Do Barreiro para o mundo

No Barreirense começou a lançar ao cesto, no SL Benfica cresceu como jogador e na universidade de Utah State mostrou-se ao mundo. Neemias Queta continua a fazer sonhar os amantes de basquetebol portugueses, podendo ser o primeiro luso a pisar as quatro linhas da NBA.

Depois de ajudar a sua faculdade a conquistar dois títulos da conferência Mountain West, os olheiros da liga milionária já ligaram o radar ao talento do número 23 dos Aggies. No ano passado, a média de 12 pontos, nove ressaltos e 2,5 desarmes de lançamento catapultaram o poste até ao NBA Combine, uma montra para os jovens que esperam ser escolhidos no Draft.

Várias equipas convidaram Neemias para um treino privado, mas o natural do Barreiro decidiu voltar mais um ano para continuar os estudos e a carreira universitária na NCAA. Entretanto, fez parte de uma página dourada da seleção portuguesa de basquetebol: a conquista do grupo B do Campeonato da Europa de Sub-20.

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Durante o torneio que se realizou em Matosinhos apareceu uma lesão no joelho que o afastou da primeira parte da temporada. Depois de uns jogos menos conseguidos, as boas exibições a que nos habituou voltaram, e as expectativas para o March Madness eram elevadas. O sonho NBA voltou a ganhar peso, mas cabe ao atleta decidir se é o momento certo para tal.

Quando vemos o jovem basquetebolista a atuar, os seus 2,11 metros de altura mostram-nos uma habilidade defensiva acima da média. Neemias é, sem dúvida, um jogador de “garrafão”, sempre pronto para massacrar o aro do cesto ou a bloquear lançamentos dos adversários. Por outro lado, demonstra pouca velocidade e perde algumas vezes a bola em transição.

Nas previsões que diversos meios de comunicação social realizam alguns meses antes do Draft, Neemias Queta aparece como uma sólida escolha de segunda ronda. Espera-se que uma das 30 equipas se encante com as variadas qualidades do português e nos encha de orgulho quando Adam Silver trouxer o nome do nosso país naquele papel.

Foto de Capa: Utah State University

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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