O Regresso a Casa é uma rubrica onde os antigos redatores voltam a um lugar que bem conhecem e recordam os seus tempos antigos escrevendo sobre assuntos atuais.

Não, não sou comunista. Não acredito em utopias nem em mitos e ideias irrealizáveis. Se calhar até consigo sonhar alto, como a ínfima possibilidade de o Sport Lisboa e Benfica se sagrar campeão europeu. Mas se calhar nós, portugueses, também nunca pensámos que nos viríamos a sagrar campeões de duas competições internacionais e, no entanto, os pés direitos de Éder e de Gonçalo Guedes chutaram o sonho português para dentro da baliza.

Porém, com o título alegórico que dei a este texto pretendo fazer uma chamada de atenção a todos os Benfiquistas que perderam a confiança no nosso Glorioso, antes de um vírus nos ter afastado o futebol. Sim, perdemos os sete pontos de vantagem que tínhamos sobre o Futebol Clube do Porto, e sim estamos agora em segundo lugar do campeonato português a um ponto do primeiro classificado.

Benfiquistas, vamos olhar para esta pausa prolongada como um timeout, daqueles que se fazem no basquetebol, por exemplo. Vamos acreditar que os jogadores e todo o staff vão voltar com ainda mais empenho que antes para chegar ao fim e levantar a taça por todos nós. É apenas um ponto. Claro, não estamos a depender de nós próprios, mas é apenas um ponto. O nosso papel a desempenhar é muito simples: apoiar, deste lado do ecrã, enquanto a equipa faz o espetáculo nos campos de futebol.

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Em janeiro de 2019, deitavam as toalhas ao chão, e no final o resultado foi este
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Na minha passagem pelo Bola na Rede, na época 2018/2019, redigi um artigo de opinião no qual fiz precisamente aquilo que estou a fazer agora neste Regresso a Casa, sendo que ainda estávamos a 17 jornadas do fim, a cinco pontos do FC Porto, e já se ouvia o barulho das toalhas a cair ao chão, por parte daqueles que as devem segurar até ao fim, os adeptos. Tal como escrevi nesse mesmo artigo: “isto não é uma atitude à Benfica”.

Vamos então mostrar por todo o lado que os adeptos, apesar de não poderem estar presentes nas bancadas, estão aqui, deste lado, a apoiar a nossa equipa. Vamos mostrar o que é uma atitude “à Benfica” ao Jorge Baptista Laires de 2019. Mal sabia ele, coitado, que estaria cerca de um ano depois fechado em casa sem poder ver um joguito ou outro do seu Benfica, não podia ir ter com os avôs ao café para ver o Glorioso jogar, nem com os amigos que vestem a mesma cor para berrar os golos do Benfica.

Avante, Benfiquistas! Avante pelo Benfica!

PS: desculpem-me as contínuas referências. Volto a frisar que não sou comunista.

Artigo revisto por Diogo Teixeira