feito histórico dos colchoneros. Vem de uma temporada assombrosa, facturando golos de todas as formas e feitios e é um jogador de combate, com uma capacidade goleadora incrível. Encaixa perfeitamente no esquema de jogo Espanhol, que joga habitualmente só com um ponta-de-lança, tal como o Atlético de Madrid. Contudo, nem tudo são rosas: Diego Costa chega a este Mundial com bastantes problemas de lesões que o têm vindo a assombrar neste fim de temporada. Veremos se chega em plena forma.

O TREINADOR

Vicente Del Bosque Fonte: skysports.com
Vicente Del Bosque
Fonte: skysports.com

Pouco há a dizer sobre Vicente del Bosque. Um homem com muita experiência, campeão do Mundo e da Europa, com um leque de jogadores que praticamente conhece na totalidade do anterior Europeu, e com uma filosofia de jogo mais do que definida – claramente pontos a favor da Espanha. O seu maior defeito é um treinador bastante conservador que tem alguma dificuldade em conseguir responder a resultados mais adversos, que surgem muito poucas vezes, diga-se.

O ESQUEMA TÁTICO

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O esquema táctico espanhol é uma das maiores incógnitas para este Mundial. Oscila entre 4-5-1 que se desdobra num 4-3-3 em fase de ataque, mas muito dinâmico, com Busquets e Xabi Alonso como unidades mais recuadas, deixando a Xavi a maior responsabilidade de criar, jogando com Silva e Iniesta a cair nas laterais e com Cesc, Villa ou Costa na frente.
A grande questão neste mundial é Xavi, que chega com claras debilidades físicas, depois de uma temporada muito aquém das expectativas – a idade começa a pesar claramente. Assim, surgem as dúvidas: será Cesc a assumir essa posição criativa? Ou colocar Silva no centro e fazer entrar Koke para uma das laterais será a solução?

Por outro lado, também um 4-4-2 pode ser ajustado, juntando Cesc, Villa ou Torres a Diego Costa retirando um dos médios, normalmente Iniesta.
Há muitas dúvidas, mas tendo em conta que o conservadorismo do treinador muito provavelmente teremos o habitual onze no primeiro jogo do Mundial: Casillas, Azpillicueta, Ramos, Piqué e Jordi Alba; Xabi Alonso, Busquets, Xavi, Iniesta, Silva e Diego Costa.

O PONTO FORTE

O ponto forte de La Roja é claramente o meio-campo. Com um leque de soluções incrível, associado a uma qualidade de excelência, e isto contando que ficou de fora Thiago Alcântara, por exemplo, por lesão. Um meio-campo muito organizado, com muitos anos de rotina, campeão mundial e bi-campeão europeu, com uma coesão fantástica e uma circulação de bola inigualável.

O PONTO FRACO

Encontrar um ponto fraco nesta seleção é, quiçá, a tarefa mais complicada. As duas grandes pechas que eram a lateral direita e o ponta-de-lança estão solucionadas com a capacidade defensiva e polivalência de Azpillicueta e com uma maior necessidade ofensiva com Juanfran, assim como com o já referido Diego Costa.
Penso que o ponto mais fraco poderá residir em duas questões:
– Um futebol que, embora muito rotinado, está muito batido e apresenta poucas surpresas aos seus adversários.
– Um leque de jogadores em final de carreira, que já ganharam tudo que havia para ganhar e cuja motivação pode ser não ser tão elevada como outrora.

Revista do Mundial’2014 – Uruguai

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O povo uruguaio vive há mais de 50 anos à espera do regresso do sucesso que haviam conquistado nos anos de 1930 e 1950, alturas em que conquistaram o Campeonato do Mundo de Futebol. Curiosamente, na última vez em que se sagraram campeões, o torneio deu-se no mesmo país em que se jogará o de 2014: no Brasil. Crente na repetição da história mas sobretudo na qualidade de Suárez e de Cavani, este país tem a remota esperança de que poderá voltar ao topo do mundo futebolístico já no próximo mês.

Mas não será fácil. A tremida qualificação (em 5º lugar, na zona da América do Sul) deixa no ar alguma insegurança em relação ao que poderá render uma daquelas que é mais regularmente apontada como possível surpresa do Mundial. Por outro lado, é difícil recordar uma outra selecção do Uruguai com tanta qualidade individual nos últimos anos, o que faz deste conjunto de jogadores um perigo eminente para qualquer que seja o seu adversário. Olhando, por exemplo, para a frente de ataque uruguaia, podemos constatar que Tabárez tem ao seu dispor pelo menos quatro pontas de lança que seriam titulares no conjunto de Portugal.

Um outro elemento que pode vir a ser relevante e vantajoso para a equipa uruguaia é o facto de nunca uma equipa europeia ter ganho um Mundial jogado no continente americano. Em sentido inverso, ambos os Mundiais conquistados pelo Uruguai deram-se na América do Sul. No entanto será necessário mais do que o apoio do seu povo, as condições climatéricas favoráveis ou uma combinação de factores extra-futebolísticos para que Suárez e companhia tenham sucesso no Brasil. Passar o (complicadíssimo) grupo com Itália, Inglaterra e Costa Rica será um grande passo para esse sucesso.

OS CONVOCADOS

Guarda-redes – Fernando Muslera (Galatasaray), Martín Silva (Vasco da Gama) e Rodrigo Muñoz (Libertad).

Defesas – Diego Lugano (West Bromwich), Diego Godín (Atlético Madrid), José María Giménez (Atlético Madrid), Martín Cáceres (Juventus), Maxi Pereira (Benfica), Jorge Fucile (FC Porto) e Sebastián Coates (Nacional).

