Olheiro BnR – Iuri Medeiros

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Um dos jogadores que se arrisca a ser uma das agradáveis surpresas desta segunda metade da Primeira Liga é o jovem atacante Iuri Medeiros, futebolista que o Sporting acaba de emprestar ao Arouca, para que possa prosseguir o seu trajecto evolutivo num patamar competitivo superior àquele que vinha encontrando na Segunda Liga.

Trata-se de um jogador nascido a 10 de Julho de 1994, na Horta, arquipélago dos Açores, mas que cedo chegou às camadas jovens do Sporting, onde foi progredindo desde os infantis, apresentando sempre um enorme talento individual e a promessa de poder vir a ser uma enorme mais-valia futura para o emblema verde-e-branco.

Nos seniores desde os 18 anos

Aliás, foi mesmo sem grande surpresa que Iuri Medeiros chegou ao futebol sénior logo em 2012/13, pouco depois de ter feito 18 anos, tendo somado dez jogos nessa temporada ao serviço da equipa B do Sporting (então treinada por José Dominguez).

Ainda assim, foi a partir da temporada seguinte, já sob o comando de Abel Ferreira, que o atacante começou a ganhar maior preponderância na equipa secundária verde-e-branca, somando um total de 39 jogos e 10 golos, a que se seguiram mais 18 jogos e 2 golos na primeira metade da actual campanha.

Perante este já longo período de tempo no Sporting B e no menos exigente patamar competitivo da Segunda Liga, não surpreendeu que Iuri Medeiros acabasse emprestado a um clube da Primeira Liga nesta reabertura de mercado, isto numa decisão que, na minha opinião, peca por surgir com seis meses de atraso, uma vez que estava claro que o jovem internacional sub-21 português já devia ter dado esse salto no último Verão.

Extremo ou médio-ofensivo com grande talento individual

Falar de Iuri Medeiros é falar de uma grande promessa do Sporting, sendo que, em termos de talento puro, estamos inclusivamente perante um jogador que está acima de futebolistas que já deram o salto definitivo para o plantel principal, como Carlos Mané, ou outros que têm merecido mais oportunidades do que o próprio açoriano, como é o caso de Ricardo Esgaio.

Rápido, explosivo, com visão de jogo e um pé esquerdo fantástico, Iuri Medeiros é muito perigoso a actuar a partir do flanco canhoto, como extremo, uma vez que, nessa posição, o internacional sub-21 português consegue tanto procurar a linha, num contexto mais puro de um ala, como flectir inúmeras vezes para o centro, onde a sua capacidade técnica faz estragos, seja ao nível de um desequilíbrio individual, através de um passe de rotura ou aplicando um remate de meia distância.

Ainda assim, nos últimos tempos, no Sporting B, o jovem de 20 anos vinha actuando com maior regularidade na posição de médio-ofensivo central (vulgo “dez”), onde também consegue deixar claramente a marca das suas qualidades, ainda que de uma forma menos explosiva e mais cerebral.

Precisa de mais intensidade e consistência exibicional

Certo, de qualquer maneira, é que há ainda algumas arestas para limar em Iuri Medeiros. Precisa, nomeadamente, de ganhar um pouco mais de intensidade de jogo e de tornar-se mais consistente nas suas actuações.

Nesse âmbito, o salto para o Arouca e para uma realidade competitiva mais exigente e desafiadora, como é a da Primeira Liga, poderá ser decisiva nessa necessária evolução do jovem talento leonino.

Aliás, basta perceber o que sucedeu na temporada transacta com João Mário, que, depois de parecer algo estagnado na equipa B dos leões, soube aproveitar os seis meses de empréstimo ao Vitória de Setúbal para regressar ao Sporting pela porta grande. Será esse, afinal, o desafio para Iuri Medeiros.

Foto de Capa: Página de Facebook do Sporting CP

Ricardo Figueiredo
Ricardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
Sportinguista sofredor desde que se conhece, a verdade é que isso nunca garantiu grande facciosismo, sendo que não tem qualquer problema em criticar o seu clube quando é caso disso, às vezes até com maior afinco do que com os rivais. A principal paixão, aliás, sempre foi o futebol no seu contexto mais generalizado, acabando por ser sintomático que tenha começado a ler jornais desportivos logo que aprendeu a ler. Quanto ao ídolo de infância, esse será e corre o risco o de ser sempre o Krassimir Balakov, internacional búlgaro que lhe ofereceu a alcunha de “Bala” até hoje. Ricardo admite que ser jornalista desportivo foi um sonho de miúdo que conseguiu concretizar e o que mais o estimula na área passa pela análise de jogos e jogadores, nomeadamente os que ainda estão no futebol de formação ou naqueles campeonatos menos mediáticos e que pensa sempre que ninguém vê como o japonês, sul-coreano ou israelita..                                                                                                                                                 O Ricardo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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