O calendário marcava o dia 16 de junho de 2016. Em Oliveira de Azeméis, o Pavilhão Dr. Salvador Machado estava pronto a receber uma grande partida: a final do Europeu de hóquei em patins. Na quadra, Portugal e Itália, dois países cheios de tradição na modalidade, tentavam alcançar mais um título.

A seleção das Quinas chegava ao jogo decisivo com um registo imaculado – cinco vitórias em todos os encontros da competição. No outro lado, a Squadra Azzurra também chegou à final sem sofrer qualquer derrota, mas contava com um empate frente à seleção francesa na fase de grupos.

Os italianos entraram pressionantes desde o primeiro minuto, e marcaram dois golos com intervalos de tempo muito curtos. O bis de Federico Ambrosio gelou os presentes no recinto, mas todos sabemos que o hóquei em patins é excelente a presentear-nos com surpresas. O 2-0 após os primeiros 25 minutos não significava nada.

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Na entrada do segundo tempo, Diogo Rafael colocou o vulcão de Oliveira de Azeméis em ebulição. O português marcou dois golos que colocaram todo o país a acreditar que era possível, e foi mesmo. Os últimos dez minutos foram uma amostra de qualidade imensa dos pupilos de Luís Sénica.

Reinaldo Ventura, o mais experiente no plantel campeão, consumou a “remontada” na sequência de um livre direto. Depois de estarem em vantagem, os ursos decidiram terminar com uma goleada. Rafa fez o quarto e o capitão João Rodrigues (melhor marcador da competição) fez o quinto. Ainda com fome de golos, Hélder Nunes fechou a contagem no 6-2 final.

Após o apito final, a festa fez-se na cidade aveirense, tal como havia acontecido em 2003, quando Portugal venceu a Espanha e se sagrou campeão mundial. O 21.º troféu soube como se fosse o primeiro, depois de 18 anos sem vencer. Mais uma “geração de ouro” portuguesa estava a nascer, e acabou por dar mais alegrias aos amantes da modalidade, e não só.

Foto de Capa: Campeonato Português de Hóquei em Patins