Médios – Egidio Arévalo Ríos (Morelia), Walter Gargano (Parma), Diego Pérez (Bolonha), Alvaro González (Lázio), Álvaro Pereira (São Paulo), Cristian Rodríguez (Atlético Madrid), Gastón Ramírez (Southampton) e Nicolás Lodeiro (Botafogo).

Avançados – Luis Suárez (Liverpool), Edinson Cavani (Paris Saint-Germain), Diego Forlán (Cerezo Osaka), Cristian Stuani (Espanyol) e Abel Hernández (Palermo)

A ESTRELA

Luis Suárez é a estrela maior do conjunto do Uruguai  Fonte: generalseveriano.wordpress.com
Luis Suárez é a estrela maior do conjunto do Uruguai
Fonte: generalseveriano.wordpress.com

Luis Suárez foi, nesta época, o melhor marcador da Premier League e um dos grandes impulsionadores para a excelente época do Liverpool. O avançado afirmou-se como um dos melhores do mundo na sua posição e, não fosse existirem os extraterrestres Messi e Ronaldo, seria um dos mais fortes candidatos à Bola de Ouro de 2014. Melhor marcador da zona de apuramento da América do Sul com 11 golos, dele os Uruguaios não esperam menos do que golos, golos e golos. Contudo, a estrela do Liverpool poderá não estar no auge da sua forma no Mundial depois de ter sido operado ao joelho esquerdo no dia 22 de Maio. A sua presença nos convocados foi, aliás, uma das grandes dúvidas até terem sido oficiais os 23 escolhidos por Oscar Tabarez. Se se apresentar nas suas máximas potencialidades, esta é uma selecção que poderá ganhar qualquer jogo. Principalmente porque a seu lado estará um outro avançado fantástico chamado Cavani e… no banco está Forlán.

O TREINADOR

Tabarez, técnico da selecção do Uruguai  9worldcup.com
Tabarez, técnico da selecção do Uruguai
Fonte: 9worldcup.com

Oscar Tabárez, que está à frente da selecção uruguaia desde 2006, já conquistou o respeito do seu país e do seu grupo de jogadores há algum tempo: em 2010 obteve um muito bom 4º lugar no Campeonato do Mundo da África do Sul; em 2011 venceu a Copa América, prova onde Brasil e Argentina são claros favoritos. Estes resultados são elucidativos da qualidade do técnico uruguaio, principalmente se tivermos em conta a fraca prestação que esta selecção havia apresentado nos anos anteriores à sua contratação. Uma das características desta equipa, para além da grande garra e entrega típica dos países sul-americanos, é a capacidade de se adaptar a diversas formações. 4x4x2, 4x3x3 ou até 3x4x3 são sistemas em que o Uruguai jogou recentemente. Pessoalmente, não sei até que ponto esta polivalência colectiva pode vir a ser positiva: se, por um lado, é complicado prever como o Uruguai irá jogar, por outro, as rotinas podem vir a ser colocadas em causa também porque uma selecção tem sempre menos tempo de trabalho do que uma equipa. Cabe a Tabárez decidir sobre qual o melhor sistema a apresentar.

O ESQUEMA TÁTICO

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O PONTO FORTE

O Uruguai tem na qualidade individual do seu 11 titular (e em alguns substitutos até) o seu ponto forte. Na baliza, Muslera fica a dever algo a muito muito poucos guarda-redes mundiais. Na defesa, os centrais são fortes, seguros e autoritários. Cáceres, pela esquerda, dará menor profundidade ofensiva mas uma estabilidade defensiva importante e Maxi Pereira, pela direita, é – como se sabe em Portugal – um jogador bastante competitivo embora não se trate de um fora-de-série. O meio-campo é fortíssimo, pressionante e imprime uma intensidade elevadíssima ao jogo. Gargano e Arevalo enchem o campo e encarregam-se de que é complicado para qualquer selecção jogar no meio-campo do Uruguai. Depois, embora dependa do sistema que Tabarez utilize, Gaston Ramirez é um médio mais criativo, capaz de jogar entre linhas e de explorar os espaços abertos quer através da condução de bola quer do passe de ruptura e Cristian Rodriguez é um jogador de ala que deixa sempre tudo no campo. No banco estarão ainda Lodeiro, jogador semelhante a Gaston Ramirez e Álvaro Pereira, ex-Porto, que pode fazer a ala esquerda. Contudo, é na frente que se encontra o maior poderio da equipa: Suárez e Cavani são possivelmente a melhor dupla de avançados do mundo e, inspirados, são capazes de desiquilibrar qualquer jogo. Forlán, embora já não se encontre na melhor forma, é ainda uma excelente opção, tal como Stuani e Abel Hernández. Em termos de jogo jogado, a alta intensidade de jogo que a equipa consegue imprimir é talvez o ponto mais forte desta selecção.

O PONTO FRACO

A falta de jogo exterior pode vir a ser um problema para Oscar Tabarez se os seus adversários forem capazes de fechar bem o corredor central e, dessa forma, impedir que o Uruguai o utilize na sua manobra ofensiva. Tanto no meio-campo como no ataque, os melhores jogadores uruguaios são todos eles jogadores que privilegiam o jogo interior. Suárez, Cavani, Forlan, Gaston Ramirez, Lodeiro, estes são os mais perigosos, criativos e os que podem criar mais problemas aos adversários no momento de ataque e, ao mesmo tempo, são todos eles fortes no centro do terreno e mais fracos quando encostados numa linha. É certo que tanto Suárez como até Cavani conseguem flectir bem do flanco para o meio, mas resta a dúvida sobre como irá o Uruguai apresentar o seu jogo, por exemplo, na partida de estreia frente à Costa Rica, que adoptará certamente um sistema bem defensivo e de linhas juntas.

