Carta aberta a Alfredo Quintana

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Alfredo Quintana Bravo chegou a Portugal em 2010 para representar e defender a baliza do FC Porto. Quatro anos depois, o guardião nascido em Havana, no ano de 1988, estreou-se pelas cores da seleção nacional portuguesa, tornando-se um dos pilares dos “Heróis do Mar”, uma das melhores gerações da história do Andebol nacional.

O gigante da Invicta é, atualmente, um dos melhores do mundo na sua posição. Intransponível aos seis metros e com reflexos felinos perante os seus adversários, Quintana tornou-se uma referência para os jovens guarda-redes em Portugal, que olham para ele como um ídolo e um modelo a seguir.

Ao longo dos últimos dez anos, Quintana venceu tudo o que havia para vencer, e gravou o seu nome na história do andebol azul-e-branco. Com seis campeonatos, uma Taça de Portugal, três Supertaças e um terceiro lugar na EHF Cup em 2019, são poucos os jogadores ainda em atividade que se podem gabar de ter um currículo mais preenchido.

Segundo o portal ZeroZero, foram 431 jogos de dragão ao peito, aos quais se podem adicionar 66 ao serviço de Portugal. Penso não estar a exagerar se disser que foi dos melhores em campo em mais de 90% dessas partidas.

Contudo, Alfredo Quintana é um dos poucos jogadores que transcendem o clube e se tornam respeitados por colegas e adversários da mesma forma. Ainda que seja uma das figuras do FC Porto, as demonstrações de apoio por parte de adeptos de todos os clubes demonstram que se trata de um atleta adorado e respeitado de uma forma muito única.

Lembro-me da primeira vez que falei com Quintana. No alto dos meus 16 anos, a única coisa que lhe consegui perguntar foi quanto calçava – se não me engano, acho que a resposta foi o 47/48. Depois desse momento, já tive o privilégio de estar presente em algumas conferências de imprensa e a sua personalidade manteve-se igual: uma pessoa sempre brincalhona, sem papas na língua e que abraçou o país e a cidade que representa desde 2010.

Não será fácil, mas desejo, tal como o Pedro, ter a possibilidade de o voltar a ver dentro de campo, a defender uma bola que parece impossível e a dizer “calma, eu estou aqui”. Está na hora de mais uma defesa que só tu consegues fazer.

Leonardo Bordonhos

Redação BnR
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