O Sporting e o Torreense defrontam-se na final da Taça de Portugal. Rodrigo Marquês já passou pela formação leonina.
A final da Taça de Portugal coloca frente a frente o Sporting e o Torreense no Estádio Nacional, no Jamor. No conjunto de Torres Vedras há apenas um nome com passagem pelo Sporting, na formação.
Rodrigo Marquês está a cumprir a primeira temporada da carreira na formação da Segunda Liga. Embora tenha maior presença nos sub-23, onde fez 22 jogos e marcou 10 golos, o jovem extremo de 23 anos conta já com três participações pela equipa principal do Torreense, num total de 15 minutos em campo.
Antes da mudança em 2025, Rodrigo Marquês fez todo o percurso de formação no Sporting, onde começou ainda no futebol de 5 e chegou à equipa B. Na última época nos leões, em 2024/25, o jovem fez 16 jogos pela equipa secundária.
O Sporting x Torreense joga-se este domingo, 24 de maio, a partir das 17h15. Lê a antevisão da final.
O Barcelona está de olho em Jakub Kiwior. Central é titular no FC Porto e foi adquirido em definitivamente recentemente.
O Barcelona quer contratar um defesa central esquerdino e tem Jakub Kiwior, esteio do FC Porto, como uma das opções. Os culés estão atentos ao defesa polaco, adquirido em definitivo por 17 milhões de euros depois do empréstimo do Arsenal.
De acordo com o portal Fichajes, o FC Porto só dará luz verde ao negócio para arrancar com valores ao redor dos 25 milhões de euros. Ainda assim, o foco dos dragões está na continuidade no defesa, que fez dupla com o compatriota Jan Bednarek.
Eleito para o melhor onze do ano da Primeira Liga, Jakub Kiwior fez 39 jogos na primeira época em Portugal. O defesa azul e branco tem 26 anos.
Um toque de calcanhar decidiu um jogo intenso no São Luís. André Candeias marcou o único golo da vitória do Farense frente ao Belenenses.
Existem resultados mínimos que escondem jogos pobres. Outros, apesar da diferença curta no marcador, revelam encontros intensos e disputados, cheios de momentos capazes de alterar completamente a narrativa da partida. A vitória do Farense frente ao Belenenses, no jogo de playoff de manutenção / subida à Segunda Liga, encaixa nesse cenário, sobretudo na primeira parte. O 1-0 final pode sugerir um jogo fechado e controlado, mas a realidade foi diferente: houve períodos de domínio repartido, oportunidades para ambos os lados e um equilíbrio competitivo que perdurou praticamente até ao último minuto. No fim, a diferença apareceu num detalhe técnico e num momento de inspiração de André Candeias.
Antes de entrar na lógica do jogo, importa olhar para o ambiente vivido no «Inferno» de São Luís. Sob o lema «90+90, vamos ficar», mais de 5.300 espetadores marcaram presença nas bancadas do estádio e sentiu-se um contexto competitivo digno de uma fase decisiva da temporada. O apoio constante dos adeptos deu intensidade emocional ao encontro e ajudou a empurrar o Farense nos momentos em que o Belenenses conseguiu crescer no jogo. Nem sempre os números traduzem ambientes, mas desta vez aconteceu, e apesar dos quase 300 quilómetros que separam Belém e Faro, uma mancha azul também foi evidente na capital algarvia. Houve ruído, pressão e ligação entre bancada e equipas na noite deste sábado.
Fonte: Edmilson Monteiro / Bola na Rede
Os primeiros minutos mostraram um Farense mais agressivo com bola. A equipa de José Faria procurava acelerar sobretudo pelo lado direito, onde André Candeias e Alex Pinto encontravam espaço para combinar e empurrar o bloco adversário para trás. O objetivo era criar superioridade naquele corredor, atrair a pressão do Belenenses e aproveitar a capacidade do extremo para desequilibrar no um para um. Logo a abrir, Leonardo de Oliveira podia ter aproveitado uma destas combinações para inaugurar o marcador, mas falhou a bola e deitou fora a oportunidade.
