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A Arte de Sofrer: Como as vitórias pela margem mínima estão a conduzir o FC Porto de Farioli à glória

Há campeonatos que parecem escritos com letra larga, feitos de goleadas, tardes limpas e superioridades sem réplica. Outros nascem de noites cerradas, relvados pesados, defesas no limite e uma bola afastada aos 90+4 como se dela dependesse uma época inteira. O FC Porto de Francesco Farioli, na temporada 2025/26, tem avançado sobretudo por este segundo caminho: menos ornamento, mais ofício; menos festival, mais resistência.

À volta da Liga Portugal Betclic há hoje uma periferia digital feita de estatísticas, leitura de probabilidades, guias especializados e pesquisas por um código promocional Betclic que possa conferir vantagens aos utilizadores. Dentro das quatro linhas, porém, a verdade continua brutalmente simples: ganha quem resiste melhor ao desconforto. E poucos têm resistido tão bem quanto este Porto.

A equipa de Farioli aprendeu a viver no fio. Não por acaso, nem apenas por sofrimento espontâneo. Há ali uma disciplina que transforma a margem curta em território familiar, quase doméstico.

A frieza de uma estatística quente

O número que explica boa parte da liderança portista é claro: 12 vitórias por apenas um golo de diferença. Doze jogos resolvidos à tangente. Doze tardes ou noites em que a fronteira entre o triunfo e o tropeção coube num detalhe, numa cobertura, numa defesa, numa bola dividida ganha com o corpo todo.

Essas 12 vitórias representam 42,2% dos 26 triunfos do FC Porto na Liga. Quase metade das vitórias chegaram sem margem de conforto. A estatística é demasiado insistente para ser tratada como capricho do calendário. Revela uma equipa talhada para suportar pressão, gerir ansiedade e fechar jogos quando o adversário ainda acredita que pode entrar pela fresta.

Ganhar por um golo exige uma maturidade muito própria. O erro não tem onde se esconder. Cada canto contra parece crescer na área, cada perda de bola em zona interior acende um rastilho, cada minuto de compensação traz consigo aquela suspensão nervosa que só o futebol consegue criar. O FC Porto tem atravessado esse território com uma dureza que pesa na tabela.

Farioli e a inteligência do pragmatismo

Francesco Farioli chegou ao Dragão com a imagem de um treinador moderno, atento ao controlo posicional, à construção apoiada e à ocupação racional dos espaços. Ser moderno, no entanto, também passa por perceber o chão que se pisa. A Liga portuguesa castiga o lirismo ingénuo: blocos baixos, segundas bolas, transições curtas, equipas pacientes a defender e jogos que se decidem num ressalto.

O italiano ajustou-se sem perder identidade. O seu FC Porto sabe ter bola, mas não entra em crise quando precisa de a ceder. Consegue subir linhas, pressionar e procurar o segundo golo; consegue também baixar alguns metros, juntar sectores e transformar o corredor central numa porta fechada. Há fases em que a equipa parece convidar o adversário a gastar fôlego, como quem sabe que a pressa é inimiga da lucidez.

A chamada arte de sofrer nasce dessa engenharia: linhas compactas, agressividade nos duelos, coberturas próximas e paciência para deixar o opositor bater contra uma parede azul e branca. O sofrimento, neste contexto, deixou de ser apenas consequência do jogo. Passou a ser matéria-prima competitiva.

A resistência como identidade

O FC Porto sempre teve uma relação intensa com a ideia de luta. No imaginário portista, a vitória de fato-macaco raramente é vista como menor. Pelo contrário: há um respeito antigo pelo jogador que chega primeiro à segunda bola, pelo central que corta de cabeça entre chuteiras, pelo médio que ainda encontra pulmão para fechar uma linha de passe quando o estádio já prende a respiração.

