Andreas Samaris é um jogador à SL Benfica. Chegou à Luz em 2014, proveniente do Olympiacos FC, por uma verba a rondar os dez milhões de euros e depressa se tornou numa figura importante no universo encarnado.

Em apenas seis meses, tornou-se num dos jogadores mais queridos pelos adeptos, ao demonstrar uma enorme capacidade para aprender a língua de Camões, assim como uma grande vontade de mergulhar na cultura deste nosso pequeno país à beira mar plantado. E se fora de campo ia ganhando pontos junto dos benfiquistas, dentro de campo as coisas corriam-lhe igualmente bem.

Na sua época de estreia em Portugal somou 37 jogos ao serviço das “águias”, assumindo-se como o patrão do meio campo do SL Benfica bicampeão de Jorge Jesus.

No entanto, a situação do grego iria mudar drasticamente nas épocas seguintes. Com a entrada de Rui Vitória, o internacional helénico perdeu espaço no plano de jogo dos encarnados, sendo relegado para um papel secundário. Durante as três épocas e meia de Rui Vitória ao serviço do SL Benfica, Andreas somou apenas 5794 minutos de competição.

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Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Apesar de não ser uma aposta regular para o técnico ribatejano, Samaris nunca perdeu o empenho e a sua atitude foi sempre elogiada pelos restantes colegas de equipa, tornando-se numa referência quer para os colegas, quer para os adeptos. Com a entrada de Bruno Lage na equipa, o grego ganhou um novo fôlego e, aos poucos, foi conquistando um lugar no onze encarnado, tendo sido uma peça fundamental para a conquista do 37º campeonato nacional, na temporada passada.

Na presente época, e após desperdiçar uma vantagem de sete pontos para o FC Porto, o grego voltou a mostrar a sua importância no núcleo das “águias”. Depois de não ser utilizado com regularidade na primeira metade da temporada, Bruno Lage chamou Samaris para as últimas partidas, numa tentativa de estabilizar o setor intermediário da equipa.

Apesar de não envergar a braçadeira de capitão, Andreas Samaris é uma das principais vozes de comando do SL Benfica. Numa altura em que o campeonato vai recomeçar, após dois meses de interrupção, devido à pandemia de COVID-19, a liderança do internacional helvético poderá ser fulcral para que as “águias” alcancem o 38º campeonato nacional e, porventura, a 27ª Taça de Portugal da sua história.

 

Artigo revisto por Joana Mendes