Jamal Musiala regressou aos treinos no Bayern Munique após ter sentido dores no tornozelo no jogo frente à Atalanta, na Champions League.
A temporada 2025/26 de Jamal Musiala tem sido marcada por interrupções devido a lesões. Ainda assim, o internacional alemão regressou aos treinos no Bayern Munique, depois de ter sentido queixas no tornozelo na goleada por 6-0 frente à Atalanta, a 10 de março.
O médio de 23 anos, recorde-se, sofreu uma grave lesão no Mundial de Clubes de 2025, quando fraturou o perónio e rompeu um ligamento do tornozelo. Jamal Musiala regressou à competição em janeiro e soma, desde então, três golos e duas assistências em 11 jogos disputados pelo clube bávaro.
O internacional alemão está avaliado em 120 milhões de euros, de acordo com os dados do Transfermarkt.
⚽️ @JamalMusiala hat heute eine individuelle Einheit auf dem Platz absolviert. 💪
Cristiano Ronaldo partilhou uma fotografia nas instalações do Al Nassr, revelando que está de regresso aos treinos.
Cristiano Ronaldo está oficialmente de volta aos treinos do Al Nassr, depois de falhar quase um mês por lesão, incluindo a convocatória de Portugal. O internacional português publicou uma fotografia nas suas redes sociais, na qual se mostra nas instalações do clube, pronto para regressar aos treinos, com a descrição: «Bom estar de volta».
A imprensa saudita avança que o Cristiano Ronaldo deve integrar a sessão desta quinta-feira, comandada por Jorge Jesus, de forma integral, juntando-se aos colegas de equipa no relvado.
O último jogo do avançado de 41 anos antes da paragem aconteceu no dia 28 de fevereiro, num encontro com o Al Fayah.
Luís Freire e Tiago Gabriel realizaram a antevisão ao encontro com o Azerbaijão na próxima sexta-feira, na sexta jornada da qualificação para o Europeu 2027.
Na próxima sexta-feira, Portugal enfrenta o Azerbaijão na sexta jornada da qualificação para o Europeu Sub-21 de 2027, depois de terminar a primeira volta na liderança do grupo B. Luís Freire e Tiago Gabriel realizaram a antevisão ao encontro, na qual o selecionador reforçou que pretendem repetir ou melhorar o desempenho alcançado nos primeiros cinco jogos:
«Vai começar a segunda volta. Fizemos 13 pontos na primeira volta e temos a liderança. O objetivo é fazer igual ou melhor do que na primeira volta. Queremos jogar bem e merecer ganhar. Para isso, a forma como vamos estar em campo e o ritmo que vamos pôr no jogo é fundamental para trazermos os três pontos. Queremos voltar às vitórias. O mais importante será os jogadores darem tudo, porque se o fizerem estamos mais perto de ganhar, e cumprir o que trabalhamos. Vamos à procura do golo desde o primeiro minuto, tendo sempre compromisso defensivo, termos sempre uma boa reação à perda de bola para estarmos equilibrados no campo, mas queremos um Portugal muito ofensivo, sempre à procura dos três pontos e queremos voltar às vitória».
Luís Freire comentou também o facto de a Seleção Nacional não ter sofrido nenhum golo nenhum golo na primeira volta:
«Temos que ser realistas. No futebol, sabemos que vamos marcar e que vamos sofrer, Vai haver jogos que vamos ganhar, empatar e perder. Isso faz parte do jogo. Temos sido extremamente competentes com bola, porque temos feito muitos golos, e sem bola, porque não temos concedido muitas oportunidades. No entanto, o estado de alerta tem que estar sempre presente. Cada jogo é um jogo, isto é um novo desafio. O que está para trás, não nos vai dar nada para a frente. Temos é que ter a concentração, atitude, compromisso e união, para estarmos sempre ofensivamente bem no jogo e defensivamente muito coesos e capazes, evitando que o adversário chegue à nossa baliza».
«Apesar da viagem longa e de haver aqui a necessidade de em poucos dias se preparar uma equipa com algumas novidades, dez/onze caras novas, a verdade é que o grupo se tem apresentado com muita energia, muita alegria e muita vontade de representar Portugal. O grupo é muito disciplinado, trabalha forte, de forma séria. Todos os que chegaram, trouxeram muito compromisso para o dia-a-dia. Quem cá estava também tem cumprido com o que pretendemos, portanto está aqui um grupo muito comprometido e com muita vontade de entrar em campo. Conseguimos passar bem as ideias e o que nós queremos para o jogo. Vamos querer ser uma equipa muito à procura do golo, de criar uma dinâmica ofensiva forte, ser uma equipa agressiva também, sem bola muito trabalhadora e as ideias estão a passar. Estou muito satisfeito com quem está a trabalhar connosco, estão a dar tudo nos treinos para fazer um bom jogo».