Este FC Porto encaixa nessa tradição. Há pouco de ornamental na sua candidatura; há, isso sim, uma firmeza reconhecível no maxilar cerrado, na dobra feita a tempo, no corte que vale meio golo. Farioli construiu uma equipa confortável no desconforto, expressão estranha à primeira vista, mas preciosa no futebol de alta competição.

Quando o jogo aperta, os dragões tendem a encolher o espaço sem encolher a ambição. Defendem vantagens mínimas como quem protege património. A determinação aparece menos nas declarações e mais nos comportamentos: no controlo emocional dos minutos finais, na gestão do ritmo, na disponibilidade para repetir esforços ingratos.

Um recorde à espera de dono

As 12 vitórias pela margem mínima colocam o FC Porto ao lado de uma marca que tem peso histórico na última década do campeonato português. O registo iguala o máximo de triunfos curtos alcançado por um campeão nacional, marca que pertencia ao Sporting nas temporadas 2020/21 e 2023/24, ambas sob o comando de Rúben Amorim.

A diferença está no que ainda falta jogar. Com três jornadas por disputar, o FC Porto tem a possibilidade clara de ultrapassar esse registo. Bastará mais uma vitória pela margem mínima para que a equipa de Farioli transforme uma estatística reveladora num marco isolado.

Seria um retrato fiel da época. Não a imagem de uma equipa que esmagou sempre, nem de um percurso sem sobressaltos, mas de um grupo que fez dos jogos difíceis uma especialidade. Há títulos que se anunciam com goleadas. Outros acumulam-se em silêncio, 1-0 a 1-0, até a tabela deixar de discutir.

Benfica, Sporting e o espelho dos jogos curtos

A comparação com os rivais dá espessura ao fenómeno. O Benfica de José Mourinho apresenta, curiosamente, uma percentagem ainda superior de vitórias económicas: 10 dos seus 22 triunfos foram por um só golo, o que representa 45,5%. Mourinho sempre soube que o futebol também se domina pela gestão da vantagem, pelo controlo emocional e pela recusa em oferecer o jogo ao caos.

O FC Porto, porém, tem maior volume absoluto neste tipo de triunfo. Doze vitórias tangenciais já pertencem ao território das equipas que treinam o detalhe até ele deixar de parecer detalhe.

O Sporting surge mais atrás, com apenas 7 vitórias pela margem mínima na presente época. Para uma equipa que em anos recentes soube tantas vezes vencer no limite, o contraste ajuda a explicar distâncias e estados de alma. Os campeonatos também se decidem nesses jogos presos, ingratos, sem brilho fácil, onde a fibra vale tanto como o talento.

A lei antiga dos três pontos

O futebol moderno vive rodeado de métricas, mapas de calor e discussões sobre modelos. Tudo isso acrescenta leitura ao jogo. Ainda assim, resiste uma lei antiga, seca e implacável: vencer por um ou por cinco dá exatamente os mesmos três pontos.

O FC Porto de Farioli percebeu-o com uma lucidez feroz. Fez do pragmatismo uma arma, da resiliência uma identidade e da capacidade de suportar o sofrimento uma vantagem competitiva. Num campeonato longo, onde a inspiração oscila e a beleza nem sempre aparece à chamada, saber ganhar no aperto continua a ser uma marca de campeão.

Wesley Sneijder aponta José Mourinho ao Real Madrid: «É a pessoa ideal e precisam de o contratar»

Wesley Sneijder defende que José Mourinho é o treinador ideal para gerir o balneário do Real Madrid e critica atitudes de Mbappé.

Wesley Sneijder defendeu publicamente o regresso de José Mourinho ao comando técnico do Real Madrid. Numa entrevista ao Hard Rock Bet, o antigo internacional neerlandês garantiu que o atual treinador do Benfica é a escolha perfeita para os merengues devido à sua capacidade única de gerir balneários complexos:

«O Real Madrid precisa de um técnico capaz de controlar jogadores incríveis com personalidades fortes. Creio que ele é a pessoa ideal neste momento e precisam de o contratar».