Portugal 1-0 México: Um salvamento tardio e inesperado

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Um cabeceamento. Um cabeceamento no minuto final foi suficiente para alterar o resultado de um jogo cuja crónica final parecia estar escrita há muito. No entanto, falar de Portugal versão 2014 sem falar de incertezas continua a ser falar de um Portugal que não se apresentará no Mundial do Brasil. E foi esse mesmo conjunto que se reflectiu na madrugada deste sábado em Boston, nos Estados Unidos, onde a equipa das quinas esteve perto de ceder um novo empate.

Tendo pela frente a fresca ‘turma’ do México, que desde cedo procurou apoderar-se do papel ofensivo, a Caravela Portuguesa esteve longe de se exibir a um nível que lhe permita aspirar a grandes conquistas em mar internacional e foi apenas com um salvamento de última hora que a fez ganhar a primeira de duas batalhas navais em águas norte-americanas: aos 92′, Bruno Alves saltou e correspondeu na perfeição a um cruzamento exímio de João Moutinho, para celebrar o único golo do encontro.

Moutinho assistiu Bruno Alves para o único golo da noite  Fonte: Getty Images
Moutinho assistiu Bruno Alves para o único golo da noite
Fonte: Getty Images

Sem mais uma vez contar com Cristiano Ronaldo, Paulo Bento viu os seus comandados enfrentarem bastantes dificuldades e desperdiçarem a grande maioria das oportunidades de que dispuseram (lá na frente esteve Éder, o ponta de lança cujo ponto fraco é precisamente a finalização) enquanto o México, por sua vez, contava com o tão bem conhecido Herrera a criar situações de perigo constantes. Foi, aliás, ao conjunto da América Central que pertenceram as melhores hipóteses, não sendo portanto descabido o desejo de outro resultado pelos Tricolor.

Se o único tento do encontro chegou por intermédio de bola parada, também as restantes situações de perigo criadas por Portugal vieram do espaço aéreo, sendo notória a ausência de jogadores como Ronaldo e Ricardo Quaresma para explorar as alas com a bola no solo: Nani, titular, esteve longe do seu melhor, enquanto Varela teve pouco tempo para procurar ajudar os companheiros.

O encontro não foi, de facto, um exemplo de como lutar por um triunfo às portas da maior competição futebolística do universo, consequência da redução de rendimento na última meia-hora de jogo e do cansaço acumulado – que se revelaram numa praticamente total existência de coesão.

O jogo com a Grécia não convenceu e o embate com o México valeu pelo triunfo alcançado em cima do apito final. Feitas as contas, 1 golo marcado e 0 sofridos em dois encontros de preparação realizados. Resta um e terá lugar já na próxima madrugada de terça para quarta-feira, frente à República da Irlanda, ainda nos Estados Unidos da América.

Apesar de ser provável uma nova ausência de Cristiano Ronaldo, o duelo terá obrigatoriamente de servir para Paulo Bento (que hoje apenas recorreu a quatro das seis alterações a que tinha direito) afinar os últimos detalhes deste conjunto que quer lutar pelo título. Até lá, Portugal tem de se unir e esperar que todos os atletas estejam em condições de ‘atacar’ o Mundial.

Éder foi o rosto do desperdício  Fonte: Getty Images
Éder foi o rosto do desperdício
Fonte: Getty Images

A Figura

Bruno Alves, pelo golo, e Eduardo, pela exibição consistente. Como aliás é habitual sempre que Cristiano Ronaldo está ausente, o sector ofensivo da selecção nacional portuguesa esteve apagado e foi necessária a intervenção de um central num lance de bola parada no último minuto para decidir a partida, que, por várias vezes, poderia ter testemunhado uma alteração no marcador do Gilette Stadium no lado contrário – por isso, valeu Eduardo.

O Fora-de-Jogo

Eficácia (ou falta dela). Uma vez mais, a comitiva portuguesa esteve longe de ser feliz na frente, sendo que Éder foi o principal rosto do desperdício numa noite que acabou por se revelar de sorte.

Uma Nova Identidade

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No verão de 2014, o Futebol Clube do Porto ganha uma nova identidade. Chegam ao fim os catorze anos de parceria com a Nike – entenda-se, representam uma Liga dos Campeões, duas Liga Europa, uma Taça Intercontinental, nove Campeonatos Nacionais, seis Taças de Portugal e nove Supertaças – e celebra-se um inédito contrato com a Warrior.

Mas o que é e de onde vem a Warrior? Aos mais distraídos, ou aos que não acompanhem de forma relativamente regular as ligas estrangeiras, pouco ou nada dirá, mas nos últimos anos a marca tem vindo a afirmar-se no mercado internacional: primeiro com o Liverpool, depois com o Sevilha.

Quintero e Jackson serviram de modelos dos novos equipamentos. Fonte: Instagram do FC Porto
Quintero e Jackson serviram de modelos dos novos equipamentos.
Fonte: Instagram do FC Porto

Como adepto satisfeito com as indumentárias produzidas pela Nike e, mais ainda, seguidor convicto do Liverpool, muito assustado fiquei com a notícia de que a fornecedora de equipamentos do FC Porto seria outra a partir da próxima temporada. Porquê?

Uma vez mais, apenas quem já estava a par do trabalho da Warrior me compreenderá. Os equipamentos até agora produzidos eram quase assustadores. No entanto, e como não poderia deixar de ser, o Futebol Clube do Porto foi diferente. Pelo menos, até ter tido possibilidades de o ser: a indumentária principal aproxima-se dos tempos clássicos dos equipamentos do futebol, com menos riscas e um traçado old fashion, mas encanta.

Quanto ao alternativo, segue nada mais nada menos do que as linhas polémicas da marca norte-americana, misturando vários tons de azul em riscas diagonais – uma escolha ousada que promete dar que falar.

