Raul Alarcon conquistou este domingo em Fafe a Volta a Portugal em Bicicleta Santander pelo segundo ano consecutivo, expendendo para seis temporadas o domínio da estrutura agora denominada W52/FC Porto. No entanto, em desportos de equipa, raramente se vence sozinho e, mais uma vez, houve um ciclista que se destacou como fundamental para mais este triunfo, Ricardo Mestre.

O ciclista algarvio voltou a fazer uma Volta de qualidade, sendo o mais fiável dos gregários de Alarcon durante as duas semanas da Grandíssima. Enquanto António Carvalho e João Rodrigues apareceram melhor em certas alturas da prova, nenhum teve a regularidade de Mestre. E, mesmo despendendo bastante energia na cabeça do pelotão, ora a proteger o seu líder, ora a impor ritmos para massacrar os adversários, terminou nos dez primeiros em várias etapas e foi oitavo na Geral final.

O que mais impressiona nessa facilidade em que se sacrifica para os outros é que ele próprio já venceu a Volta a Portugal. Outras demonstrações da sua qualidade são as duas vitórias no GP Joaquim Agostinho, a etapa conquistada este ano numa etapa da Vuelta Asturias e a sua passagem pelo World Tour, em especial a combatividade com que se destacou no Giro 2013. E, ainda assim, para mim, o que mais o distingue começam a ser as várias Voltas que deu a ganhar aos companheiros.

O sorriso é uma das imagens de marca do algarvio
Fonte: José Baptista/Bola na Rede

É fácil dizer que, tanto na W52 como no Tavira, estava incluído na mais forte equipa nacional e que, por isso, lhe era mais fácil estar presente nesses triunfos. Mas, o que realmente é preciso dizer é que essas equipas são muito mais fortes com a sua presença e, acima de tudo, seriam-no muito menos se tivessem Ricardo Mestre contra elas.

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A juntar a tudo isto, há uma atitude irrepreensível fora da estrada. Se ao algarvio nunca ninguém parece ter nada a apontar, dá até gosto ver o sorriso com que sempre brinda todos à sua passagem.

Foto de Capa: José Baptista/Bola na Rede