Na mesma ocasião, Sneijder abordou a situação de Kylian Mbappé. O ex-jogador desvalorizou a petição dos adeptos para a saída do avançado francês, lembrando os golos importantes que marcou, mas deixou-lhe uma crítica clara fora de campo:

«Houve decisões como ir de férias em vez de ficar com a equipa. Isso magoa muito os adeptos».

De recordar que Wesley Sneijder foi treinado por José Mourinho no Inter de Milão.

Do 4-3-3 à inteligência em campo: como a imprensa espanhola vê a formação nacional

O jornal espanhol AS analisou o grande sucesso das academias portuguesas na formação de jovens talentos de elite mundial.

O jornal espanhol AS analisou o sucesso da criação de talentos em Portugal, dando grande destaque à evolução tática e à mentalidade dos jovens.A imprensa espanhola concluiu que esta autêntica fábrica de talentos assenta em três grandes pilares: a adoção precoce do sistema tático 4-3-3, a valorização da inteligência cognitiva dos jovens em detrimento da força física, e uma cultura de exigência extrema incutida pelos clubes. Para explicar esta realidade, a reportagem baseou-se nos testemunhos de vários técnicos portugueses com passado na formação.

Renato Paiva detalhou o modelo de sucesso do Benfica comparando-o à famosa academia do Barcelona:

«Todo o futebol de formação do Benfica tem a mesma forma de trabalhar. Tal como a La Masia. Todos dentro de uma mesma estrutura. Dava-se prioridade ao 4-3-3, dava-se prioridade à rotação dos jogadores em diferentes posições».

A importância deste sistema foi corroborada por Hélder Cristóvão:

«A grande virtude dos portugueses é começarem a jogar muito cedo no 4-3-3».

O técnico explicou ainda que o que define os talentos nacionais é a inteligência em campo, algo que Renato Paiva ilustrou com um episódio de Bernardo Silva aos 10 anos, quando questionado sobre como lidava com adversários muito maiores fisicamente:

«Mas senhor, a questão é que eu não procuro o contacto. Eu procuro estar sozinho, porque sei quem sou, sei o que sofro, então, se me posicionar bem em campo, estarei sempre sozinho e passar-me-ão a bola».

Já no Olival, João Brandão sublinhou o ADN exigido para vingar no FC Porto, dando o exemplo de talentos como Vitinha e Rodrigo Mora:

«A visão do clube é inegociável. É um clube vencedor. À entrada do nosso centro de treinos há uma frase que diz: ‘amamos aqueles que detestam perder’ e isso é a base de tudo».

A concluir, o técnico portista deixou um alerta fundamental sobre os tempos e a individualidade de cada jovem:

«É possível criar mais jogadores como ele, mas Vitinha só há um; Rodrigo Mora só há um; Rúben Neves também é único. Acho que a originalidade é o que precisamos de compreender e é perigoso querer que um miúdo seja uma cópia da outra».

Brandão recordou ainda que não há prazos definidos para o sucesso:

«O desenvolvimento de um jogador nem sempre é contínuo e ascendente. No caso do Vitinha, aos 17 e 18 anos, ele não jogava muito nas equipas de formação do FC Porto. Foi para o Wolves e, quando regressou, estava pronto para tudo (…) Cada um amadurece de uma forma diferente».

Olhar tático ao Rio Ave x Sporting: os riscos do 4×4 e a importância das coberturas leoninas perante a mobilidade de Tamble e Jalen Blesa

O Sporting deslocou-se a Vila do Conde para defrontar o Rio Ave e venceu a equipa de Sotiris Sylaidopoulos por 4-1, num encontro referente à 33.ª jornada da Primeira Liga.

Tendo em conta o interessante mercado de janeiro realizado pela equipa vilacondense e as exibições apresentadas nos últimos meses, muito assentes na construção de um ataque possante, móvel e rápido, esperava-se um jogo extremamente exigente para os leões continuarem na luta pelo segundo lugar.