Abdoulaye, Helton e Varela com o arrojado equipamento alternativo. Fonte: Facebook do FC Porto
Abdoulaye, Helton e Varela com o arrojado equipamento alternativo
Fonte: Facebook do FC Porto

Se a ‘veste principal’ faz jus à classe azul e branca, a segunda opção aproxima-se das peças de vestuário que, tal como referi no início, me deixam com receio da Warrior. Concluída a primeira fase da parceria, nada há a fazer senão esperar e ver se, tal como com o Liverpool e o Sevilha, os equipamentos secundários melhoram de ano para ano.

Revista do Mundial’2014 – Croácia

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Primeiro jogo do Mundial. O início da festa da Copa em São Paulo com um Brasil vs Croácia. É caso para dizer que tinha que calhar a fava a alguém. A selecção em que todos os jogadores parecem terminar em “ic”, comandada por Niko Kovac, pode ser uma das revelações deste Mundial, desde logo pelos nomes sonantes de jogadores como Modric (Real Madrid), Rakitic (por enquanto no Sevilha), e Mandzukic (Bayern de Munique), num grupo A em que se prevê uma difícil luta pelo 2ºlugar contra México e Camarões (o Brasil, esse, só com uma catástrofe não irá assegurar o 1ºlugar).

Com um apuramento bastante tremido, a Croácia ficou em 2º no Grupo A de Qualificação, a 9 pontos do 1ºlugar, a Bélgica. O play-off foi posteriormente discutido com a modesta Islândia, e a classificação para o Brasil foi apenas concluída no jogo em casa com um resultado de 2-0 (na Islândia tinha-se dado um empate sem golos), um pouco aquém daquilo que seria de esperar.

O que pode dar a Croácia neste Mundial? Um bom futebol de ataque, seguramente, já que os seus três médios criativos (Rakitic, Modric e Kovacic) estão acima da média no panorama mundial e podem dar azo a excelentes exibições em casa de um país conhecido pelo seu “joga bonito”. Desde 1998 (quando ficou em 3º) que a selecção vermelha e branca não passa da primeira fase, e 2014 parece um bom ano para o fazer.

A selecção croata acaba por ter pouca pressão, já que pouca gente acredita numa excelente prestação sua neste Mundial, não aparecendo sequer numa 2ª ou 3ª linha de favoritos. O que se espera, sim, são bons jogos contra México e Camarões, selecções com estilos de jogo muito distintos da Croácia, sendo certo que uma boa exibição na jornada inaugural contra o anfitrião brasileiro, com os olhos de todo o mundo postos na televisão, poderá fazer toda a diferença no seu trajecto.

 OS CONVOCADOS

Guarda-Redes – Stipe Pletikosa (Rostov), Danijel Subasic (Monaco) e Oliver Zelenika (Lokomotiv Zagreb);

Defesas – Darijo Srna (Shakhtar Donetsk), Dejan Lovren (Southampton), Vedran Corluka (Lokomotiv Moscou), Gordon Schildenfeld (Panathinaikos), Danijel Pranjic (Panathinaikos), Domagoj Vida (Dínamo de Kiev), Sime Vrsaljko (Genoa);

Médios – Luka Modric (Real Madrid), Ivan Rakitic (Sevilla), Ognjen Vukojevic (Dínamo de Kiev), Mateo Kovacic (Inter de Milão), Marcelo Brozovic (Dínamo Zagreb), Ivan Mocinic (Rijeka) e Sammir (Getafe);

Atacantes – Mario Mandzukic (Bayern de Munique), Ivica Olic (Wolfsburg), Eduardo da Silva (Shakhtar Donetsk), Nikica Jelavic (Hull City), Ante Rebic (Fiorentina) e Ivan Perisic (Wolfsburg).

A ESTRELA

Modric comandou o Real Madrid a La Decima Fonte: thepfa.com
Luka Modric
Fonte: thepfa.com

O artista da Croácia dá pelo nome de Luka Modric, um médio completo, formado no Dínamo de Zagreb, escola mítica de jogadores balcânicos, mas com uma vertente bastante completa no que toca à dimensão cognitiva. Viu a sua carreira ascender a outros palcos, talvez ao mais combativo da Europa, quando chegou ao Tottenham e à Premier League. Num país onde o futebol perde a táctica e a racionalidade, onde o coração manda mais que a razão e onde os adversários se atrevem a jogar sem coberturas e com constantes desequilíbrios defensivos, Modric adaptou-se, ganhou massa magra, e foi génio em terras de Sua Majestade.

Chegado ao Real Madrid pela mão de José Mourinho, Luka encontrou o famoso duplo pivot da era moderna, serviu de “volante”, mas não serviu o Real. Ainda que o croata não saiba jogar mal, sem grande expressão passou o primeiro ano na capital espanhola abaixo das expectativas.

Emergiu o verdadeiro jogador, puro, criativo quando confrontado com outra dinâmica, outro sistema de jogo. Carlo Ancelloti promoveu um 4-4-2/4-3-3 ao longo da temporada que permitiu ao croata recuperar toda a sua magia, mostrando a capacidade de acelerar o jogo sem correr e de caminhar entre-linhas como só os grandes jogadores sabem. A virtuosidade e a simplicidade do croata são compatíveis com a medalha da Champions que ganhou no passado dia 24 de Maio no Estádio da Luz e que certamente fará dele uma das coqueluches deste Mundial.