Contudo, ultrapassado esse arranque mais forte dos Leões, a maré começou a mudar. O Belenenses cresceu entre os 15 e os 30 minutos e passou a encontrar espaços com maior frequência no meio-campo ofensivo. Muito desse crescimento teve origem em João Gastão, o elemento mais influente do ataque lisboeta. O avançado funcionou como referência para ligar o jogo: segurava bolas, ganhava duelos de costas para a baliza e permitia à equipa subir no terreno. A partir dele, o Belenenses conseguiu criar as melhores aproximações da primeira parte e instalar alguma intranquilidade na estrutura defensiva do Farense.
Foi precisamente numa fase em que os azuis estavam por cima do encontro que surgiu o momento decisivo da partida. Aos 30 minutos, o Farense aproveitou um lance de bola parada para desbloquear o resultado. Num canto rasteiro para dentro da área, Miguel Menino colocou a bola na zona de perigo e André Candeias apareceu com enorme espontaneidade para finalizar de calcanhar e fazer o 1-0. O golo foi efusivamente comemorado por todos os jogadores e adeptos presentes, apesar das contestações do adversário.
Fonte: Edmilson Monteiro / Bola na Rede
O golo foi validado e alterou emocionalmente o encontro. O Farense passou a sentir-se mais confortável sem bola, baixou linhas em alguns momentos e procurou controlar os ritmos através da posse e da gestão do espaço interior. Nesse contexto, Miguel Menino tornou-se ainda mais importante. O médio foi o ponto de equilíbrio da equipa, apareceu constantemente no apoio à construção, na recuperação defensiva e na ocupação dos espaços entre setores. Sem acelerar demasiado o jogo, conseguiu dar critério e estabilidade a uma equipa que precisava de controlar a vantagem que muitas vezes fugiu ao longo da temporada, sobretudo dentro do Estádio São Luís, visto que foi o conjunto com o pior desempenho caseiro da Segunda Liga.
Ainda assim, o Belenenses nunca desapareceu completamente do encontro. A equipa lisboeta continuou a procurar chegar à frente, mas encontrou sempre resistência na organização defensiva algarvia e, principalmente, em Brian Araújo. O guarda-redes brasileiro foi determinante na primeira parte, com intervenções seguras que impediram o empate numa fase delicada do jogo. Mais do que defesas difíceis, transmitiu tranquilidade e segurança a toda a linha defensiva, e dado o apito para o descanso, a sensação geral é de que o empate seria o resultado mais justo, e parecia não tardar.
No entanto, a segunda parte trouxe um cenário diferente. O ritmo baixou bastante, as equipas revelaram maior desgaste físico e o jogo perdeu capacidade para criar ocasiões claras de golo. O Farense mostrou-se mais preocupado em proteger a vantagem, enquanto o Belenenses, apesar de ter mais iniciativa territorial em determinados momentos, raramente conseguiu transformar posse em verdadeiro perigo. A tensão do encontro acabou, aliás, por extravasar para fora das quatro linhas, com João Rodrigues, presidente da equipa da casa, a ser expulso por reclamações.
Fonte: Edmilson Monteiro / Bola na Rede
Ainda assim, já perto do final, os algarvios tiveram uma oportunidade claríssima para fechar definitivamente o encontro com o 2-0 e encaminhar a eliminatória. Num lance rápido de transição, o Farense apareceu isolado em zona de finalização, mas desperdiçou aquilo que teria sido um golpe praticamente definitivo nas aspirações adversárias.
O 1-0 acabou por premiar a eficácia e a gestão emocional do Farense num jogo equilibrado e competitivo. O Belenenses teve momentos de crescimento, sobretudo na primeira parte, mas os Leões de Faro souberam aproveitar o momento-chave do encontro e proteger a vantagem até ao apito final. Num duelo decidido por detalhes, bastou um toque de calcanhar de André Candeias para fazer a diferença. Agora, os clubes históricos do futebol português voltam a defrontar-se dia 30, às 20h30, no Estádio do Restelo, para decidir quem é a última equipa a disputar a Segunda Liga.
Resultado Final 🦁
SC Farense 1️⃣x0️⃣ CF Belenenses 30’⚽️ A. Candeias
Hansi Flick foi questionado quanto à possibilidade de José Mourinho assumir o Real Madrid. Treinador do Barcelona mostrou-se sem medos.
A possibilidade de José Mourinho rumar ao Real Madrid tem merecido grande destaque na imprensa espanhola. Depois da derrota diante do Valência, num jogo sem implicações na tabela nem nas contas, Hansi Flick, treinador do Barcelona bicampeão da La Liga, foi questionado por José Mourinho.