«É muita gente nova, o que exige uma adaptação da parte deles e da nossa parte para passar as ideias, porque têm que entrar numa ideia de jogo que desconhecem, mas também têm a ajuda dos outros companheiros que conhecem bem as nossas ideias. São jogadores com qualidade, que têm talento e querem muito mostrar que fazem parte desta geração dos Sub-21. Acredito que a atitude positiva que trouxeram, a energia, a alegria e o orgulho que sentem, vai ver-se no jogo».
Abordou ainda a inclusão de Mateus Fernandes e Rodrigo Mora na convocatória da Seleção A:
«Um dos grandes objetivos que temos aqui é potenciar jogadores para a Seleção A, que os jovens apareçam e tenham oportunidades. Para nós, é um orgulho grande quando são convocados para a Seleção A. Para eles aqui é também uma clara mensagem de que é possível lá chegar. Acredito que, cada vez mais, se sentirão motivados por estarem nos Sub-21, sabendo que, se fizerem um bom trabalho, podem chegar à Seleção A, como foi o caso do Mateus Fernandes e do próprio Rodrigo Mora, que acabou por ser novamente convocado, e têm estado muito bem connosco. Depois chegando a este espaço, alguns vieram dos Sub-20, com o mister Oceano, portanto também fizeram um bom trabalho lá e subiram. Têm agora aqui um espaço de Sub-21 que é o próximo patamar e sabem que, se estiverem sempre muito bem, as portas acabam por se abrir. Como treinador, à imagem do que também já aconteceu com o Carlos Forbs, trabalhando com eles e acompanhando as suas carreiras, é um orgulho para nós. Fico muito feliz por eles. Sei que eles nos vão querer ajudar, assim que precisarmos deles também aqui nos Sub-21. Vão estar presentes connosco, porque à imagem daqueles que cá estão, querem cá estar também. É um sítio onde têm muitas oportunidades para mostrar valor na Seleção e se evidenciarem a nível internacional. Temos os jogadores motivados e é um orgulho quando os vemos subir».
Tiago Gabriel fez balaço positivo aos primeiros dias de estágio:
«Têm sido dias positivos. A malta nova veio para acrescentar qualidade. Alguns trazem características idênticas aos jogadores que já passaram por cá, outros trazem características diferentes que vêm para acrescentar. É sempre bom renovar o grupo para trazer mais qualidade».
Por fim, o defesa-central do Lecce referiu que pretende dar continuidade à série de vitórias na caminhada para o Europeu:
«Temos que manter o trabalho e as ideias que temos tido ao longo destes jogos. O foco é o nosso jogo, naquilo que podemos controlar, e conseguir somar mais uma vitória».
A Ligue 1 anunciou a alteração das datas dos jogos Lens x PSG e Brest x Estrasburgo, devido à participação dos clubes nas competições europeias.
A Ligue 1 oficializou, esta quinta-feira, a remarcação dos jogos Lens x PSG e Brest x Estrasburgo, relativos à 29.ª jornada da competição. Os encontros, inicialmente agendados para 11 e 12 de abril, respetivamente, vão passar a realizar-se a 13 de maio. A decisão surge na sequência da presença do PSG e do Estrasburgo nas competições europeias:
«A pedido do Paris Saint-Germain e do Estrasburgo, com o objetivo de se prepararem da melhor forma para os respetivos jogos dos quartos de final da Champions League e da Conference League, o Conselho de Administração da LFP decidiu, por unanimidade e sem a participação dos clubes envolvidos, adiar as partidas Lens–Paris Saint-Germain e Brest–Estrasburgo, da 29.ª ronda, para quarta-feira, 13 de maio», referiu a Ligue 1 em comunicado.
Recorde-se que o PSG é líder da competição, com 60 pontos, enquanto o Lens ocupa a 2.ª posição, com 59 pontos e mais um jogo disputado.
António Luís, guarda-redes de 16 anos e internacional português nos escalões sub-15 e sub-16, assinou o seu primeiro contrato profissional pelo Benfica.
Esta quinta-feira, o Benfica anunciou que o jovem de 16 anos, António Luís, assinou o seu primeiro contrato profissional. O guarda-redes já leva cinco internacionalizações por Portugal nos escalões de sub-15 e sub-16.
«É muito importante, um grande orgulho. Fico muito feliz por assinar contrato profissional com o Benfica, é o meu clube do coração. (…) Jogar pelo Benfica é sempre uma responsabilidade, mas também um gosto enorme».