Apesar das ausências no Sporting em relação aos últimos jogos, devido às lesões de Georgios Vagiannidis e Zeno Debast, a alteração mais notada acabou por ser a titularidade de Luís Guilherme, com Geny Catamo a iniciar o encontro no banco de suplentes. Já Sotiris Sylaidopoulos não procedeu a qualquer alteração relativamente ao último jogo frente ao Gil Vicente, mantendo a dupla formada por Tamble Monteiro e Jalen Blesa na frente de ataque.

A primeira parte do Sporting ficou marcada por algumas dificuldades em controlar a linha mais ofensiva do Rio Ave, composta por Jalen Blesa, Tamble Monteiro, Spikic e Diogo Bezerra. A equipa vilacondense atraía o Sporting para uma pressão alta através da construção curta e, posteriormente, procurava ligar rapidamente o jogo nos homens mais avançados através de jogo direto, seja por passes aéreos ou rasteiros. Já os médios Ryan Guilherme e Tamás Nikitscher funcionavam como referências de atração, fixando os médios do Sporting no momento da pressão, sem participação direta na fase inicial de construção.

Sotiris Silaydopoulos Rio Ave
Fonte: Duarte Rêgo / Bola na Rede

Tendo em conta que o Sporting pressiona HxH, Sotiris Sylaidopoulos procurou criar dúvidas nas referências defensivas dos leões. Para isso, alternava entre Tamble Monteiro e Jalen Blesa a baixar no terreno para receber bola, realizar apoios frontais e dar continuidade aos ataques do Rio Ave. Ao mesmo tempo, os dois médios, Ryan Guilherme e Tamas Nikitscher, mantinham-se atentos para ganhar a segunda bola. Nesse sentido, era fundamental para o Sporting que Gonçalo Inácio e, sobretudo, Ousmane Diomandé conseguissem vencer o primeiro duelo, impedindo que os médios ou avançados do Rio Ave recebessem a bola de frente e progredissem no terreno.

Ainda assim, Tamble Monteiro conseguiu impor-se fisicamente ao longo da primeira parte. Seja a atacar a profundidade, seja no jogo aéreo, o avançado foi conseguindo superiorizar-se em vários momentos ao central costa-marfinense. Já os extremos, Spikic e principalmente Diogo Bezerra, foram sendo chamados aos corredores para desequilibrarem no 1×1.

Com um cenário de 4×4 entre os quatro defesas do Sporting e os quatro elementos mais ofensivos do Rio Ave, a equipa vilacondense conseguiu explorar essa igualdade numérica, sobretudo devido aos duelos ganhos e à agressividade colocada nos ataques à baliza de Rui Silva. Foi precisamente dessa dinâmica que surgiu o primeiro golo do encontro, depois de Tamble Monteiro ganhar a bola numa insistência e servir Diogo Bezerra.

Para contrariar essa dinâmica que estava a ser bem aproveitada pelo Rio Ave, Rui Borges pediu, já perto do final da primeira parte, uma maior cobertura dos médios, dependendo do lado onde se encontrava a bola. O objetivo passava por o médio do lado contrário fazer uma diagonal mais atrasada para dar cobertura frontal. Dessa forma, o Sporting passava a estar em superioridade e mais preparado para ganhar a segunda bola.

Luis Guilherme Sporting x Rio Ave
Fonte: Duarte Rêgo / Bola na Rede

Sem bola, o Rio Ave também foi pressionando o Sporting através de um bloco médio/alto sempre que os leões tinham posse no seu meio-campo. Nesse sentido, a entrada de Luís Guilherme para o lugar de Geny Catamo poderá ter passado precisamente pela linha subida do Rio Ave, já que o extremo brasileiro oferece maior capacidade para explorar as costas da defesa adversária.