«Preparado para se bater com José Mourinho? Claro. Por que não? Ele é o treinador de um adversário e estou sempre preparado para todos», destacou Hansi Flick.
Recorde-se que o Barcelona foi campeão a três jornadas do final da La Liga com uma vitória, precisamente, diante do Real Madrid.
O Real Madrid está de olho em Morten Hjulmand. Imprensa espanhola garante que o médio do Sporting está interessado em rumar ao Bernabéu.
O Real Madrid está interessado em Morten Hjulmand e, de acordo com a imprensa espanhola, o sentimento é recíproco. «Morten Hjulmand ansioso por jogar no Real Madrid de Mourinho», destaca o portal Fichajes.
O médio dinamarquês está a cumprir a terceira temporada no Sporting e, segundo a imprensa nacional, tem um acordo tácito para a saída no final da época. Na antevisão do último jogo da época, o capitão leonino pronunciou-se sobre o interesse dos merengues.
«Real Madrid? É uma grande honra para mim, mas estou focado aqui, com muito respeito e amor por este jogo. O foco é amanhã, depois da época falarei do futuro», esclareceu o jogador.
Morten Hjulmand tem 26 anos e esta temporada soma três golos e seis assistências em 44 jogos pelo Sporting.
Eis o que destaca o portal Fichajes:
«Morten Hjulmand tornou-se um dos primeiros grandes alvos de José Mourinho para reforçar o Real Madrid de vista para a próxima época. O treinador português conhece muito bem o capitão do Sporting de Portugal e considera que a sua chegada traria equilíbrio, personalidade e competitividade ao meio-campo dos blancos.
O médio dinamarquês, avaliado em cerca de 50 milhões de euros, vive o melhor momento da sua carreira e encara com enorme entusiasmo a possibilidade de jogar no Santiago Bernabéu. O seu nome já está em cima da mesa e o Real Madrid sabe que terá de agir rapidamente se quiser evitar uma guerra de ofertas a nível europeu».
El capitán del Sporting de Portugal sueña con jugar en el Real Madrid de José Mourinhohttps://t.co/fI2Cro4G5k
Noite de Brasileirão positiva para Palmeiras e Grémio, de Abel Ferreira e Luís Castro. Verdão venceu o Flamengo de Leonardo Jardim.
Muitos treinadores portugueses em ação no Brasileirão. No duelo de líderes, o Palmeiras de Abel Ferreira não só venceu como goleou o Flamengo de Leonardo Jardim; já o Grémio de Luís Castro conquistou uma importante vitória diante do Santos.
Em pleno Maracanã, o Palmeiras goleou o Flamengo por 3-0. A expulsão de Jorge Carrascal (21′) complicou as contas para o rubro-negro que, em casa, viu Flaco López (38′), Jhon Arias (57′) e Paulinho (90+5′) fechar as contas da vitória.
Já o Grémio venceu o Santos por 3-2, num jogo marcado pelas ausências de Neymar e Benjamín Rollheiser nos derrotados. Ao bis de Gabril Barbosa (32′ e 55′), o Grémio respondeu com o bis de Carlos Vinícius (40′ e 59′) e com o golo decisivo de Tetê (63′). A expulsão de Gustavo Henrique (84′) acabou por limitar o Santos na procura de outro resultado.
Recorde-se que, antes destes jogos, o Botafogo de Franclim Carvalho empatou com o São Paulo por 1-1. Quanto à tabela, o Palmeiras aumenta a distância na liderança face ao Flamengo, ambos respetivamente com 38 e 31 pontos (um jogo em atraso). O Grémio tem 21 pontos no 13.º lugar e o Santos está em zona de descida, no 17.º posto com 18 pontos.
O RIO DE JANEIRO É VERDE, #FAMÍLIAPALMEIRAS! VENCEMOS MAIS UMA FORA DE CASA E GARANTIMOS TRÊS PONTOS IMPORTANTES PARA A SEQUÊNCIA DO CAMPEONATO! #SEGUEOLÍDER! 💚🤍
O Sporting e o Torreense defrontam-se na final da Taça de Portugal. Eis os onzes prováveis das duas equipas para o jogo no Jamor.
