Olheiro BnR – Tozé

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Numa fase em que parece complicado para o FC Porto segurar Óliver Torres para além do actual empréstimo de uma temporada, é inegável que existem vários candidatos a agarrar o lugar do jovem espanhol na próxima temporada, estando uns no próprio plantel azul-e-branco (Evandro) e outros emprestados como Josué, Carlos Eduardo e, talvez, o mais promissor de todos, o internacional sub-21 português Tozé.

De facto, mesmo num irregular Estoril, que caiu a pique com a troca de Marco Silva por José Couceiro, Tozé tem conseguido mostrar-se uma clara mais-valia no conjunto canarinho, justificando, a cada exibição, um rápido regresso à casa-mãe, que é como quem diz: uma oportunidade consistente junto do grupo orientado por Julen Lopetegui.

Um produto do Olival

António José Pinheiro Carvalho “Tozé” nasceu a 14 de Janeiro de 1993, em Esposende, e começou a sua carreira no modesto Forjães, ainda que tenha chegado muito cedo ao FC Porto, onde culminou o seu percurso de formação, sendo integrado na equipa B na temporada 2012/13.

Nessa temporada de estreia no futebol sénior, somou 35 jogos e sete golos, tendo merecido ainda a possibilidade de se estrear na equipa principal, pela mão de Vítor Pereira, actuando 24 minutos num FC Porto-Olhanense que terminou empatado a uma bola.

Época de sonho na equipa B e cedência ao Estoril

Se a primeira temporada já tinha sido bem positiva, podemos afirmar que 2013/14 assumiu-se como a época de afirmação absoluta de Tozé no FC Porto B, ou não tivesse o internacional sub-21 português marcado 21 golos em 40 jogos que pincelaram uma série de exibições de grande classe do verdadeiro desequilibrador azul-e-branco.

Ora, conscientes de que Tozé já merecia patamares superiores à Segunda Liga, mas sem encontrarem espaço para ele no plantel principal azul-e-branco, os responsáveis do FC Porto optaram por cedê-lo ao Estoril, clube onde o médio-ofensivo se tem assumido como o cérebro de todo o jogo atacante dos canarinhos, somando actualmente 27 jogos e quatro golos.

Tozé está a fazer uma grande temporada no Estoril Fonte: Estoril Praia - Futebol SAD
Tozé está a fazer uma grande temporada no Estoril
Fonte: Estoril Praia – Futebol SAD

“Dez” ou falso ala-esquerdo

Existem duas posições possíveis para aproveitar Tozé na sua plenitude de jogo: falso ala-esquerdo, posição onde jogou inúmeras vezes no FC Porto B; e “dez”, função que lhe tem sido confiada desde o início da temporada por José Couceiro no Estoril.

Ainda assim, independentemente da posição que lhe é destinada, o certo é que o estilo de jogo do jovem de 22 anos acaba por ser muito semelhante, uma vez que este se sente verdadeiramente bem em zonas interiores, onde tem mais espaço para pensar o jogo e criar desequilíbrios. Ou seja, mesmo quando actua mais encostado ao flanco canhoto, são constantes as diagonais na procura da zona central.

Raça compensa fraca dimensão física

Os principais pontos fortes de Tozé passam pela sua superior visão de jogo, inteligência na ocupação de espaços e boa qualidade de drible e de passe, sendo também de realçar a sua capacidade finalizadora, seja ao nível da curta ou meia distância.

Por outro lado, com apenas 170 cm e 67 quilos, parece faltar-lhe às vezes alguma dimensão física para certo tipo de confrontos, algo que o internacional sub-21 português procura compensar com raça e um enorme espírito de luta.

Inegável, neste momento, é que esta época no Estoril tem provado que Tozé tem todas as condições para ser uma opção muito a ter em conta pelo FC Porto já em 2015/16. Algo que, aliás, ganhará ainda mais razão de ser se Óliver Torres regressar mesmo ao Atlético de Madrid no Verão.

Foto de Capa: Estoril Praia – Futebol SAD

Ricardo Figueiredo
Ricardo Figueiredohttp://www.bolanarede.pt
Sportinguista sofredor desde que se conhece, a verdade é que isso nunca garantiu grande facciosismo, sendo que não tem qualquer problema em criticar o seu clube quando é caso disso, às vezes até com maior afinco do que com os rivais. A principal paixão, aliás, sempre foi o futebol no seu contexto mais generalizado, acabando por ser sintomático que tenha começado a ler jornais desportivos logo que aprendeu a ler. Quanto ao ídolo de infância, esse será e corre o risco o de ser sempre o Krassimir Balakov, internacional búlgaro que lhe ofereceu a alcunha de “Bala” até hoje. Ricardo admite que ser jornalista desportivo foi um sonho de miúdo que conseguiu concretizar e o que mais o estimula na área passa pela análise de jogos e jogadores, nomeadamente os que ainda estão no futebol de formação ou naqueles campeonatos menos mediáticos e que pensa sempre que ninguém vê como o japonês, sul-coreano ou israelita..                                                                                                                                                 O Ricardo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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