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As expetativas para esta época são ainda maiores para o Olympiacos FC, uma vez que mostrou uma grande capacidade de organização no mercado de transferências, sendo bastante cirúrgico nas contratações realizadas. Ainda assim, e apesar do reforço do plantel, a grande questão é se conseguirão garantir um dos dois lugares cimeiros no grupo D da Liga dos Campeões. Embora o objetivo seja, certamente, alcançar a fase a eliminar da prova – algo que não conseguem desde 2013-2014 -, o cenário mais realista será o de lutar com o Sporting CP pela terceira posição do grupo.

Os campeões gregos têm um novo treinador para esta temporada, Besnik Hasi. O albanês, que já passou pelo Anderlecht e pelo Legia de Varsóvia, não teve um início fácil à frente do gigante helénico, com os adeptos a criticarem a escolha de um treinador com tão pouco nome no futebol europeu. Mas, com o início da temporada, a pressão exterior acabou por ser menorizada através dos resultados e da aparente boa relação entre o técnico e o plantel, com muita disciplina e empatia no balneário. Com Hasi, o Olympiacos joga preferencialmente em 4-2-3-1, sendo que pode evoluir para um 4-3-3 puro se o jogo assim pedir.

As expetativas para esta época são a crónica conquista da liga grega e ir o mais longe possível na Europa. Para alcançar este segundo objetivo, o dono do clube, Evangelos Marinakis, decidiu realizar um grande investimento e trazer jogadores com experiência na Liga dos Campeões. Entre as caras novas no plantel estão o internacional nigeriano Emmanuel Emenike, contratado ao Fenerbahce; o central sérvio Jagos Vukovic; o extremo Mehdi Carcela, que se encontrava no Granada após uma experiência no SL Benfica; Vadis Odjidja-Ofoe, melhor jogador da última edição da liga polaca; o médio Panagiotis Tachtsidis voltou ao seu país proveniente da Serie A e o experiente médio belga Guillaume Gillet, antigo jogador de Sérgio Conceição no Nantes. Omar Elabdellaoui e El Fardou Ben voltaram ao clube após empréstimos. No caso do internacional norueguês, o seu último clube foi o Hull de Marco Silva, treinador que já o tinha orientado no clube de Atenas.

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Fortounis scored twice in the game against PAE Larissa Credits: Olympiacos FC
O capitão Fortounis esteve em destaque frente ao Larissa
Credits: Olympiacos FC

Por fim, e para fazer companhia a Seba, antigo jogador do FC Porto, e a Pardo, que já passou pelo SC Braga e pelo Nantes de Conceição, o Olympiacos contratou o goleador Uros Djurdjevic, melhor marcador da liga sérvia ao serviço do Partizan. No lado das saídas, pode dizer-se que o clube helénico decidiu rejuvenescer o seu plantel, uma vez que Esteban Cambiasso e Alejandro Dominguez, ambos com 36 anos, não renovaram contrato. Quem teve igual destino foi Óscar Cardozo, o avançado de 34 anos voltou ao seu país para jogar no Libertad. Outra das saídas foi a do central luso-marroquino Manuel da Costa – o defesa rumou à Turquia para representar o Basaksehir.

Mas, a saída mais significativa foi mesmo a do defesa Panagiotis Retsos. No último dia de mercado, os alemães do Bayer Leverkusen contrataram o jovem de 19 anos por cinco anos, numa transferência que envolveu entre 17,5 a 22 milhões de euros e que tornou, assim, Retsos no jogador grego mais caro de sempre. Os jogadores-chave deste plantel são Kostas Fortounis, médio de ataque e capitão de equipa, e as contratações Mehdi Carcela-González e Vadis Odjidja-Ofoe. Os olhos dos adeptos gregos estão também postos em Uros Djurdjevic, o tal avançado que foi sinónimo de golos na liga sérvia.

Após eliminar o Partizan, na terceira ronda de qualificação, com um agregado de 5-3, o Olympiacos encontrou os croatas do Rijeka, antigo clube do leão Ristovski, no play-off, vencendo ambos os jogos (2-1 e 1-0) e garantindo a presença na fase de grupos da Liga dos Campeões pela décima-oitava vez.

Foto de Capa: Olympiacos FC

Artigo revisto por: Francisca Carvalho