A equipa leonina foi alternando entre procurar jogo interior e explorar os corredores laterais. Ainda assim, em resposta ao Bola na Rede, Rui Borges referiu que o Sporting estava a insistir demasiado no corredor central e que a bola precisava de circular mais pelos corredores. Tendo em conta que Nelson Abbey, quando a bola estava no lado contrário, fechava muito por dentro, acredito que os leões poderiam ter explorado mais o passe longo para o corredor oposto e beneficiar dessa menor vigilância a Luís Guilherme. Já pelo lado esquerdo, o Sporting conseguiu ativar muito bem o corredor através das projeções de Maxi Araújo e Pedro Gonçalves, criando várias oportunidades para visar a baliza de Cezary Miszta. No entanto, no processo defensivo, Pedro Gonçalves revelou algumas dificuldades nos saltos à pressão durante a primeira parte.

Com o Rio Ave organizado defensivamente em 4-2-3-1, Tamble Monteiro surgia sozinho na primeira linha de pressão, enquanto Jalen Blesa se preocupava mais em fechar a linha de passe para Daniel Bragança ou Morita em corredor central. Dessa forma, acredito que os centrais do Sporting poderiam ter conduzido mais bola, até porque conseguiam ultrapassar a primeira linha de pressão com relativa facilidade e criar superioridade a partir do momento em que Gonçalo Inácio ou Ousmane Diomandé recebessem de frente. A partir daí, através da bola longa, explorar defesa subida do Rio Ave e o campo aberto para as movimentações de Luis Suárez, Maxi Araújo e Luís Guilherme.

Falando de Diomandé, é um central de enorme competência e com uma capacidade física tremenda. Contudo, na minha perspetiva, tende por vezes a não acelerar tanto a circulação em fase de construção. Não sendo um jogador com as características de Gonçalo Inácio, penso que pode arriscar mais no passe vertical e ser mais rápido na tomada de decisão. Isto porque o Sporting encontra rapidamente vários elementos pare receber, seja em corredor central, seja na largura, muito devido à mobilidade que Rui Borges coloca na equipa.

Luis Suárez Sportigng x Rio Ave
Fonte: Duarte Rêgo / Bola na Rede

Em alguns momentos, o Sporting procurou colocar Luís Guilherme mais baixo na construção, por vezes em dupla largura com Eduardo Quaresma, enquanto Francisco Trincão aparecia em diagonal no lado direito e arrastava a marcação de Nelson Abbey. Dessa forma, Luís Guilherme foi tendo espaço para transportar bola sozinho, até porque os dois médios do Rio Ave tinham maior dificuldade em fechar a largura devido às distâncias que precisavam de percorrer.

Um dos jogadores do Sporting que mais explorou a linha subida do Rio Ave foi Luis Suárez. O avançado acabou por conquistar uma grande penalidade em campo aberto e converteu ao minuto 35’, restabelecendo a igualdade na partida. Ao minuto 42’, o Sporting passou para a frente do marcador, depois de Gustavo Mancha protagonizar um momento infeliz ao atrasar mal a bola para Cezary Miszta.

Na segunda parte surgiu nova contrariedade para o Rio Ave, que viu Francisco Petrasso ser expulso aos 52 minutos por acumulação de cartões amarelos, deixando os vilacondenses reduzidos a dez unidades. O Sporting aproveitou a superioridade numérica e dilatou a vantagem por intermédio de Francisco Trincão, com um remate colocado aos 67 minutos. Ryan Guilherme também acabou expulso ao minuto 85’ e Geovany Quenda fechou as contas do encontro ao fixar o 4-1 final.

Com este triunfo, e aproveitando o empate do Benfica frente ao Braga, a equipa de Rui Borges voltou a subir ao segundo lugar da Primeira Liga e está novamente dependente de si para garantir os lugares de Champions League. Já o Rio Ave melhorou claramente neste final de época. Depois das saídas de André Luiz e Clayton, poderia esperar-se uma quebra mais acentuada da equipa vilacondense, mas Sotiris Sylaidopoulos tem conseguido tirar proveito das características dos reforços, sobretudo no processo ofensivo.

