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    Carta Aberta ao único maestro, Roger Federer

    BnR, 23 de setembro de 2022

    Caro Roger Federer,

    Acima de quaisquer palavras, um muito obrigado. Um grande obrigado, por ver-te jogar. Foste alguém que elevou a magia nas quadras durante 24 anos. Quando falamos da nossa querida modalidade, expressamos muito a história dos grandes que elevaram o Ténis, para outros níveis e patamares.

    Sem qualquer dúvida preenches um camarote no Hall Of Fame, pelos melhores motivos. O que fizeste na tua carreira notável, é algo que sem dúvidas é praticamente irrepetível de ser igualada. Foram 20 Grand Slam, 103 títulos ATP, impressionantes 1.526 partidas, como profissional. Dessas 1.526 partidas, converteste em vitórias um total de 1.251 jogos, além de duas medalhas olímpicas, das quais uma foi de ouro, conquistada ao lado do teu excelente colega, Stan Wawrinka.

    Pensarias, aos teus 19 anos que irias ter uma carreira tão extraordinária como a que tiveste? Provavelmente não, mas todo o esforço, a coragem, a perseverança, e a determinação de miúdo, que cresceu em Basileia, conseguiu hoje, elevar-se a um «Gladiador dos Courts». Hoje, aos teus 41 anos de idade, ficarás sempre marcado no Top 3, dos melhores de todos os tempos. O legado que deixas, marcou, marca e para sempre marcará milhares, senão milhões de jovens em todo o mundo que inspiram ser um dia um grande jogador, como tu foste. ´

    Agradecemos também a todos/as aqueles/as que sempre te apoiaram, nesta jornada tão fabulosa. Todos os teus treinadores, fãs, amigos, familiares, patrocinadores e mais alguns, mas em sobretudo aos teus adversários. Sempre te trataram com o maior respeito, procurando o teu melhor como pessoa, como atleta. Travaram contigo grandes batalhas e sempre te viram, como o adversário expoente da nossa incrível modalidade. De exemplos, há alguns muito especiais. Novak Djokovic, Andy Murray, Rafael Nadal, entre outros.

    É precisamente com o Rafa, que vais marcar a tua despedida do court, profissionalmente. Tiveste uma das rivalidades mais especiais com ele. Foi especial porque não foi uma rivalidade só da modalidade, mas sim de todo o desporto. É uma despedida muito especial, pois a dupla «Fedal» vai poder juntar-se nesta última jornada, sendo um jogo de dimensão universal e inesquecível. De memória, é nostálgico recordar jogos que já aconteceram entre vocês. A Final Masculina, no Open da Austrália em 2017. Vocês vinham de lesões, em processo de recuperação, e mesmo assim conseguiram criar uma absoluta obra de arte, naquela tão brilhante final de cinco sets, que ficará na História da competição, para todo o sempre.

    Pessoalmente, não consigo deixar de pensar de um momento, numa linha temporal muito específica. A conquista do teu Roland Garros, em 2009. Nesse ano, tinha oito anos de idade. Até hoje, na minha cabeça relembro-me da ball toss, de conectares o serviço e vencer o match point. Após aquele momento emotivo, bastante lindo, conseguiste que um miúdo sentisse a pele toda arrepiada, ao sentir toda a emoção de uma vitória, que para mim foi a mais única e especial, na tua carreira.

    As palavras de milhões, estão aqui expressas nesta carta. Obrigado por ver-te jogar, por vibrar contigo. O mundo do ténis ama-te, para sempre te amará, e nunca será um adeus.

    Com toda a admiração do mundo,

    Vítor Vieira

    Foto de Capa: ATP Tour

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    Vítor Vieira
    Vítor Vieira
    O Vítor tem 21 anos e é natural de Santa Maria da Feira. Estuda Comunicação Social em Coimbra. Colabora com o Bola na Rede para partilhar as suas ideias e opiniões, enquanto adquire experiência profissional. Gosta de Ténis, mas o seu desporto de eleição é o futebol. Com o seu FC Porto sempre no seu coração, escreve os artigos sempre com a mesma paixão.
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