Que jogos devo rever nesta quarentena? CD Tondela 5-2 GD Chaves

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Que jogos devo rever nesta quarentena? CD Tondela 5-2 GD Chaves: na última jornada da época passada, os auriverdes confirmam a manutenção num jogo de grandes emoções disputado em casa com as bancadas repletas de adeptos, como deveriam ser todas as partidas.

19 de maio de 2019, 17h30, Estádio João Cardoso. Era aqui que se iria disputar a luta por um lugar na primeira divisão, opondo o CD Tondela ao GD Chaves. À entrada do jogo, ambas as equipas se encontravam empatadas no número de pontos (32), mas aos flavienses bastava-lhes o empate para garantirem o 15º lugar, o último que permite a presença no principal escalão português de futebol.

Um espetador mais distraído que apenas tenha ligado a televisão às 18h, com certeza terá pensado que o jogo estava “feito”. A equipa de Viseu, sabendo que apenas a vitória interessava, entrou a “todo o gás” e aos 28 minutos já ganhava por 4-0.

Sim, leu bem. 4-0. Ícaro Silva abriu o marcador logo aos quatro minutos, ao cabecear para dentro da baliza um canto cobrado por António Xavier. João Pedro quis repetir o timing e, quatro minutos depois, também ele fez abanar as redes. O número oito marcou aos oito minutos, beneficiando de um corte incompleto da equipa transmontana.

Dez minutos de jogo e o CD Tondela já tinha a partida aparentemente controlada. Contudo, nem assim tirou o pé do acelerador. Jhon Murillo também se quis juntar à festa e assinou o 3-0 aos 16 minutos. Jogada de grande qualidade dos auriverdes, com uma grande assistência de Tomané (viria a fazer mais uma), isolando o venezuelano, que não perdoou no frente a frente com Ricardo Nunes.

Se a festa já era muita, ainda subiu de tom. Os viseenses chegaram ao quarto golo aos 28 minutos, com Juan Delgado a dar o melhor seguimento a nova assistência de Tomané. O GD Chaves parecia ter dificuldade em “acordar” desta apatia generalizada e, em meia hora de jogo, viu todos os seus planos para o jogo saírem furados.

O Desportivo de Chaves ainda teve esperança na permanência ao reduzir para 4-2
Fonte: GD Chaves

Era imperativo uma reação rápida, ainda na primeira parte, para reentrar na partida e mexer com a confiança do adversário. Cientes disso mesmo, os flavienses correram atrás do prejuízo e reduziram aos 38 minutos, com Platiny – que tinha entrado há menos de 20 minutos -, a não tremer em frente ao guarda-redes depois do cruzamento de Djavan pela esquerda.

Ainda antes do intervalo, a equipa de Trás-os-Montes ganha outro fôlego no jogo, com o sérvio Nikola Maraš a reduzir para 4-2 na compensação. Apesar da diferença de dois golos, era notório para todos os que assistiam que a partida estava relançada e que o GD Chaves iria fazer tudo por tudo para mudar o cenário do jogo.

Assim foi. A equipa orientada por José Mota “apenas” precisava de mais dois golos (e de não sofrer nenhum) para garantir o empate e a manutenção, pelo que fez o que lhe competia: uma entrada na segunda parte muito pressionante a “sufocar” o adversário, criando, assim, várias oportunidades para reduzir a desvantagem.

O CD Tondela provou ter estofo para jogar entre os grandes, ao gerir da melhor forma o ataque cerrado do seu oponente, esperando o melhor momento para espetar a “machadada final” nos sonhos dos flavienses: Pité, recém-entrado na partida, assiste para o bis de Jhon Murillo aos 78 minutos, num lance em que o guarda-redes Ricardo Nunes ficou mal na fotografia.

Tondela 5-2 Chaves no marcador tornaram-se um fardo demasiado pesado para os transmontanos, que não conseguiram reagir mais até ao final da partida. Num jogo épico recheado de golos – só na primeira parte foram seis – O CD Tondela festejou a terceira manutenção conseguida na última jornada, depois o ter feito nas épocas 2015/2016 e 2016/2018. O treinador Pepa consolidou, assim, a sua reputação como especialista em manutenções, antes de trocar a equipa de Viseu pelo FC Paços de Ferreira esta época. Aqui está um pouco da festa que foi este jogo Tondela 5-2 Chaves:

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Tondela: Cláudio Ramos, Joãozinho, Ícaro Silva, Bruno Monteiro, David Bruno, António Xavier (69’ Pité), João Jaquité, João Pedro, Juan Delgado (51’ Sergio Peña, 77’ Nego Tembeng), Jhon Murillo e Tomané.

GD Chaves: Ricardo Nunes, Djavan, Gastón Campi, Nikola Maraš, Lionn (69’ João Costinha), Bruno Gallo, Filipe Melo (19’ Platiny), Jefferson Santos, Rúben Macedo (84’ Paulinho), William e Gevorg Ghazaryan.

 

 

 

Diana Oliveira
Diana Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
A Diana é licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto e, desde cedo, que a escrita faz parte de si. Poder conjugá-la com o futebol, outra das suas paixões, é a cereja no topo do bolo. A Diana escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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