Rodrigo Lima

Rui Borges Sporting
Fonte: Duarte Rêgo / Bola na Rede

BnR na Conferência de Imprensa

Bola na Rede: O Rio Ave conseguiu várias vezes sair desde trás com qualidade e ligar o jogo nos avançados. Pergunto-lhe que papel tiveram os quatro homens mais adiantados da equipa nesse processo?

Sotiris Sylaidopoulos: Sabíamos que o Sporting, a maior parte das vezes, pressiona HxH. Nesse sentido queríamos colocar os defesas centrais numa posição desconfortável e acho que o conseguimos fazer muito bem com os posicionamentos do Jalen Blesa e do Tamble Monteiro. Nesse sentido, queríamos ter opções como também atacar o espaço com os nossos extremos ou jogar curto, caso os centrais não fossem atraídos. Sinto que estivemos muito bem nessas dinâmicas e o Sporting teve algumas dificuldades na nossa construção. Mas, para mim, se analisarmos os últimos três/quatro jogos, só falta a decisão final ou a chegada para finalizar a ação dentro da área porque temos criado várias oportunidades. Sinto que, na primeira parte, mesmo com o 1-2, a equipa estava muito competitiva, podíamos ter marcado. Isto é o que nós queremos ver na nossa equipa e é como eu quero ver a minha equipa jogar. Quero que a equipa tome riscos mesmo na construção e se analisares o nosso processo e o progresso que temos tido nos últimos meses, estou satisfeito com essa evolução. Mas não posso ficar só satisfeito com as exibições, também preciso de ficar satisfeito com os resultados.

Bola na Rede: Na primeira parte, o Rio Ave procurou explorar o 4×4 e a igualdade numérica com os defesas do Sporting através do jogo direto. Pergunto-lhe de que forma tentou contrariar essa dinâmica, sobretudo quando o Tamble ou o Blesa baixavam no terreno? E pergunto-lhe também se considera que o Sporting poderia ter explorado mais as conduções de bola dos centrais, tendo em conta que o Tamble pressionava sozinho na primeira linha e o Blesa estava mais preocupado em fechar a linha de um dos médios do Sporting.

Rui Borges: Sim, essa última parte, mais do que a condução, nós facilmente quebramos a pressão do Rio Ave e sabíamos que íamos conseguir quebrá-la facilmente. Até pelos nossos dois centrais, pelo guarda-redes, porque eles faziam a pressão a um homem e era facilmente batida nesse sentido. Numa fase inicial do jogo, estávamos a exagerar no jogo interior, mesmo com homens livres. Tínhamos espaço, mas falhámos aqui ou ali alguns passes e não tínhamos essa necessidade. Poderíamos fazer a bola andar a correr mais por corredores e depois sim, atrair dentro, ou atrair dentro e sair fora, porque havia espaço dentro e fora. Numa fase inicial insistimos demasiado no jogo interior e perdemos algumas bolas. Depois, o Rio Ave, em transição, é fortíssimo, nós sabíamos disso e criou-nos algumas transições perigosas. Na primeira parte da tua pergunta, sobre o 4×4, nós sabíamos que íamos bater o 4×4. Nós tentámos ajustar ali a meio da primeira parte e o Morita acaba por ganhar duas ou três bolas nesse sentido, porque nós sabíamos bem o que é que o Rio Ave fazia: ia esticar a primeira bola e, quando a bola do Rio Ave ia direta do redes ou de central para central e nós acionávamos a pressão, os nossos dois médios não precisavam de estar os dois expostos à referência, porque eles não procuravam os médios. Então, um dos médios tinha de estar na cobertura frontal dos centrais, precisamente por isso, pelo aproximar de um avançado, e tínhamos sempre essa superioridade. Numa fase inicial, e por termos sofrido o golo cedo, a equipa ficou ansiosa e queria pressionar as referências e focou-se muito só nas referências, e fomos facilitando nessas coberturas. Ao intervalo, tentámos ajustar e, no início da segunda parte, conseguimos fazer isso, só que depois ficámos logo em superioridade numérica e acabámos por controlar o jogo do início ao fim. Mas era só mais as coberturas dos médios andarem mais nas costas um do outro. O médio do lado contrário à bola vir só à diagonal do outro médio, atrasada, e dava a cobertura frontal. Ajustávamos e isso ajudava muito a linha defensiva e íamos ganhar muitas segundas bolas. Mesmo perdendo o primeiro duelo, ganhávamos o segundo momento. Era um ajustamento simples, mas que demorou a ajustarmos.