Rafael Lesão viajou para Portugal para tratar de uma lesão no adutor. O avançado foi dispensado da convocatória de Portugal devido a problemas físicos.
Inicialmente, Rafael Leão tinha sido convocado para os jogos de Portugal frente ao México e aos Estados Unidos, mas acabou por ser dispensado devido a problemas físicos. Segundo a Sky Sport Italia, o extremo de 26 anos tomou uma decisão em conjunto com o AC Milan e está a recuperar de uma lesão no adutor em Portugal.
O objetivo é realizar os primeiros dias do tratamento em solo nacional e regressar a Itália já na próxima semana para dar continuidade à recuperação. Rafael Leão tem sido uma peça essencial no ataque do conjunto rossoneri, onde já soma dez golos e duas assistências em 24 jogos.
Para além do médio ex-Sporting, foram escolhidos mais seis candidatos ao prémio: David Raya (Arsenal), Morgan Gibbs-White (Nottingham Forest), Danny Welbeck (Brighton), Alex Iwobi (Fulham), Anthony Gordon (Newcastle) e James Garner (Everton).
Durante o mês de março, Bruno Fernandes apresentou números impressionantes nos quatro jogos dos red devils em que alinhou, apontando dois golos e quatro assistências, com três vitórias (Crystal Palace, Newcastle e Aston Villa) e um empate no último jogo antes da paragem internacional, na visita ao terreno do Bournemouth.
Magnificent in March 💫
It’s time to get voting for your @EASPORTSFC Player of the Month!
Jamie Carragher considera que Mohamed Salah foi superior a Cristiano Ronaldo na Premier League.
Numa altura em que Mohamed Salah anunciou a saída do Liverpool no final da temporada, vários comentadores e ex-jogadores têm recordado o seu percurso no clube inglês. Jamie Carragher destacou a consistência e os números do egípcio ao longo das temporadas e admitiu que Salah está acima de Cristiano Ronaldo na Premier League:
«No panteão dos avançados estrangeiros que brilharam em Inglaterra, apenas Thierry Henry ofusca o desempenho e a consistência de Salah. Embora muitos falem das qualidades de jogadores como Cristiano Ronaldo, Eden Hazard, Gianfranco Zola, Dennis Bergkamp ou Eric Cantona, nenhum deles teve os mesmos números devastadores com a mesma consistência, época após época, como o egípcio», começou por dizer.
«Para além da sua produtividade goleadora e da sua velocidade, há outra qualidade, mais subestimada, que deve ser sempre lembrada quando discutimos o lugar que Salah merece entre os grandes. É a sua extraordinária disponibilidade. Em nove épocas ao mais alto nível, Salah fez 435 aparições – uma média de pouco mais de 48 jogos por ano pela sua equipa».
Mohamed Salah chegou ao Liverpool na temporada 2017/18 e soma, até ao momento, 435 jogos com a camisola dos reds, nos quais registou 255 golos e 122 assistências.
Vários rumores nos últimos dias apontavam para a possibilidade de o departamento médico do Real Madrid ter examinado o joelho errado.
A lesão de Kylian Mbappé deu muito que falar no mundo do futebol, após vários rumores circularem com a especulação de que o departamento médico do Real Madrid ter examinado o joelho errado. Na passada quarta-feira, o avançado desmentiu esses rumores e referiu que está pronto para regressar ao ativo:
«A informação de que examinaram o joelho errado não é verdadeira. Posso até ser indiretamente responsável. Quando não há comunicação, todos se aproveitam da situação, é assim que funciona. Sempre tivemos uma comunicação bastante clara com o Real Madrid. Estou feliz por me sentir bem com os dois joelhos. De certa forma, devo isso também ao meu clube. Sinto-me muito feliz por estar aqui, em forma e saudável. (…) Estou pronto para jogar… e de início».
«odos conhecem a história do Brasil, é o país que mais inspirou o futebol de seleções. Tem cinco estrelas na camisola (a simbolizar os cinco Mundiais que conquistou). Eles irão lutar pela vitória final na próxima edição da prova. É um prazer e um desafio defrontá-los. Aproveitaremos para aprender algumas lições. Temos que dar tudo, será um grande jogo».
