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Força da Tática: Temporizar para melhor transitar – o exemplo FC Bayern Munique

Diogo Coelho · 2 min

Força da Tática: Temporizar para melhor transitar – o exemplo FC Bayern Munique
Foto: Bundesliga

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Atualmente tende-se a confundir o jogar bem com rasgos de maior espetacularidade ou criatividade de um determinado jogador. Noutro artigo tinha referido que o melhor jogador é aquele que tem uma maior percentagem de ações bem-sucedidas. Do que vale ter uma ação de maior relevo esteticamente, se nas ações seguintes o jogador coleciona erros atrás de erros?

Claro que essas ações de inspiração pura também são importantes e podem resolver um jogo, mas o acerto consecutivo oferece uma maior estabilidade em termos defensivos e ofensivos. O jogador diferenciado é aquele que tem uma regularidade de boas decisões maior que os restantes, que pensa e lê o jogo para depois executar melhor, que percebe o momento do jogo e sabe agir consoante o mesmo.

Associa-se o termo transição a aceleração e a uma chegada rápida à baliza adversária. Isto acontece quando existem condições ótimas para atacar de forma célere, face aos espaços e desposicionamentos que o adversário oferece e ao tempo que demoraria a reocupar os mesmos.

Apesar disso, é comum o adversário preparar-se para uma eventual perda de bola e conseguir reorganizar-se rapidamente. Neste caso, cabe à equipa saber temporizar, tomar as melhores decisões de acordo com as possibilidades em cada circunstância e até poder entrar em ataque posicional.

Dado que a transição ofensiva é o momento do jogo onde o termo erro é mais frequente, o não perder a posse durante a transição é essencial, não só numa ótica ofensiva (se perder a posse a equipa não conseguirá marcar golo), mas também defensivamente falando (porque a equipa terá maiores possibilidades de estar desorganizada nesse momento). Por outro lado, uma possível perda de posse afeta também o lado físico e emocional dos jogadores, que se veem obrigados a correr metros afio para a frente e para trás.

A temporização é um termo importantíssimo na hora em que não existe a possibilidade de transitar de forma célere. Uma pequena pausa permite ao jogador com bola perceber, pensar e executar com maior eficiência, e aos restantes jogadores terem tempo para se organizar de maneira a ferir o adversário.

Um exemplo prático da situação de que falamos passou-se no jogo entre Bayer 04 Leverkusen e FC Bayern Munique, num golo de Leon Goretzka. Reparem na forma como o Bayern transita com 4 jogadores como referência de transição: temporização de Lewandowski, variação de flanco, superioridade numérica, caminhos fechados e entrada em ataque posicional, passe vertical do central para espaço entrelinhas, triangulação com apoio frontal e dinâmica de terceiro homem, e golo!

Artigo revisto por Joana Mendes
Diogo Coelho

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