O TREINADOR

Niko Kovac Fonte: croatiaweek.com
Niko Kovac
Fonte: croatiaweek.com

Niko Kovac: O treinador croata de 42 anos, que enquanto jogador chegou até a ser capitão da selecção dos Balcãs, assumiu a função de seleccionador nacional em Novembro de 2013 (sendo o seu irmão Robert Kovac o seu adjunto), antes mesmo do derradeiro play-off de acesso ao Mundial contra a Islândia. Quando calçava as chuteiras passou por clubes como Hertha de Berlim, Bayer Leverkusen, Bayern de Munique e Red Bull Salzbug, e quando as retirou treinou apenas o Red Bull Salzburg e a selecção sub-21 croata antes de se impor como seleccionar nacional.

Talvez a experiência enquanto jogador na posição de meio-defensivo – com características que, além de lhe permitir ganhar a bola no meio-campo defensivo, também o possibilitavam de levar a bola no pé para o ataque -, o tenha feito assumir o 4-2-3-1 na selecção croata, com um meio-campo formado por Rakitic (o mais recuado dos três), Modric e Kovacic (com um papel mais livre no ataque), todos jogadores com poucas aptidões defensivas.

O ESQUEMA TÁTICO

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Existem desde logo dois apontamentos a fazer. Em primeiro lugar, Mandzukic não poderá jogar o primeiro jogo do Mundial (contra o Brasil) por estar suspenso, e certamente Jelavic irá assumir o papel de número 9 na estreia da selecção croata.

Em segundo lugar, é uma incógnita como Kovac irá montar o meio-campo croata, já que que nenhum dos 3 supostos titulares (que o treinador utilizou em ambos os jogos do play-off) tem características defensivas, ainda que sejam bastante diferentes entre si. É possível que no jogo contra o Brasil o seleccionar croata ponha em campo um médio defensivo como Vukojevic (actualmente no Dynamo Kiev) de modo a assegurar a solidez defensiva da sua equipa, sendo, no entanto, algo pouco provável já que este, que é o único real médio-defensivo croata, teve apenas 2 minutos de jogo desde que Kovac está no comando técnico.

 

O PONTO FORTE

A criatividade no meio-campo. Não é fácil encontrar um meio-campo neste Mundial com características como as do meio-campo croata. Com a utilização do mais que do provável triângulo formado por Rakitic, Modric e Kovacic, a selecção dos quadrados vermelhos apresenta três médios criativos, playmakers, que, ainda que possa ter algumas deficiências a nível de solidez defensiva, permitem um estilo de jogo atractivo e bastante ofensivo.

Por infelicidade, Niko Kranjcar (Queens Park Rangers), mais um talento croata que poderia fazer parte deste meio-campo criativo, não pode estar presente neste Mundial por se ter lesionado no último mês de Maio.

O PONTO FRACO

A falta de explosão nas alas. Olic (34 anos) e Perisic (25 anos) não são os habituais extremos técnicos e velozes que sozinhos podem decidir um jogo. Se há criatividade que chegue e sobre no meio-campo, nas alas a questão é bem diferente e acaba por ser o principal handicap desta selecção. Resta a possibilidade de Kovacic jogar a extremo no caso de se der a entrada de um médio-defensivo no meio-campo croata.

Saca com altos e baixos

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cab Surf

Depois de um mau começo no Fiji Pro, Saca ganhou finalmente um heat. Mas vamos começar mesmo do início. Cloudbreak acolheu mais uma etapa do WCT e Saca tinha pela frente na primeira ronda o seu grande amigo Adriano de Sousa e o experiente surfista australiano Kai Otton. Com ondas a rondar o metro e meio, Saca deve ter feito a mais fraca prestação desde que eu me lembro. Num limite máximo de 15 ondas por bateria para cada surfista, Tiago Pires apanhou apenas duas ondas e fez um score total de 1,57 pontos em 20 possíveis. Andava portanto perdido o “portuguese tiger”, facilitando assim o caminho aos seus adversários diretos. Adriano de Sousa acabou mesmo por ganhar o heat, com um score total de 11,90 pontos, e Kai Otton ficou na segunda posição, com 10,16 pontos. Sendo assim, os dois últimos classificados são enviados para as repescagens e o primeiro lugar passa automaticamente ao round 3.

O round 2 estava prestes a começar e os nervos começavam a apertar devido à fraca prestação de Tiago no primeiro round. Ia agora ter pela C.J. Hobgood, detentor do título mundial em 2001. Com ondas agora um pouco maiores, Tiago demorou a encontrar-se, mas na sua sétima onda fez um score de 7.77 pontos, com manobras bem explosivas e bem executadas. A acrescentar a esta, fez um 6.10, dando-lhe assim um score bastante razoável, de 13.83 em 20 possíveis. Já C.J. não encontrou as ondas perfeitas, finalizando a bateria com um score de 7.40.

saca
Saca num grande “floater” em cloudbreak
Fonte: surftotal.com

Chegado o round 3, Saca enfrentava agora um dos melhores e mais consistentes surfistas do tour, Taj Burrow. Com bastante vontade de ganhar, Tiago Pires começou bem e fez logo uma onda de 5.17 pontos, que podia ter sido bem melhor se tivesse finalizado a última manobra. Taj ripostou com uma onda com batidas fortes, resultando assim uns 6.17 pontos. Tiago Pires voltou a responder com uma onda que lhe valeu 5.57 pontos. Taj não se deixou ficar para trás e apanhou mais uma onda (5,07 pontos), que somou à sua primeira onda, finalizando a bateria em primeiro lugar com um score total de 11.24 pontos. Tiago Pires ficou bastante perto de chegar ao round 4, mas infelizmente o score de 10,74 não foi suficiente. Acabava assim o sonho português na quinta etapa do WCT.

Gabriel Medina foi o grande protagonista de toda a etapa devido ao foco, concentração e carisma. Com grande notões em quase todas as baterias, o surfista brasileiro chegou à final contra Nat Young e rebentou com a esperança americana. Gab Medina tornou-se assim campeão desta etapa, tal como sucedeu na segunda etapa do WCT, em França. Medina tem agora grandes possibilidades de se tornar campeão mundial, com apenas 21 anos.

