Era sexta-feira de clássico no Estádio da Luz, FC Porto e SL Benfica lutavam de forma aguerrida pela liderança isolada da edição 2011/12 do campeonato; inclusivamente, à partida para a vigésima primeira jornada, precisamente aquela em que decorreria este duelo, Jorge Jesus e Vítor Pereira viam as suas equipas partilhar a camisola amarela, em igualdade pontual.

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Antevia-se, portanto, um grande jogo de futebol entre dois eternos rivais. E, dentro das quatro linhas, os jogadores decidiram, desde cedo, que não desiludiriam os adeptos no que ao espetáculo diz respeito.

Sexto minuto de jogo, canto à direita do ataque visitante. Hulk coloca a bola no interior da grande área, Artur Moraes, atento, soca a bola para longe das suas redes; daí, uma sucessão de ressaltos colocam o esférico nos pés de Fernando. O “Polvo” coloca a bola no “Incrível”, ainda sob a direita após o pontapé de canto por si cobrado, e este, próximo à quina da grande área encarnada, atira uma bomba indefensável de pé esquerdo, inaugurando, desta forma, o marcador na capital portuguesa.

Nos minutos que se seguiram, oportunidades de parte a parte; em todas elas, Helton e Artur levaram a melhor.

Até que, já bem próximo do descanso, Óscar Cardozo, na zona do penálti, vê a bola por lá “perdida” e atira-a para o fundo das redes do guardião azul e branco, quebrando, assim, pela primeira vez, a muralha dos da Invicta. Estava restabelecida a igualdade, cenário que se manteria inalterado até ao intervalo.

Para azar portista, outro aspeto que se manteria inalterado, inclusive na segunda metade, seria a pontaria afinada do atacante paraguaio do SL Benfica. E os comandados de Vítor Pereira sentiriam esses nocivos efeitos logo no começo da segunda metade.

Cruzamento de Pablo Aimar e, sem grandes “apertos”, o camisola sete encarnado cabeceia para o fundo das redes de Helton, deixando-o pregado ao relvado. Pela primeira vez no encontro, eram os encarnados que se encontravam na frente do resultado.

Tudo parecia encaminhado para que esta fosse uma noite de sonho para Óscar “Tacuara” Cardozo. Bom, pelo menos, até à entrada de James Rodríguez.

Era sexta-feira de clássico no Estádio da Luz, FC Porto e SL Benfica lutavam de forma aguerrida pela liderança isolada da edição 2011/12 do campeonato
A entrada de James Rodríguez, aos 58 minutos, revelar-se-ia fulcral no triunfo do FC Porto 
Fonte: Twitter ‘FC Porto’

A estrela colombiana, acabada de chegar de um compromisso com a sua seleção, precisou apenas da meia hora final do encontro para fazer a diferença (e que diferença).

Primeiramente, aos sessenta e três minutos: recuperação de bola de Fernando no meio-campo defensivo do FC Porto, este entrega-a, de seguida, ao colombiano que teve imenso espaço para deambular desde o grande círculo até ao último terço, onde, novamente, combina com o médio brasileiro e remata colocado, equilibrando, uma vez mais, as contas na Luz.

Todavia, as mais de cinquenta e oito mil pessoas presentes no estádio ainda teriam oportunidade de assistir a mais uma bola cruzar a linha de golo; uma vez mais, culpa de James Rodríguez.

Já bem perto do minuto noventa, o internacional “cafetero” assume a cobrança de um livre no flanco direito, consequência de uma falta sofrida pelo próprio, e assiste Maicon para o (polémico) terceiro golo azul e branco, num lance em que o próprio guardião encarnado não fica isento de culpas.

A verdade é que seria precisamente esta cabeçada do central brasileiro que asseguraria o triunfo do FC Porto no território da águia, um triunfo que colocava a equipa de Vítor Pereira no primeiro posto, posto onde acabariam por terminar naquele campeonato.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SL Benfica – Artur Moraes; Maxi Pereira, Luisão, Garay (Miguel Vítor, 71’), Emerson; Javi García (Nélson Oliveira, 90’), Axel Witsel, Pablo Aimar (Rodrigo, 52’); Gaitán, Cardozo e Nolito

FC Porto – Helton; Maicon, Rolando (James Rodríguez, 58’), Otamendi, Álvaro Pereira; Fernando, João Moutinho (Kléber, 86’), Lucho González; Hulk (Sapunaru, 92’), Janko e Djalma