O Sporting e o Torreense têm encontro marcado no Jamor para a final da Taça de Portugal. Leões chegam à terceira final consecutiva, enquanto o emblema do Oeste chega pela primeira vez em 70 anos ao derradeiro jogo na Prova-Rainha.
O Sporting x Torreense joga-se este domingo, 24 de maio, a partir das 17h15. Lê a antevisão da final.
Eis os onzes prováveis:
Sporting: Rui Silva; Eduardo Quaresma; Ousmane Diomande; Gonçalo Inácio; Maxi Araújo; Morten Hjulmand; Hidemasa Morita; Geny Catamo; Francisco Trincão; Pedro Gonçalves; Luis Suárez.
Torreense: Lucas Paes; David Bruno; Stopira; Mohamed Ali-Diadié; Javi Vásquez; Guilherme Liberato; Léo Azevedo; Alejandro Alfaro; Luis Quintero; Dany Jean; Kévin Zohi.
O Sporting tem a contratação de Silas Andersen assegurada. Negócio totaliza 10 milhões de euro entre valor fixo e variável.
O Sporting quase fechou a contratação de Silas Andersen. De acordo com o jornal Record, o médio está praticamente fechado em Alvalade faltando, apenas, acertar os prazos de pagamento e alguns detalhes burocráticos relativos a este tema.
O Sporting paga ao BK Hacken sete milhões de euros fixos e três variáveis, pelo que o bolo total do negócio ascende aos 10 milhões de euros. Quanto ao médio dinamarquês, tem à sua espera um contrato válido por cinco anos, até 2031.
Embora atue na Suécia, Silas Andersen é dinamarquês, tem apenas 21 anos e representa o BK Hacken da Suécia, onde em 2026 marcou um golo em nove jogos. Podes conhecer melhor o compatriota – e provável sucessor – de Morten Hjulmand.
🚨 𝗔𝗖𝗢𝗥𝗗𝗢 entre o Sporting CP e o Häcken por Silas Andersen. Os detalhes, segundo o @Record_Portugal:
Taça de Portugal, final. Domingo, 24 de maio de 2026, 17h15.
A ANTEVISÃO: ENTRE O FAVORITISMO LEONINO E A AMBIÇÃO NATURAL DE TORRES VEDRAS
O futebol português prepara-se para fechar mais uma temporada com um dos jogos mais simbólicos do calendário nacional. Este domingo, o Estádio Nacional do Jamor recebe a final da Taça de Portugal entre Sporting e Torreense, num duelo que coloca frente a frente duas realidades completamente distintas, mas unidas pela mesma ambição: erguer o troféu mais romântico do futebol nacional e entrar para a história da competição.
Ora, de um lado, surge um Sporting algo pressionado pela necessidade de remediar a temporada. Os leões terminaram a Primeira Liga no segundo lugar, falharam a conquista da Supertaça, ficaram pelo caminho na Taça da Liga e viram o percurso europeu terminar nos quartos de final da Liga dos Campeões, diante do Arsenal. A equipa de Rui Borges chega, por isso, ao Jamor com a consciência de que esta é a última oportunidade para evitar uma época sem títulos, cenário que, em Alvalade, não acontece desde 2022/23.
Em relação ao caminho até à final, os verdes e brancos eliminaram, na 3.ª eliminatória, o Paços de Ferreira, por 2-3, após prolongamento, ao passo que, na ronda seguinte, bateram o Marinhense, por 3-0, em Alvalade. Já nos oitavos de final, os leões foram aos Açores derrotar o Santa Clara, também após prolongamento, por 2-3, naquele que foi, provavelmente, o jogo mais polémico da prova, enquanto nos “quartos”, embora a jogar em casa, também precisaram de recorrer ao tempo extra para derrotar o AVS SAD, por 3-2. Finalmente, nas meias-finais, a turma de Rui Borges eliminou o FC Porto, após um triunfo pela margem mínima no José Alvalade (1-0) e um heroico nulo registado no Estádio do Dragão.
Mas se o Sporting transporta a pressão da obrigação, o Torreense leva consigo a força da crença. A formação orientada por Luís Tralhão continua a sonhar com a subida à elite do futebol nacional, estando ainda envolvida no play-off frente ao Casa Pia, onde na primeira mão, realizada em Torres Vedras, empatou a zeros. A verdade é que, ainda assim, encontrou espaço, entre toda essa exigência competitiva, para construir uma campanha memorável na Taça de Portugal.