Revista do Mundial’2014 – Costa do Marfim

cab costa do marfim mundial'2014

A poucos dias do apito inicial para o seu terceiro Mundial consecutivo, Les Éléphants vêem a edição de 2014 como a sua grande oportunidade para fazer história.

A Costa do Marfim apenas esteve presente em dois Mundiais até agora, precisamente os dois últimos: em 2006 na Alemanha e em 2010 na África do Sul. Curiosamente, em ambos os Campeonatos do Mundo que disputaram, a sorte não lhes foi favorável e o sorteio ditou que ficassem inseridos nos chamados “grupos da morte”: com Argentina, Holanda e Sérvia em 2006 e com Brasil, Portugal e Coreia do Norte em 2010. Em ambos os grupos não foram além do terceiro lugar, ficando sempre pelo caminho nas respectivas provas.

Porém, a história da selecção costa-marfinense não se faz apenas de desaires. Em 1992 venceu a CAN; em 2005 foi medalha de ouro nos Jogos da Francofonia; arrecadou o título da Taça CEDEAO (Campeonato jogado entre os países da África Ocidental) em 1983, 1987 e 1991; e venceu o prestigiado Torneio de Toulon em 2010. Apesar dos vários títulos, principalmente em torneios secundários (apenas uma CAN conquistada), os africanos querem mais e sonham com a melhor campanha africana de sempre em Campeonatos do Mundo.

Existem dois pontos que podem abonar a favor do sonho dos “Elefantes”: o grupo em que estão inseridos e a qualidade inegável do seu sector atacante. Depois de duas edições inseridos em grupos terrivelmente difíceis, no sorteio para 2014 a sorte sorriu aos africanos, ditando que partilhassem o grupo com Colômbia, Grécia e Japão. A Colômbia, a priori ganhará o grupo com mais ou menos dificuldade, embora vá sofrer mais do que o habitual para fazer golos, devido à dura ausência de Radamel Falcao. A Grécia é uma equipa que tem dificuldades contra selecções de menor craveira, tem dificuldades em assumir o jogo e quando é obrigada a isso é-lhe muito difícil vencer uma partida. No que toca ao Japão, não tenho dúvidas de que será o último classificado do grupo – nota-se uma falta de talento crescente, desde os tempos de Nakata.

Posto isto, com jogadores de craveira internacional e qualidades indubitáveis como Drogba, Kalou, Gervinho e os irmãos Kolo e Yaya Touré, penso que está apenas nas mãos (ou nos pés) da Costa do Marfim, poder passar à fase a eliminar do Mundial 2014, disputando o segundo lugar com uma Grécia com poucos argumentos.

OS CONVOCADOS

Guarda-Redes – Boubacar Barry (Lokeren), Sayouba Mandé (Stabaek) e Sylvain Gbohouo (Sewé San Pedro).

Defesas – Kolo Touré (Liverpool), Arthur Boka (Estugarda), Jean-Daniel Akpa Akpro (Toulouse), Serge Aurier (Toulouse), Ousmane Viera Diarrassouba (Caykur Rizespor), Didier Zokora (Trabzonspor), Constant Djakpa (Eintracht Frankfurt) e Bamba Souleymane (Trabzonspor).

Médios – Ismaël Diomandé (Saint-Etienne), Max Gradel (Saint-Etienne), Yaya Touré (Manchester City), Ismaël Cheick Tioté (Newcastle United), Geoffroy Serey Dié (Basileia) e Didier Ya Konan (Hannover 96).

Avançados – Didier Drogba (Galatasaray), Gervinho (Roma), Salomon Kalou (Lille), Wilfried Bony (Swansea), Giovanni Sio (Basileia) e Mathis Bolly (Fortuna Dusseldorf).

Os grandes destaques nesta convocatória vão para a ausência de Lacina Traoré do Everton e principalmente para a ausência de Seydou Doumbia do CSKA de Moscovo.

Outra das surpresas foi a convocatória de Kolo Touré, do Liverpool. O irmão da estrela do Manchester City contraiu malária numa visita a Abidjan (a maior cidade da Costa do Marfim), o que o poderá deixar de fora durante alguns jogos. Mesmo assim, Sabri Lamouchi convocou-o e tem esperança de que este recupere, podendo vir a tomar conta da defesa africana o mais brevemente possível.

A ESTRELA

Didier Drogba Fonte: EuroSport.com
Didier Drogba
Fonte: EuroSport.com

Apesar da presença de Yaya Touré nesta selecção (um dos melhores do mundo na sua posição), o título de estrela terá obrigatoriamente de ir para Didier Drogba. Não vos vou falar das suas qualidades técnicas, pois já as conhecemos há muitos anos. Vou falar-vos de algo mais importante que futebol, algo que traz ainda mais valor a este senhor.

Em clima de guerra civil, que já durava há três anos na Costa do Marfim, Les Éléphants jogavam em 2005 o apuramento para o Mundial da Alemanha, frente ao Sudão. No fim dos 90 minutos, Drogba e companhia acabariam por vencer por 3-1 e garantir a primeira presença num Mundial em toda a sua história. Foi precisamente neste momento que Didier Drogba fez o mais importante discurso da história moderna marfinense. O na altura avançado do Chelsea, filmado por um canal de televisão marfinense, tirou o microfone ao repórter e, com os companheiros ao seu redor, em apenas 76 segundos mudou uma nação: “Cidadãos do Norte, do Sul, do Este e do Oeste: pedimo-vos de joelhos que se perdoem uns aos outros! Um grande país como o nosso não pode render-se ao caos! Abandonem as armas e organizem eleições livres!”. A guerra civil na Costa do Marfim terminou e Didier Drogba foi elevado a herói e salvador.

