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O texto que se segue é uma pequena e simplória homenagem ao senhor que me fez apaixonar pela posição de guarda-redes, onde jogo há mais de dez anos.

Hugo Leandro Costa Figueira nasceu no Montijo há 38 anos. Começou por jogar Andebol no clube da sua terra, o “Palmeiras”, com o irmão mais velho em 1989. Devido à falta de força no remate, Hugo pediu ao seu treinador para ir para a baliza, uma decisão que iria mudar a sua vida e a do Andebol Nacional. Em 1992/1993, após conquistas do campeonato distrital de Setúbal em Infantis e Iniciados ingressou nos juvenis do Grupo Académico de Juventude de Alcochete, onde foi chamado pela primeira vez à Seleção Nacional do seu escalão. Um ano depois ingressaria no Sporting CP onde se formou até ao escalão sénior. Em 1995 conquistou uma medalha de bronze no Mundial de Juniores na Argentina.

Durante dois anos esteve emprestado no Maia e no Gaia, acabando por se transferir para o FC Porto, onde conquistou os primeiros títulos da sua carreira. Representou os azuis e brancos por três anos onde as suas exibições chamaram a atenção no país vizinho, que tem uma das melhores ligas de Andebol, a Liga Asobal. Em Espanha representou o Algeciras e o Villa de Aranda. Figueira só regressaria em Portugal em 2007/2008 para defender a baliza de o CF “Os Belenenses”. Foi nesta altura que começou a ganhar espaço de destaque na Seleção Nacional. Coincidentemente foi nessa altura que eu ingressei no Andebol e comecei a ver os jogos da Seleção, onde fiquei espantado pela qualidade do guarda-redes que parecia elástico. Na época seguinte voltou a norte, para o ABC de Braga.

A excelência de Hugo Figueira é a prova que “velhos são os trapos” Fonte: Carlos Santana
A excelência de Hugo Figueira é a prova que “velhos são os trapos”
Fonte: Carlos Santana

Finalmente, em 2010/2011 voltou ao Sporting CP onde fez a sua primeira época como sénior apesar de ter sido formado no clube. Nessa mudança esteve também envolvido Humberto Gomes, que também continua a fazer maravilhas no ABC. Passadas três épocas voltou à Maia, mas apenas lá esteve meia época, tendo assinado nesse mesmo ano pelo SL Benfica. Nessa altura já tinha perdido um pouco o contacto com a carreira de Hugo Figueira, mas foi um sonho tornado realidade ver um ídolo representar as cores do clube do meu coração.

Um dos objetivos da altura era recuperar o título de campeão nacional, mas quatro anos volvidos Hugo Figueira ainda não conseguiu concretizá-lo. No entanto, o guarda-redes que passou pelos maiores rivais do SL Benfica é completamente amado pelos adeptos. A raça, o querer, a ambição que deixa em campo aos 38 anos é contagiante. Poucos sentem e percebem a grandeza do Glorioso como o Hugo faz. Os seus níveis exibicionais têm estado em alta até conseguido regressar à Seleção Nacional. É gratificante ver esta segunda juventude deste grande ser humano…. Certamente não durará para sempre, mas enquanto durar estarei cá para apreciar e me deliciar com este ídolo.

Foto de Capa: Ricardo Rosado – Fotografia

artigo revisto por: Ana Ferreira

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