Isto devido ao facto de a equipa, por militar no segundo escalão, ter entrado logo na 2.ª eliminatória, altura em que bateu, fora de casa, a ADC Correlhã, por 1-3, sendo que, de seguida, a jogar em casa, precisou de ir ao desempate por grandes penalidades para eliminar a Oliveirense (5-4 nos penáltis, depois de uma igualdade a uma bola nos 120 minutos). Na 4.ª eliminatória da prova, o conjunto azul-grená bateu tangencialmente, fora de casa, o Lusitânia de Lourosa, por 0-1, passando aos “oitavos”, momento em que venceu a única equipa da Primeira Liga no seu trajeto – o Casa Pia, em Rio Maior, por 1-2. Já nos quartos de final, a turma do Oeste triunfou sobre a União de Leiria, por 3-1, tendo, nas meias-finais, superado o Fafe, num agregado favorável também de 3-1 (empate a uma bola em Fafe, na primeira mão, e vitória, por 2-0, na segunda).
Importa ainda referir que o encontro do Jamor vale muito mais do que um troféu. Isto porque, caso o Torreense consiga surpreender e vencer a final, garante automaticamente presença na Liga Europa da próxima temporada, independentemente da divisão em que competir. Esse cenário teria impacto direto em vários clubes portugueses, impedindo, por exemplo, o acesso direto do Benfica à fase de liga da referida competição europeia e afastando o Famalicão das provas da UEFA. Por outro lado, uma vitória leonina abriria espaço para que os famalicenses alcançassem a Conference League, ao mesmo tempo que facilitaria o caminho europeu das águias.
Quanto à equipa de arbitragem, essa será liderada por António Nobre, da AF Leiria. O árbitro de 37 anos vai dirigir pela primeira vez a final do Jamor, tendo Nélson Pereira e Francisco Pereira como assistentes (Inácio Pereira será o reserva dos árbitros de linha), e sendo Hélder Malheiro o quarto árbitro. No VAR, estará Pedro Ferreira, assistido por Ricardo Moreira e Nuno Eiras.
Deste modo, entre a necessidade de redenção do Sporting e o sonho improvável do Torreense, o Jamor prepara-se para receber uma final carregada de simbolismo. Para uns, trata-se de evitar uma época em branco. Para outros, é a possibilidade de transformar um percurso já histórico numa das maiores histórias de superação do futebol português recente. Contudo, no fim, apenas um nome ficará gravado na Taça.
10 DADOS RÁPIDOS
O Sporting vem de três vitórias consecutivas.
Os leões perderam apenas um dos últimos oito encontros disputados – aconteceu diante do Benfica, para o campeonato, em Alvalade, por 1-2.
Nos últimos 20 jogos realizados na Taça de Portugal, os homens de Alvalade só perderam por uma vez, precisamente na final da prova, em 2023/24, frente ao FC Porto, por 2-1, após prolongamento.
O Sporting disputou a final da Taça de Portugal por 32 vezes, somando 18 vitórias e 14 derrotas.
A turma lisboeta disputa a final da competição pelo terceiro ano consecutivo: em 2024, perdeu frente ao FC Porto, enquanto na época passada derrotou o Benfica, por 1-3, também após prolongamento.
O Torreense não perde há sete jogos.
Além disso, nos últimos 12 encontros, os comandados de Luís Tralhão perderam apenas um (em Chaves, por 2-0).
Na Prova Rainha, a turma de Torres Vedras marca há 13 jogos consecutivos.
O Torreense disputa a final da Taça de Portugal, 70 anos depois: em 1955/56, perdeu frente ao FC Porto, por 2-0.
As duas equipas defrontam-se pela 16.ª vez na história, com vantagem para os leões, que somam nove vitórias, contra três triunfos do emblema de Torres Vedras, e outros tantos empates.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Duarte Rêgo / Bola na Rede
Francisco Trincão – O internacional português, de 26 anos, é uma peça fundamental no processo ofensivo da equipa leonina, destacando-se pela forma como interpreta os espaços entre linhas e pela facilidade com que cria desequilíbrios no um contra um. A sua qualidade técnica permite-lhe variar o ritmo do ataque, ora acelerando a jogada com drible curto e explosão, ora pausando para encontrar o passe certo no momento exato. De facto, é um jogador que acrescenta imprevisibilidade ao último terço e que, apesar de, este ano, ter estado um pouco aquém nos jogos de maior exigência, sabe o que é marcar no Estádio Nacional do Jamor (recorde-se o golo que sentenciou a final da temporada transata, diante do Benfica). No cômputo geral, leva, até ao momento, 13 golos e 15 assistências, em 53 jogos realizados na presente época, números que espelham toda a sua categoria e influência na turma orientada por Rui Borges.
