Publicidade

Força da Tática: Um Voltaren para Dzeko

João Mateus · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

No regresso da “nossa” amada Liga dos Campeões (UCL), Sérgio Conceição voltou a Roma, agora como treinador, para enfrentar a armada Giallorossi. O confronto entre AS Roma e FC Porto é talvez o jogo mais equilibrado, e com desfecho mais imprevisível, destes oitavos de final da Liga dos Campeões.

Neste primeiro embate, Eusebio Di Francesco e Sérgio Conceição tinham algumas ausências nas suas equipas, em especial do lado azul e branco. Under e Olsen (apesar de estar no banco) eram cartas fora do baralho italiano, mas as ausências de Marega e Corona prometiam ter um maior impacto (e cumpriram) na armada portista.

Essas ausências contribuíram para acentuar mais o equilíbrio entre ambas as formações. Assim, em dois conjuntos que tiveram uma grande dificuldade em se impor através da posse de bola (até aí ouve equilíbrio), o que faz a diferença?

A qualidade individual. Emergiu, novamente, Dzeko.

Claro, Zaniolo marcou os dois golos e realizou uma exibição excelente, mas o impacto que o bósnio tem, época atrás de época, na equipa Giallorossi é decisivo. Foi na última edição da UCL e promete voltar a ser.

Equipas Iniciais

Roma, em 4-2-3-1 I Mirante – Florenzi, Manolas, Fazio, Kolarov – Cristante, De Rossi – Zaniolo, Pellegrini, El Shaarawy – Dzeko.

Porto, em 4-4-2 I Casillas – Eder Militão, Pepe, Felipe, Telles –Otávio, Herrera, Danilo Pereira, Brahimi – Soares e Fernando Andrade.

Roma incapaz de impor a sua superioridade numérica na saída de bola

Assim que o árbitro da partida apitou para o início do jogo, saltou à vista a incapacidade da equipa romana materializar a superioridade numérica que tinha na sua primeira fase de construção.

Com vemos no vídeo em baixo, a própria estrutura italiana, em posse, não facilitava a progressão. A circulação que já era lenta (pelos intervenientes), tornava-se ainda mais previsível pelo espaçamento entre os jogadores. Com bola, quanto mais previsível é o jogo, menos eficaz é.

O Porto sabia perfeitamente qual era o objetivo da Roma na construção e aproveitou a previsibilidade adversária para o impedir. Esse objetivo era fazer a bola chegar a Zaniolo-Pellegrini, posicionados nas costas dos médios portistas (em baixo).

Fonte: BT Sport

Zaniolo e Pellegrini esperavam, mas os colegas eram incapazes de impor a vantagem numérica que tinha na saída.

Fonte: BT Sport

Faltou veneno a este Dragão

A partida jogou-se a um ritmo lento, particularmente pela já mencionada incapacidade de ambas equipas agredirem o seu adversário, através da posse de bola. Esta “falta de veneno” foi muito evidente no Porto.

Sem Corona e Marega, recaía sobre Brahimi a responsabilidade de agredir. O argelino teve os seus momentos, recebendo no espaço entre o corredor central e a ala, ou embalando desde trás, conseguindo conquistar um ou outro canto, mas apenas iniciativas que não faziam o Olímpico suster a respiração.

Assim, como se percebe pelo vídeo, foi um Porto inofensivo pela incapacidade de mudar o ritmo. Essas mudanças eram fundamentais para ultrapassar a estrutura sólida romana, que não pressionava quando perdia a bola, mas procurava sim baixar rapidamente para o seu meio-campo para defender (como vemos no vídeo em cima, quando Brahimi arranca).

Dzeko, outra vez? O homem deve ter as costas destruídas.

Não vou colocar nenhum clip das intervenções de Dzeko, porque vídeos de 40 minutos são demasiado “pesados”.

Pode não ter a atenção mediática de outros #9, mas é um monstro. Móvel, associativo, dominante, esteve em todo o campo, jogou e fez jogar (e muito). Não contente com a companhia de Felipe e Pepe, flutuava para a direita para se impor a Militão, e baixava para junto de Danilo para receber de costas e permitir à equipa sair em transições.

Intervenções com bola de Dzeko no jogo:

Fonte: WhoScored.com

A Roma venceu porque conseguiu ter em Dzeko a resposta que precisava às dificuldades que mostrei no início, em se impor com bola. O Porto, sem Marega e Corona, não tinha essas respostas.

“Vemo-nos” no Estádio do Dragão!

Foto de Capa: AS Roma

João Mateus

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.