Questionado sobre a possibilidade de França conquistar o Mundial pela terceira vez na história, Kylian Mbappé respondeu:
«Vencer a prova na qualidade de capitão? É tão difícil, tão raro. Quanto mais o tempo passa, mais entendemos a real importância das coisas. Seria fantástico ganhar o Mundial. Para mim, para os meus companheiros, para os jornalistas, para todos os franceses”, diz Kylian, dissertando sobre a ideia de poder ser a estrela da competição que se disputa nos Estados Unidos, México e Canadá: “Não sou exatamente um desconhecido por aqui. Digo isso dada a dificuldade que senti para sair do hotel [risos]. Ser a estrela do Mundial não é algo que me preocupe, não traz qualquer troféu…»
Há campeões que encantam. E depois há campeões que sabem sofrer, resistir… e ganhar. Este FC Porto enquadra-se mais na segunda definição. E é precisamente isso que o coloca, hoje, com o caminho aberto para o título.
Num campeonato onde muitas vezes se confunde espetáculo com consistência, a equipa orientada por Francesco Farioli construiu algo mais importante do que brilho momentâneo: uma identidade competitiva sólida, pragmática e eficaz.
E quando se chega a esta fase da época, é isso que decide os campeonatos.Havia dúvidas nos primeiros dois meses do ano. A equipa parecia estar a dar mostras de alguma quebra física, absolutamente natural face ao ritmo empregue por jogadores-chave nesta equipa portista, como o caso do dinamarquês Victor Froholdt, absolutamente determinante no esquema e modelo de jogo do técnico italiano.
Março apresentava um calendário exigente, com jogos de elevado grau de dificuldade e a necessidade de manter consistência num momento crítico da temporada.
O FC Porto não só respondeu, como saiu reforçado. E o FC Porto teve de afrontar este ciclo infernal de jogos com Deniz Gul e Terem Moffi como as suas opções atacantes, uma vez que para além da lesão prolongada Luuk de Jong, também Samu Omorodion contraiu uma lesão de igual gravidade, não podendo dar mais o seu contributo à equipa até ao fim da época.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Não deslumbrou. Não venceu todos os jogos, mas manteve intactas todas as suas aspirações nas três frentes que ainda disputa: campeonato, taça e Liga Europa. Com segundas linhas, fez uma exibição bastante competente, saindo com uma derrota de 1-0 (resultado enganador) de Alvalade contra o Sporting, mas cujo resultado lhe abre legítimas esperanças de poder dar a volta na 2ª mão que irá ser realizada dentro de umas semanas no Estádio do Dragão.
Empatou uns dias depois no Estádio da Luz, num empate que soube a derrota devido ao facto de ter estado a vencer por 2-0 no terreno dos seus arqui–rivais, e podendo aumentar a distância para seis pontos na tabela classificativa em relação ao Sporting, que havia empatado no dia anterior em Braga.
Mas esse resultado não deixou mossa na equipa portista, que conseguiu gerir muito bem os momentos da eliminatória e beneficiou de uma exibição fantástica de Diogo Costa no jogo da segunda mão contra os alemães do Estugarda, e cumpriu de maneira bastante eficaz no seu compromisso para o campeonato, ganhando em casa por uns contundentes 3-0 ao Moreirense, uma das equipas sensações do campeonato.
Durante este mês, a equipa mostrou uma maturidade competitiva que raramente falha nas decisões finais. Farioli fez uma cuidada mas rigorosa gestão do seu grupo de trabalho (sendo bastante previsível nas suas substituições e no timing das mesmas na maior parte das vezes), que mostrou estar à altura das exigências e expectativas.
Sobreviveu ao mês mais duro da época com nota alta, e isso diz muito sobre no que esta equipa se tornou.
Com os jogos mais exigentes ultrapassados, o cenário que se apresenta é claro: o calendário joga a favor do FC Porto. Nas próximas duas jornadas, recebe o Famalicão e depois desloca-se ao reduto do Estoril, sendo esses os seus jogos teoricamente mais difíceis perante equipas que se encontram em lugares confortáveis na tabela e com ainda algumas esperanças de conseguirem a histórica qualificação para as fases preliminares da Conference League.
São equipas que poderão causar problemas aos dragões, que terão vários jogadores a regressar da paragem para jogos de selecção (alguns envolvidos em jogos de capital importância para os seus países, como Deniz Gul, e o trio polaco Kiwior, Bednarek e Pietusewski, que jogam a sua presença no Mundial), e uma eliminatória bastante difícil com os ingleses do Nottingham Forest, comandados por Vítor Pereira, técnico português que regressa à casa onde se sagrou bicampeão nacional.
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede
Apesar de um grau de exigência considerável associado a esses jogos, esta equipa já mostrou competência e qualidade contra adversários de uma talha maior. No mês de março, o FC Porto foi a Alvalade, à Luz e à Pedreira em Braga, e saiu vivo de todos esses estádios contra equipas de qualidade superior ao Famalicão e ao Estoril.