O intitulado desde então “Elefante da Paz” viria a ser distinguido pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo por ter liderado o processo de reconciliação no seu país. Hoje a Costa do Marfim vive em paz e Drogba é um exemplo para todos, dentro e fora de campo.

O TREINADOR

Sabri Lamouchi Fonte: Naij.com
Sabri Lamouchi
Fonte: Naij.com

Sabri Lamouchi é um treinador e ex-jogador franco-tunisino de 42 anos.

Quem acompanha futebol há alguns anos decerto se lembra deste nome. Jogou em clubes de renome como o Auxerre, Mónaco, Parma, Inter de Milão ou Marselha. Acabaria por terminar a carreira de futebolista em 2009 no Qatar, rendendo-se, assim como muitos outros futebolistas da era moderna, aos “petrodólares” dessa região.

No que toca a competições internacionais – porque é disso que falamos neste artigo – Lamouchi fez parte da convocatória de França para o Campeonato da Europa de 1996, em Inglaterra, no qual a Alemanha saiu vencedora. A maior desilusão da sua carreira acabaria por ser também ao serviço dos bleus: Fez parte do lote dos 28 pré-convocados para o Mundial de 98 em França, acabando por ser um dos preteridos da convocatória final. Esteve, portanto, a um passo de fazer parte da maior selecção e da maior conquista francesa de todos os tempos.

Terminada a sua carreira, esteve afastado das lides futebolísticas durante três anos, assumindo em 2012 o seu primeiro papel enquanto técnico, precisamente como seleccionador nacional da Costa do Marfim. Há dois anos no comando dos “Elefantes”, levou os marfinenses a disputar a CAN 2013, ultrapassando sem dificuldades a fase de grupos no primeiro posto, batendo o Togo, a Tunísia e a Argélia. Nos quartos-de-final da competição acabaria por ser arredado da prova pela Nigéria, que viria a ser campeã africana, ao bater o Burquina Faso na final.

Apontado como um treinador que dá primazia ao futebol rápido e ofensivo, Lamouchi não teve dificuldades em levar a sua selecção a qualificar-se para o Mundial do Brasil, ficando em primeiro lugar no grupo C – juntamente com Marrocos, Tanzânia e Gâmbia – com 4 vitórias, 2 empates e 0 derrotas; 15 golos marcados e 5 sofridos.

Depois de uma fase de qualificação brilhante, e com uma selecção recheada das maiores estrelas africanas, a jogar em grandes clubes europeus, Lamouchi tem uma oportunidade de ouro para elevar as cores africanas como jamais foram elevadas na fase final de um Campeonato do Mundo.

O ESQUEMA TÁTICO

11 costa do marfim

O PONTO FORTE

O ponto forte desta selecção é sem dúvida os quatro jogadores mais avançados no terreno. Yaya Touré, com as suas arrancadas desconcertantes, no apoio a um tridente composto por Kalou, Drogba e Gervinho, promete causar o pânico nos relvados brasileiros.

Yaya Touré, uma das maiores estrelas do campeão Manchester City, entra para este Mundial no auge da sua carreira. É sem dúvida um dos melhores jogadores do mundo na sua posição. A sua “força bruta”, aliada a uma técnica rara num jogador deste porte, assim como a uma visão de jogo rara no típico jogador africano, pode ser o maior trunfo dos “Elefantes”.

Salomon Kalou foi um dos melhores na fase de qualificação, tendo sido inclusive o melhor marcador com 5 golos. Já Gervinho fez uma época de alta qualidade na Roma, no regresso de Totti e companhia à Champions. Estes dois jogadores, cada um na sua ala, são garantia de alta velocidade e de mil e um cruzamentos para a estrela nacional, Didier Drogba, que com toda a sua força, técnica, faro de golo e experiência dificilmente deixará escapar uma oportunidade de brilhar em Terras de Vera Cruz.

O PONTO FRACO

O ponto fraco da selecção marfinense acaba por ser o oposto do ponto forte: o sector defensivo, incluindo o próprio guarda-redes.

O guarda-redes Barry, dos belgas do Lokeren, é apontado por muitos peritos como um guardião pouco ou nada seguro. É, no entanto, uma situação impossível de resolver, visto que, apesar das suas debilidades, continua a ser o melhor guarda-redes marfinense.

Outra questão, que decerto preocupa Lamouchi, é o sector defensivo dos “Elefantes”. Os laterais são bastante ofensivos, executando as tarefas defensivas com pouca qualidade e eficácia. Não foram definitivamente talhados para defender…

No que toca aos defesas-centrais, Kolo Touré à parte, encontramos defensores muito permeáveis e um pouco desconcentrados. Todas estas dificuldades no sector mais recuado, aliadas ao estado de saúde de Touré, darão, porventura, algumas dores de cabeça ao seleccionador.

Revista do Mundial’2014 – Alemanha

cab alemanha mundial'2014

Neste momento, a Alemanha é possivelmente a selecção mais forte e com mais argumentos para vencer o Mundial. Com soluções de enorme qualidade para todos os sectores do terreno, Joachim Löw tem nesta competição enormes hipóteses de voltar a trazer o título para terras germânicas.

O velho ditado diz que “o futebol são onze contra onze e no final ganha a Alemanha”, mas a verdade é que os alemães já não vencem um Mundial desde 1990, apesar de em 2002 terem perdido na final contra o Brasil por 2-0 – resultado que se repetiu nas meias-finais de 2006 contra a Itália, que se viria a sagrar campeã mundial, e de 2010 contra a Espanha, que viria a vencer o torneio.