Fonte: Edmilson Monteiro/Bola na Rede
Kévin Zohi – O avançado maliano aparece como a principal referência ofensiva do conjunto orientado por Luís Tralhão e, naturalmente, como alguém habituado a decidir em contextos de pressão. Uma final é sempre o momento em que os jogadores mais decisivos costumam marcar presença e Zohi enquadra-se nesse perfil depois de uma época consistente, onde somou nove golos e uma assistência, em 37 jogos, sendo, atualmente, o melhor marcador da equipa e também um dos mais eficazes da prova, com quatro golos em seis partidas. Para além da sua capacidade de finalização, destaca-se pela forma como ataca a profundidade, pela velocidade nas transições e pela força nos duelos físicos, algo que lhe permite explorar qualquer espaço deixado pela defesa adversária e transformá-lo rapidamente num verdadeiro perigo para a baliza contrária.
XI´s PROVÁVEIS
Sporting: Rui Silva; Eduardo Quaresma; Ousmane Diomande; Gonçalo Inácio; Maxi Araújo; Morten Hjulmand; Hidemasa Morita; Geny Catamo; Francisco Trincão; Pedro Gonçalves; Luis Suárez
Treinador: Rui Borges
«A justiça é relativa, dependendo de como olhamos para ela e para o jogo. O grupo é merecedor da final, de lutar pelo troféu e de vencê-lo. A equipa dará a vida, momento histórico para o clube e para os seus atletas. Temos de estar preparados para o jogo. O Torreense demonstrou esta semana toda a sua qualidade contra uma equipa da Primeira Liga. Não foram 15 dias ou dois jogos menos conseguidos que ditam a época. Foi uma época fantástica, lutámos com tudo até ao final. Não fomos campeões, mas queremos conseguir o segundo melhor troféu do país, num ambiente especial. Especial para nós e ainda mais para quem está do lado de lá. Merecemos, tal como o Torreense diz que merece».
Torreense: Lucas Paes; David Bruno; Stopira; Mohamed Ali-Diadié; Javi Vásquez; Guilherme Liberato; Léo Azevedo; Alejandro Alfaro; Luis Quintero; Dany Jean; Kévin Zohi
Treinador: Luís Tralhão
«Em primeiro lugar, nós priorizamos o campeonato. Mas agora estamos aqui envolvidos na Taça e não viemos aqui passear. Já usei essa expressão há um mês quando atingimos a final. Portanto, nós vimos competir. O mister Rui Borges disse que ia jogar com os melhores e nós vamos jogar com os melhores, de certeza absoluta. Temos um grupo que está preparado para jogar qualquer jogo e um plantel com muita qualidade. Portanto seja com A, B ou C nós estamos preparados. Uma coisa que eu garanto é: a equipa que começar amanhã vai estar preparada para competir e para tentar ganhar o troféu».
Lançaram-se os foguetes, apanharam-se as canas e fez-se a festa. O Arsenal é, finalmente, campeão da Premier League.
Durante anos, a equipa do norte de Londres viveu presa entre a memória e a frustração. A sombra dos “Invincibles” crescia a cada segundo lugar e a cada desilusão numa corrida pelo título que parecia sempre acabar nas mãos do mesmo adversário. Mas esta época, finalmente, o ciclo quebrou-se. O Arsenal de Mikel Arteta tornou-se campeão inglês 22 anos depois da última conquista da Premier League.
