Mohamed Lamine Diaby chegou a Portugal para representar o Sport Comércio e Salgueiros, mas acabaria por acompanhar o então treinador da formação portuense, Rui Amorim, aquando da sua mudança para o CD Santa Clara.

Ora, o conjunto açoriano, que na altura competia na Segunda Liga, vivenciava alguma instabilidade, derivada das várias mudanças técnicas que se sucederam num (bastante) curto espaço de tempo (Rui Amorim era já o terceiro treinador da equipa, e ainda decorria a segunda semana de outubro). Assim, e para além da questão relacionada com a concorrência para a sua posição, o contexto não era, de todo, favorável para que um jovem francês de 20 anos recém-chegado aos escalões profissionais do nosso país pudesse aspirar ter muito tempo de utilização. Como tal, Mohamed Diaby acabaria por ser emprestado, no decorrer do mercado de Inverno, ao Sporting Clube Ideal, um outro emblema micaelense (com sede na cidade da Ribeira Grande), que se encontrava a disputar a Série E do Campeonato de Portugal.

Mohamed Diaby em pelo SC Ideal, num jogo de treino ante o CD Santa Clara
Fonte: Sporting Clube Ideal

Consequentemente, a experiência enquanto jogador dos “Leões” da Ribeira Grande revelar-se-ia proveitosa tanto para Diaby, como para o Ideal, uma vez que a forma exibida pelo jovem médio defensivo na reta final da Fase de Manutenção (marcara três golos, nas últimas cinco jornadas) contribuiu para que a formação treinada por Luís Roquete concluísse a prova no terceiro lugar a, apenas, dois pontos do vice-campeão Sport Benfica e Castelo Branco.

«Paços» firmes na procura da afirmação entre a elite do futebol nacional:

Posteriormente seria, no final daquela temporada, contratado pelo FC Paços de Ferreira, emblema ao serviço do qual tem progredido bastante. A cumprir a sua terceira época consecutiva nos “Castores”, a promoção (e conquista do título da Segunda Liga) ao principal escalão do futebol nacional lograda pelo clube este ano tem trazido ainda mais visibilidade ao desempenho deste atleta de 23 anos.

Como joga:

Numa primeira fase, com «Filó» e, agora, treinado por «Pepa», Diaby tem sido presença assídua no onze do Paços, formando uma dupla de médios mais recuados com o experiente Luíz Carlos – futebolista que chegara ao nosso país, há mais de uma década, para representar o SC Freamunde -. Na verdade, o meio-campista natural de Grasse tem vindo a sobressair, no decurso das jornadas iniciais da Primeira Liga, como um jogador bastante influente na equipa da Capital do Móvel.

Ora, tratando-se de um futebolista muito dinâmico, o camisola número 24 dos “Castores” tem oferecido qualidade e critério ao jogo da formação nortenha, seja na destruição de eventuais jogadas de perigo, seja no momento de criação de lances de potencial perigo para junto da área adversária.

Assim, e se por um lado efetua uma média de (1, 6) interseções e de, ainda, (2,2) alívios por partida, por outro acaba por ser um dos futebolistas que maior número de toques na bola efetua ao longo dos noventa minutos – totaliza, em média, 65,2 toques -. Para além disso, e sendo dotado de uma boa técnica e relativamente veloz, este futebolista francês não hesita em galgar metros com a bola controlada, quando possível.

Destaque-se, ainda, a sua imponente estampa física (188 centímetros e 77 quilogramas), que lhe permite muitas vezes levar a melhor sobre os seus adversários nos duelos aéreos.

Assim, e para já, parece-me legítimo apontar Diaby como um dos valores prestes a emergir na Primeira Liga.

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira

Revisto por: Jorge Neves

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