Na nova geração de ciclistas a aparecer em Portugal, Daniel Dias é um dos homens que tem enchido o olho aos apreciadores da modalidade. Tanto que os bons resultados e exibições na primeira época como Sub23 ao serviço da Sicasal levaram-no a rumar ao estrangeiro para 2021, assinando pela UC Monaco.

Já nos juniores o ciclista de Gaia mostrava talento, era presença assídua na seleção nacional e o líder da barcelense Seissa, equipa habituada a lançar jovens de qualidade para o pelotão nacional. Assim, não surpreendeu que acabasse na principal equipa Sub23 do país, a Sicasal – Miticar – Torres Vedras.

Como líder da Taça de Portugal de juniores
Fonte: Bola na Rede

O que já não se estava tanto à espera era que, logo no primeiro ano, se assumisse como uma das principais figuras do conjunto da terra de Joaquim Agostinho, mas foi exatamente isso que aconteceu. Ainda que a pandemia tenha encurtado a temporada, Daniel Dias não teve escassez de oportunidades para se dar a conhecer com os principais sucessos a surgirem com o triunfo em Sub23 na Prova de Reabertura e a prata nos Nacionais de crono em Sub23.

O esforço individual é mesmo a sua principal arma e já mostra ter andamento para se intrometer entre os Elites nesta especialidade. Num país em que a modalidade foi descurada durante bastante tempo, uma nova geração de homens com talento no crono está a mudar essa tradição e Dias, em conjunto com Fábio Fernandes, que se junta este ano à Efapel, são os mais recentes a ter em conta.

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Mas, não se fica por aqui o arsenal de Dias. Como seria de esperar para um croner, tem grande capacidade a rolar no plano, mas também as colinas não são grande obstáculo e passa-as sem dificuldade, conjunto de características que lhe permite ser alguém a ter muito em conta em provas de um dia, bem como em algumas competições por etapas. Para voltas mais duras, só o tempo dirá como evoluirá na alta montanha e, com isso, que papel poderá desempenhar nessas corridas.

Um ciclista polivalente com grande motor, Daniel Dias tem futuro na modalidade e até onde pode chegar dependerá também muito das escolhas que fizer. Se no seu horizonte estiver um regresso “a casa”, tudo tem para, em poucos anos, se afirmar como um dos mais fortes do pelotão nacional e ser nome habitual nos primeiros postos durante toda a época.

Se, por outro lado, o seu desejo for explorar a cena internacional, vejo nele potencial para ser um valioso gregário no World Tour. Fazendo uma comparação, escolheria Dries Devenyns, o fiável faz-tudo da Deceuninck – QuickStep, como um atleta de características semelhantes.

Foto de Capa: Bola na Rede

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