cartaaberta

Caro Pedro Sousa,

Antes de mais, dizer-lhe que, depois de Jorge Perestrelo e de Hélder Conduto, é para mim, sem sombra de dúvidas, um prazer ouvir as suas narrações. Acontece que, estranhamente, na passada terça-feira, no canal no qual é comendador assíduo, pôs em causa os meus conterrâneos. Quem me conhece sabe o quão defensor sou de Cristiano Ronaldo. Quem comigo priva, sabe como prezo muito os investimentos que CR7 tem vindo a fazer nesta ilha. Quem comigo lida, sabe também que me refiro várias vezes – sobretudo a estrangeiros – do quão boa pessoa Cristiano Ronaldo é; infelizmente, também a Madeira está poluída de mentes sujas e de gente sem escrúpulos. Na passada terça-feira de madrugada, alguém – não se sabe quem – decidiu vandalizar a estátua de “São Cristiano”, escrevendo o nome do seu maior rival.

Lamentavelmente, Pedro Sousa colocou em causa os meus conterranêos. “Acho estranho que isto aconteça na sua terra natal, ainda mais quando se sabe que ele tem estado muito ligado à Madeira. Nunca escondeu e sempre se assume como madeirense. Isto é uma tremenda ingratidão.”

Por ter acontecido na Madeira tem de ter sido feito por madeirenses?

Por se ser madeirense tem de se gostar de CR7?

Não quero entrar em caminhos pelos quais Pedro Sousa entrou, mas deixo apenas duas notas:

1) Nessa noite, no Porto do Funchal estavam atracados dois navios de cruzeiros alemães.

2) Na mesma noite, assim como nas duas noites anteriores, vândalos de uma claque ligada a um clube de futebol – não são adeptos aqueles que provocam distúrbios por puro prazer – andaram a pintar algumas das ruas da cidade; curiosamente, mensagens escritas com a mesma côr com as quais a estátua de Ronaldo foi vandalizada.

Tenho dito!

Foto de Capa: Facebook de Pedro Sousa

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