E a verdade é que este título não apareceu por acaso nem nasceu apenas do talento individual. Foi uma conquista construída com desgaste, insistência e evolução estratégica. Arteta passou anos a montar esta equipa peça a peça, enquanto ouvia críticas e era questionado pelo mundo. E não podia ser diferente quando o Arsenal tinha terminado três épocas consecutivas em segundo lugar. Em qualquer outro clube, talvez já não houvesse paciência, esperança ou treinador. Em Londres, houve convicção.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
O mais interessante é perceber que este Arsenal campeão não foi propriamente o Arsenal mais “bonito” da era Arteta. Nas épocas anteriores os londrinos dependiam demasiado da fluidez ofensiva, do ritmo alto, das combinações entre Saka e Ødegaard e de momentos de inspiração individual. Mas este ano a equipa tornou-se muito mais completa. Mais fria. Mais controladora. Menos emocional.
Arteta foi capaz de se adaptar a uma Premier League muito mais moderna onde o lema foi muitas vezes “ganhar custe o que custar”. E digamos que custou bastante.
Felizmente o Arsenal passou a dominar os jogos de uma forma quase territorial. Em posse, manteve a habitual estrutura de jogo, mas a grande diferença esteve nos momentos sem bola. A equipa tornou-se provavelmente a melhor estrutura defensiva da Europa. Sofria poucas ocasiões, controlava transições como ninguém e defendia cada vantagem mínima com maturidade competitiva.
As bolas paradas também deixaram de ser detalhe e passaram a ser arma estratégica. Não foi por acaso que a comunicação de vários adversários centrou-se, principalmente, nos pontapés de canto. A realidade é que muitos jogos desbloquearam-se aí. Num campeonato tão equilibrado, transformar cantos em golos foi uma vantagem brutal e a chave de ouro.
Fonte: Premier League
Claro que houve momentos em que pareceu tudo perdido. A derrota frente ao Manchester City em abril mudou completamente a narrativa da corrida. O City voltou a aproximar-se, Guardiola pressionou até ao limite e a sensação era familiar para os adeptos do Arsenal… parecia que o “bottling” era inevitável.
Sendo a Premier League a competição que é, faz sentido que a luta tenha ido até ao fim. O City continua a ser o padrão competitivo da liga inglesa e, mesmo numa época menos dominante, continuou a ter o melhor treinador da era moderna inglesa e um plantel construído para ganhar. O Arsenal sabia que qualquer deslize seria fatal. Por isso é que este título tem tanto peso emocional. Não só foi conquistado, como foi ganho contra a equipa que tinha destruído os sonhos londrinos nos anos anteriores.
Poeticamente, o Arsenal não vergou psicologicamente. E essa é talvez seja a maior vitória de Arteta. A equipa resistiu ao desgaste físico de lutar em duas frentes e ainda conseguiu levar a campanha europeia até à final da Liga dos Campeões, algo que o clube não alcançava desde 2006.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
E isso também ajuda a explicar a dimensão desta temporada. O Arsenal não foi campeão porque abdicou da Europa. Em vez disso chegou ao topo interno enquanto construía uma campanha europeia de elite. Eliminou adversários fortes, mostrou personalidade fora de casa e ganhou estatuto continental. A final frente ao Paris Saint-Germain em Budapeste representa o culminar simbólico deste projeto que deu certo.
Mas mais do que falar de Mikel Arteta, é preciso deixar por escrito os vários nomes que fizeram desta comitiva os próximos campeões em título. A nível pessoal, o maior nome desta época é Declan Rice. O médio destacou-se não só pela qualidade individual, que tem para dar e para vender, mas porque representou exatamente aquilo em que o Arsenal se transformou. Teve intensidade, inteligência tática, controlo emocional e liderança, jogou como médio defensivo, médio de pressão, interior de chegada à área e até quase como “box-to-box” em certos momentos.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Mas também David Raya, o grande guardião da baliza dos Gunners; Bukayo Saka, o “rookie” desequilibrador; Martin Ødegaard, o criativo; Viktor Gyökeres, o agressivo; Riccardo Calafiori, a defesa com os pés que ninguém vai esquecer.
Durante muito tempo, o Arsenal era visto como um clube histórico que vivia de nostalgia. Hoje já não. E há algo brilhantemente adequado no facto de este título surgir 22 anos depois dos “Invincibles”, mas de forma completamente diferente. A equipa de Arsène Wenger encantava pelo caos ofensivo e pela liberdade, enquanto que a de Arteta venceu pelo controlo, disciplina e pela capacidade de dominar todos os momentos do jogo, e não desistir.
Finalmente, Arteta. O norte de Londres voltou a sorrir.