E não querendo menosprezar Tondela, Estrela da Amadora, Alverca, AVS Sad e Santa Clara, ninguém acredita que os portistas possam ceder pontos perante estas equipas, apesar da única derrota da equipa de Farioli ter sido contra o Casa Pia, mas num momento da época totalmente distinto e sem o impacto dos reforços de Inverno, privados igualmente do melhor Froholdt. Agora, o contexto é radicalmente distinto.
A não inclusão de Oskar Pietuszewski (o melhor reforço do mercado de inverno portista) na lista de inscritos da Liga Europa e o regresso de Thiago Silva (que veio trazer muita experiência e maturidade a um plantel portista composto por jogadores pouco titulados), poderão revelar-se essenciais para que o FC Porto possa encarar esses dois jogos na liga doméstica com totais garantias de sucesso.
Num cenário onde os adversários diretos continuam sujeitos a confrontos complicados (o Sporting ainda irá receber o Benfica), os dragões surgem numa posição privilegiada, não apenas pelos pontos, mas pela estabilidade e pela forma como gerem os momentos do jogo.
Nesta fase, mais do que jogar bem, importa não falhar. E este quadro azul e branco tem sido, acima de tudo, uma equipa que falha pouco.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Muito deste momento explica-se pelo trabalho de Francesco Farioli. Num processo de mudança e reconstrução, o técnico italiano conseguiu implementar uma ideia clara: uma equipa organizada, disciplinada, forte sem bola e extremamente competente na gestão dos diferentes momentos do jogo.
Não é uma equipa exuberante. Mas é uma equipa segura, madura e difícil de bater. E isso, num campeonato longo, vale mais do que qualquer exibição estética.
Mas este FC Porto não nasce apenas no banco. Há um processo que começou antes, pensado e estruturado, numa remodelação de plantel iniciada pelo saudoso e falecido Jorge Costa e consolidada pela liderança de André Villas-Boas.
Um projeto que procurou devolver identidade, critério e visão ao clube. E os resultados começam agora a ser visíveis.Se havia dúvidas, o mercado de inverno tratou de as dissipar. A chegada de Seko Fofana trouxe músculo, experiência e liderança ao meio-campo, e os necessários minutos de descanso para Froholdt.
Um jogador que equilibra, que impõe presença e que dá à equipa uma dimensão competitiva superior. Além disso, tem golo, sendo que os golos apontados foram em jogos de capital importância para a equipa portista: contra o Sporting em casa, e recentemente, marcando o golo da vitória em Braga, naquele que poderá ter sido o jogo do título.
Mas a maior surpresa tem nome próprio: Oskar Pietuszewski. Com apenas 17 anos, proveniente dos polacos do Jagiellonia. E já titular indiscutível. Uma ascensão meteórica no futebol nacional, e que já lhe valeu a sua primeira convocatória para a selecção polaca, podendo ser um dos grandes destaques do próximo Mundial, caso a Polónia se consiga qualificar.
O jovem polaco não entrou de caras no onze, mas afirmou-se num ápice. Com personalidade, qualidade técnica e uma maturidade pouco comum, tornou-se numa das figuras da equipa e numa das grandes revelações da temporada.
Tem melhorado na tomada de decisão, e fica na retina a forma como “partiu os rins” a todo um campeão do mundo de seu nome Nico Otamendi em pleno Estádio da Luz. Um gesto técnico só ao alcance dos elegidos.
O avançado nigeriano Terem Moffi ainda revela falta de frescura física, mas já marcou alguns golos importantes, quer no campeonato, quer na Liga Europa. Mas o seu rendimento e peso na equipa são incomparáveis relativamente a Fofana e Pietuszewski.
Este FC Porto pode não encher o olho. Mas é uma equipa que sabe sofrer, que concede pouco, que defende com rigor e que aproveita os momentos certos para decidir jogos, e que encarna a mística que sempre caracterizou as equipas portistas. Num campeonato onde muitos perdem pontos por excesso de risco ou inconsistência, os dragões têm-se pautado exatamente pelo contrário: minimizam erros e maximizam rendimento.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
E isso é, muitas vezes, a fórmula do sucesso. O título não está ganho. Mas está, claramente, ao alcance. E tem um mérito infinito tudo aquilo que a equipa tem feito este ano.
Com o caminho aberto, com a equipa estabilizada e com um calendário favorável, o FC Porto entra na reta final numa posição privilegiada.
Não precisa de ser brilhante. Precisa apenas de continuar a ser aquilo que tem sido. Sólida. Competente. E eficaz. E se assim continuar… os festejos nos Aliados começam mesmo a ficar ali tão perto.