Se há cerca de um ano atrás o nome “Camavinga” não era reconhecido pela generalidade dos adeptos de futebol, hoje o cenário é bastante diferente! Eduardo, de seu nome próprio, tem 17 anos de idade (sim, só) e é a maior promessa de todo o futebol africano na atualidade.

Nascido em Angola, mudou-se para França com apenas um ano, onde descobriu a paixão pelo futebol. Aos cinco anos, começou a jogar no Drapeau Fougères, clube onde foi “pescado” pelo Stade Rennais, em 2013. Desde então que atua no clube da Bretanha, onde teve uma ascensão meteórica durante a temporada passada. No espaço de nove meses, passou da equipa de sub17 ao plantel principal, onde se estreou em abril de 2019. Cerca de um mês depois do primeiro jogo, já era titular na formação de Julien Stéphan e com papel de destaque.

A temporada atual, até ao momento da paragem forçada, estava a ser a de afirmação do centrocampista ainda adolescente. Com já 35 jogos disputados em cinco competições diferentes, Camavinga apontou o seu primeiro golo como profissional na Liga Francesa, ao dar a vitória à sua equipa no terreno do Lyon. Todavia, não é pela capacidade finalizadora (que nem é das suas características mais desenvolvidas) que tem chamado a atenção do mundo do futebol. Em campo, o médio canhoto faz-se notar através da brilhante leitura do jogo que consegue fazer em poucos segundos, a que alia a extraordinária capacidade de passe que demonstra em todas as partidas.

A capacidade de passe do jovem franco-angolano é foco de atração em todos os encontros que disputa
Fonte: Stade Rennais FC

Em tão tenra idade e com exibições tão convincentes, tem sido apontado a vários gigantes do futebol mundial, naturalmente. Apesar de ter renovado com o Rennes no verão de 2019, prolongando o vínculo até 2022, o jovem médio tem sido fortemente ligado a uma transferência para o Real Madrid, como alternativa direta a Casemiro. Também esteve durante vários meses relacionado com o Barcelona, mas os alegados 50 milhões de euros que o Rennes pretende conseguir com a venda do seu passe fizeram o clube “blaugrana” sair de cena.

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A nível de seleções, Eduardo Camavinga tem o futuro em aberto. Detentor de dupla nacionalidade, francesa e angolana, é já internacional sub21 pelos “gauleses”, mas não está ainda comprometido com nenhuma das duas nações. Se o seu crescimento continuar como até agora e chegar ao patamar que se prevê, o mais natural é que seja internacional por França. No entanto, caso o seu lado emocional esteja “preso” a Angola, tal fator pode jogar a favor dos “palancas negras”, pelo que a sua carreira nos palcos internacionais permanece uma incógnita.

O futuro prevê-se brilhante para o jovem atleta, que é ainda um “diamante em bruto”. Uma possível ida para o Real Madrid poderia ser bastante benéfica para o crescimento de Camavinga, uma vez que estaria a crescer junto de vários dos melhores jogadores do mundo e, com companheiros e treinadores franceses, a adaptação seria facilitada. Ainda assim, caso não se transfira para Espanha, não deve ser aguentado pelo Rennes por muito mais tempo. A sua qualidade é inegável e, caso tudo corra pelo melhor, estamos perante um dos melhores talentos da sua geração. 

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