Mas o que é que 2014 pode ter de diferente? Acima de tudo, acho esta Alemanha mais jovem em idade, mas mais experiente em termos futebolísticos. Nos últimos 10 anos, por exemplo, tínhamos um Bayern München que, apesar de não vencer sempre o campeonato, era sempre a equipa mais forte e a única com argumentos europeus. Ultimamente apareceu também um extraordinário Borussia Dortmund, que ofereceu a esta selecção jogadores como Hummels, Reus e Götze, apesar deste último representar actualmente a equipa da Baviera. Mas não só. Tivemos um reaproximar de equipas como o Bayer Leverkusen, Schalke 04 e o renascimento do Borussia Monchengladbach.

Quanto à selecção em si, transborda qualidade. Joachim Löw surpreendeu deixando Schmelzer de fora e convocando Durm que já lhe havia ‘roubado’ o lugar no Borussia Dortmund. O treinador pode misturar a já larga experiência de Neuer, Lahm, Mertesacker, Schweinsteiger ou Klose com os jovens talentos irreverentes como o de Reus, Götze, Draxler e Schürrle.

Creio que esta selecção alemã vai ser construída à imagem da sua Bundesliga. Vão jogar rápido na frente mas com a segurança habitual na defesa e tentar sempre tirar partido da sua força física para ganhar os lances divididos. Se Löw conseguir tirar partido das ideias de jogo de Guardiola, da sua posse de bola, e fundir essas mesmas ideias com a garra, vontade e ataque contínuo de Klöpp, Löw tem mesmo tudo para vencer esta Copa – portanto, qualquer resultado que não a vitória final terá um sabor amargo para os alemães.

OS CONVOCADOS

Guarda-redes – Manuel Neuer (Bayern München), Ron-Robert Zieler (Hannover 96) e Roman Weidenfeller (Borussia Dortmund).

Defesas – Matthias Ginter (SC Freiburg), Benedikt Höwedes (Schalke 04), Mats Hummels (Borussia Dortmund), Erik Durm (Borussia Dortmund), Philipp Lahm (Bayern München), Per Mertesacker (Arsenal) e Jérôme Boateng (Bayern München).

Médios – Kevin Grosskreutz (Borussia Dortmund), Sami Khedira (Real Madrid), Bastian Schweinsteiger (Bayern München), Mesut Özil (Arsenal), Julian Draxler (Schalke 04), Toni Kroos (Bayern München), Mario Götze (Bayern München) e Christoph Kramer (Borussia M’gladbach).

Avançados – André Schürrle (Chelsea), Lukas Podolski (Arsenal), Miroslav Klose (Lazio), Thomas Muller (Bayern München) e Marco Reus (Borussia Dortmund).

A ESTRELA

Thomas Müller Fonte: Football Wallpaper
Thomas Müller
Fonte: Football Wallpaper

É extremamente difícil escolher uma estrela para esta equipa. Tem jogadores absolutamente extraordinários para qualquer uma das posições. Na baliza há Neuer, um monstro com todas as qualidades que fazem dele o melhor guarda-redes do mundo. Depois tem à sua frente Hummels, que tem a classe de cortar sem falta e sair a jogar de uma forma incrível e com um passe longo irrepreensível. Ao seu lado tem Mertesacker que fez uma época excelente ao serviço do Arsenal. Do lado direito há Lahm, que, apesar de ter jogado mais no meio-campo esta época, não deixa de ser um dos melhores do Mundo e encontra-se também em excelente forma. No meio-campo temos jogadores que dispensam apresentações como Schweinsteiger, Kroos, Khedira e Özil.

A mesma coisa se passa no ataque, com Reus, Götze, Klose ou Schürrle. Mas, a escolher um jogador, depois da sua enorme época e mesmo sendo um jogador nunca muito valorizado, eu escolho Müller. Vai representar um papel importantíssimo no ataque alemão, podendo aparecer como extremo direito, médio ofensivo ou mesmo ponta-de-lança, e o melhor (ou pior para os adversários) é mesmo a qualidade inegável que tem jogando em qualquer posição do ataque. É rápido, não tem medo de arriscar o remate de longe, tira cruzamentos e passes milimétricos, aparece muito bem em zonas de finalização, sabe defender e é ainda dono de uma técnica soberba. Todas estas qualidades vão fazer dele, para mim, a grande estrela germânica do Mundial 2014.

O TREINADOR

Joachim Löw Fonte: Guardian
Joachim Löw
Fonte: Guardian

Joachim Löw: É, sem dúvida, um excelente treinador. Tem levado a selecção alemã a todas as fases finais e às suas decisões, mas acaba sempre por perder ou nas meias-finais, ou mesmo na final. Ora, claro que isto não é, de todo, um mau trabalho, mas tendo em conta o conjunto de jogadores que tem ao seu dispor, os adeptos alemães têm toda a legitimidade para não pedir menos do que a vitória. Esta é a sua melhor equipa desde que se tornou seleccionador, e poderá mesmo ser este o seu ano.

O ESQUEMA TÁTICO

11 alemanha

O PONTO FORTE

O ponto forte desta equipa é mesmo a rotatividade que a equipa pode ter sem mudar a qualidade da equipa como um todo. No ataque, esta mesma rotatividade vai ser visível, podendo Götze, Muller ou Reus jogar como homem mais adiantado, e Özil jogar tanto no meio como numa faixa. Estas alterações durante o jogo podem dar uma dinâmica atacante diferente de qualquer selecção e irá certamente também confundir as marcações.

O PONTO FRACO

É difícil escolher, mas considerando os onzes habituais da selecção, talvez a ausência de Khedira da equipa principal por ter perdido grande parte da época devido a lesão. Não será algo que se note muito dada a qualidade de Kroos, mas é provável que seja a posição ‘menos’ forte da equipa titular.