Domingo, 20 de março de 2016. Jogava-se, perante mais de 17 mil adeptos presentes nas bancadas do Estádio do Bessa, o Boavista FC contra o SL Benfica, uma partida a contar para a 27ª jornada da Primeira Liga. Um encontro decisivo para os encarnados na luta do título, já que o Sporting CP tinha goleado, na noite anterior, o FC Arouca por cinco bolas a zero em Alvalade, estando, à condição, na primeira posição do campeonato.

No entanto, as “águias” não tinham uma tarefa fácil pela frente, já que iriam defrontar um Boavista a precisar de pontos para fugir à zona de despromoção e que, a jogar em casa, tinha um otimismo reforçado no que diz respeito à perspetiva de conseguir levar pontos do encontro.

Marcava o ponteiro do relógio as 18h15 quando Fábio Veríssimo fazia soar o apito inicial da partida. Os encarnados entraram a querer mandar no jogo, mas estavam com dificuldades em criar ocasiões de golo. De recordar que Gaitán e Mitroglou, duas peças fulcrais da manobra ofensiva dos encarnados, ficaram de fora da partida – o grego devido a acumulação de amarelos e o argentino por lesão -, o que também contribui para uma maior previsibilidade e, até, falta de poder de fogo ao ataque dos homens de Rui Vitória.

O Boavista, comandado pelo experiente Erwin Sanchéz, encontrava-se confortável na partida. Num bloco médio-baixo compacto, os axadrezados iam conseguindo neutralizar as ofensivas encarnadas e, a espaços, a partir de contra-ataques rápidos, iam causando alguns calafrios à linha defensiva coordenada por Ederson Moraes. Chegava-se, então, ao intervalo com o nulo no marcador.

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Começava a segunda parte e, como seria de esperar, as “águias” entraram com (ainda) mais vontade de passar para a frente do marcador. No entanto, os homens da casa tinham a lição muito bem estudada, parecendo sempre estar um passo à frente dos encarnados.

O tempo ia passando, as oportunidades não apareciam e o cenário ia ficando cada vez mais negro para os lisboetas. As papoilas saltitantes estavam numa “noite não”, pelo que parecia impossível levar os três pontos. E, de facto, aos 85’ minutos da partida o pior esteve perto de acontecer. Os axadrezados, por intermédio de Rúben Ribeiro, estiveram perto de marcar, provocando (ainda mais) calafrios aos encarnados.

No entanto, a situação iria dar uma volta de 180º. Já o árbitro tinha levantado a placa a anunciar os seis minutos de tempo de compensação quando, num autêntico balão de Eliseu para a entrada da área boavisteira, Carcela, de cabeça, passa a bola para Jonas que, num volley de pé esquerdo, sela a vitória – e os três pontos – para os encarnados.

As “águias” saíam do Bessa com os três pontos e com a liderança isolada, mantendo bem vivo o sonho do tricampeonato, num jogo em que tudo parecia estar perdido, não fosse um senhor chamado Jonas a salvar a noite.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Boavista FC: Mika; Tiago Mesquita, Paulo Vinícius, Philipe Sampaio e Afonso Figueiredo; Idris, Rúben Ribeiro (Reuben Gabriel, 90’), Tahar e Martinez ( Luisinho, 73’); Renato Santos e Zé Manuel (Uchebo, 82’).

SL Benfica: Ederson; Nélson Semedo (Talisca, 74’), Samaris, Lindelöf e Eliseu; Pizzi (Jovic, 85’), André Almeida, Renato Sanches e Salvio (Carcela, 54’); Jonas e Raúl Jiménez.

 

Artigo revisto por Joana Mendes