Suécia anuncia convocados para o Mundial de 2026: Lagerbielke chamado, Samuel Dahl fica de fora

A seleção da Suécia anunciou a lista oficial de convocados para o Mundial de 2026. O defesa do Braga Gustaf Lagerbielke foi chamado, Samuel Dahl do Benfica ficou de fora.

A seleção da Suécia revelou a lista oficial de convocados para a fase final do Campeonato do Mundo de 2026. Nas escolhas da equipa técnica escandinava, o destaque vai para a inclusão do defesa do Braga Gustaf Lagerbielke, enquanto o benfiquista Samuel Dahl acabou por não fazer parte dos eleitos de Graham Potter e falha a competição.

Entre os nomes mais conhecidos da Liga portuguesa, marcam presença nos convocados o avançado Viktor Gyokeres e o defesa Victor Lindelof, jogadores com passagens marcantes por Sporting e Benfica, respetivamente.

Eis a lista completa de convocados da Suécia:

Guarda-Redes: Viktor Johansson, Kristoffer Nordfeldt e Jacob Widell Zetterström.

Defesas: Hjalmar Ekdal, Gabriel Gudmundsson, Isak Hien, Emil Holm, Gustaf Lagerbielke, Victor Nilsson Lindelof, Eric Smith, Carl Starfelt, Elliot Stroud e Daniel Svensson.

Médios: Lucas Bergvall, Yasin Ayari, Jesper Karlstrom, Mattias Svanberg, Ken Sema e Besfort Zeneli.

Avançados: Taha Ali, Alexander Bernhardsson, Anthony Elanga, Viktor Gyokeres, Alexander Isak, Gustaf Nilsson e Benjamin Nygren.

Imprensa espanhola olha para o momento encarnado: «Incêndio monumental no Benfica de Mourinho»

O Benfica empatou com o Braga no possível adeus de José Mourinho à Luz. Imprensa espanhola olhou para o momento encarnado.

O Benfica empatou com o Braga na 33.ª e penúltima jornada da Primeira Liga. Com o futuro de José Mourinho sob brasas, a imprensa espanhola olhou com especial atenção para a partida, que mereceu destaque no diário Sport.

«Incêndio monumental no Benfica de Mourinho! ‘A partir de segunda-feira poderei falar sobre o meu futuro’», é o título do artigo do jornal espanhol. Podes ler o artigo na íntegra.

Recorde-se que o Benfica desceu ao terceiro lugar com o empate diante do Braga, a uma jornada do fim da Primeira Liga.

Eis alguns excertos da notícia do Sport:

«Não é segredo que o Real Madrid quer José Mourinho. O treinador português tornou-se o grande favorito para relançar um projeto que, no clube branco, consideram morto, desgastado e sem uma figura forte que volte a impor respeito no balneário. A opção de continuar com Álvaro Arbeloa, que quase nada contribuiu para a equipa, não gera consenso e Florentino Pérez tem a certeza de que precisa de mão firme num plantel que requer autoridade imediata. E aí surge «Mou», «The Special One», que acaba de protagonizar um verdadeiro incêndio em Lisboa.

O Benfica viveu uma noite de tensão máxima na Luz. Havia a obrigação de vencer para garantir a Champions, mas o empate a dois frente ao Braga deixou o clube lisboeta à beira de um fracasso colossal. As «águias» vão disputar a última jornada fora dos lugares que dão acesso à fase preliminar da competição rainha, depois de terem sido ultrapassadas pelo Sporting CP na luta pelo segundo lugar.

