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O Passado Também Chuta – Romário

Jorge Faria Sousa · 3 min

A década de 90 foi um periodo histórico com uma grande densidade de jogadores com um talento excepcional e que aqui compilamos em cinco.
Foto: FIFA

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Romário foi um dos melhores avançados do futebol mundial, com mais 700 golos marcados em jogos oficiais. Ao serviço da seleçção brasileira, colocou a bola nas redes adversárias por 55 vezes, tendo uma média superior de golos / jogo do que Pelé e Ronaldo. O “baixinho” recebeu o FIFA Ballon d’Or em 1994.

O avançado brasileiro iniciou o seu trajeto no futebol, ao serviço do modesto Olaria, até que em 1981 ingressou nas escolas do Vasco da Gama. No histórico clube de Rio de Janeiro, estreou-se na equipa principal aos 19 anos, tendo somado na sua primeira passagem pelo vasco 141 jogos e 80 golos apontados.

As boas exibições de Romário no Vasco, valeram-lhe o salto para o futebol europeu. Na época 89/90 transferiu-se para o PSV Eindhoven, onde permaneceu durante cinco temporadas. Com a camisola do PSV impressionou a Europa, conquistou três campeonatos, duas KNVB Beker e uma Johan Cruijff Schaal. Nesse período foi por três vezes o melhor marcados do campeonato holandês, com números expressivos, 129 golos em 145 jogos disputados.

No verão de 1993, Romário voltou a protagonizar uma transferência sonante. O FC Barcelona adquiriu o passe do avançado brasileiro ao PSV, por uma verba a rondar os 12 M€. Na sua primeira época, sob a liderança de Johan Cruyff, conquistou a La Liga, sendo o melhor marcador com 30 golos e chegou à final da Liga dos Campeões. No entanto, na “champions” o Barça foi goleado pelo AC Milan treinado por Fabio Capello. Na temporada seguinte, no mercado de Inverno, Romário regressava ao Brasil para vestir a camisola do Flamengo.

No Clube Regatas Flamengo voltou a ser determinante, tendo uma ligação que se prolongou até 1999. Durante esse período, ainda regressou à Europa, mas sem sucesso, sendo pouco utilizado ao serviço dos espanhóis do Valencia. No “mengão” somou 209 jogos e 184 golos marcados. No ano 2000 acabou por regressar ao seu Vasco, com 34 anos, a tempo de se tornar a grande figura da equipa.

Entre as temporadas que serviu o Flamengo e o Vasco da Gama, conquistou duas vezes a Copa Mercosul, a Copa de Ouro Nicolás Leoz e um campeonato brasileiro. Em 2002, saiu do Vasco para rumar ao rival Fluminense, onde esteve até 2004, seguiu-se a  aventura no AL-Sadd, onde venceu a Taça do Qatar. Voltava ao Vasco em 2005, com duas aventuras pelo meio nos EUA ao serviço do FL Strikers e no futebol australiano onde vestiu a camisola do Adelaide United.

No ano de 2007, regressa ao Vasco da Gama pela terceira vez, com 41 anos. Nessa temporada, ainda apontou os seus últimos golos da carreira, 15 golos em 19 jogos. Dois anos depois, ainda ingressou no América-RJ e disputou apenas uma partida, marcando o fim de uma longa carreira, de golos e vitórias.

Romário brilhou ao mais alto nível ao serviço da seleção, contabilizando 70 jogos e 55 golos marcados. Com a camisola canarinha conquistou o Mundial 94 nos EUA, sendo o melhor marcador com cinco golos na competição. Na final, o Brasil venceu a Itáilia nas grandes penalidades, após um nulo nos 120 minutos. No seu trajeto na seleção conquistou duas edições da Copa América em 1989 e 1997 e ainda a Taça das Confederações em 1997, com um hat-trick na final diante da Austrália.

O ex-jogador brasileiro atingiu a marca redonda dos 1000 golos ao serviço do Vasco da Gama já com 41 anos, embora esta não seja uma contagem oficiosa, porque a marca dos 1000 golos contabiliza jogos não oficiais e das camadas jovens.

Romário foi definitivamente um dos melhores avançados de sempre do futebol mundial. Para sempre ficarão os golos, os títulos na memória dos adeptos. No entanto, a sua carreira foi também marcada por vários problemas fora do relvado. Vale a pena questionar, o que poderia ter sido de diferente a carreira deste genial “baixinho”.

Jorge Faria Sousa

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