O empate sabe a catástrofe. O Benfica cai para o terceiro lugar com 77 pontos, dois a menos que o Sporting CP, e perde o controlo do seu destino. Já não basta apenas vencer: tem de somar os três pontos e esperar um tropeço dos «leões». A bancada explodiu contra Rui Costa, presidente do Benfica, enquanto os jogadores se despediam da claque».

Gorby Rafa Silva Benfica Braga
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Arsenal confirma lesão no plantel até ao final da temporada

O Arsenal confirmou que Ben White não vai jogar mais em 2026/27. O defesa internacional inglês sofreu uma lesão grave no joelho.

Ben White vai falhar o resto da temporada pelo Arsenal. O defesa internacional inglês lesionou-se na partida frente ao West Ham e não vai jogar mais em 2026/27:

«Na sequência do jogo de domingo contra o West Ham United, exames posteriores e avaliações de especialistas confirmaram que Ben White sofreu uma lesão grave no ligamento medial do joelho, o que o afastará dos relvados até ao final da presente época. A nossa equipa médica está agora a supervisionar o programa de recuperação e reabilitação de Ben, com todos totalmente empenhados em apoiar o objetivo de Ben estar pronto para o início dos nossos preparativos de pré-época», escreveu o clube londrino em comunicado.

Nesta época, Ben White soma um golo e duas assistências em 30 jogos pelo Arsenal.

Jogo do título: onde ver o PSG x Lens que pode voltar a consagrar vários portugueses na Ligue 1?

Um empate basta ao PSG para se sagrar campeão da Ligue 1. Jogo é a esperança do Lens numa missão praticamente impossível.

O PSG está a apenas um ponto de se sagrar campeão francês. O embate contra o Lens pode decidir o campeonato e basta à equipa de Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos os serviços mínimos para celebrar o título.

O PSG x Lens tem apito inicial marcado para as 20h desta quarta-feira, dia 13 de maio. O duelo tem transmissão televisiva na Sport TV 2.

A duas jornadas do fim, o PSG lidera a classificação da Ligue 1 com 73 pontos. O Lens é segundo com 67 e joga a última possibilidade de chegar ao título.

Lê mais sobre a Ligue 1.

PSG Jogadores
Fonte: Paris Saint-Germain FC

Rúben Dias apontado a clube da Serie A

Rúben Dias foi colocado na rota do Inter Milão. O defesa-central internacional português é visto como uma alternativa para a saída de Alessandro Bastoni.

Rúben Dias está na mira do Inter Milão. Segundo o diário Fichajes, o defesa-central do Manchester City está entre as opções do clube da Serie A para colmatar uma possível saída de Alessandro Bastoni.

O Inter Milão admite a saída do defesa internacional italiano para o Barcelona e está em busca de um novo líder para a sua linha defensiva para a temporada de 2026/27.

Rúben Dias está a cumprir a sua sexta temporada no Manchester City e tem dois golos em 32 jogos.

Onde ver a final da Taça de Itália entre Inter Milão e Lazio?

A Taça de Itália vai ter a final jogada esta quarta-feira. Inter Milão e Lazio disputam mais um título em solo italiano.

A final da Taça de Itália vai colocar Inter Milão e Lazio frente a frente para mais um troféu italiano. Os dois clubes têm encontro marcado no Stadio Olimpico, em Roma.

O Inter Milão x Lazio joga-se a partir das 20h desta quarta-feira, 13 de maio. O duelo tem transmissão televisiva na Sport TV 1.

Recorde-se que o Inter Milão já se sagrou campeão italiano. Os nerazzurri lideram a tabela da Serie A, enquanto a formação romana ocupa o nono lugar, pelo que joga na final da Taça a possibilidade de disputar competições europeias.

Recorda o percurso das duas equipas na prova.