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10 melhores golos da Liga Europa 2016/17

Diogo Fresco · 6 min

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As incidências que rechearam a presente edição da Uefa Europa League conduziram a um clássico Ajax x Man. United. Expectava-se um grande espetáculo. Pelo menos eu esperava. Encarei esta final como um eterno clássico do futebol europeu, daqueles que ao vermos anunciar no rodapézinho do noticiário não vamos querer perder!

Agora, e já levando em consideração a alteração de Taça Uefa para Liga Europa, repare-se que foi necessário “premiar” a formação vencedora da prova para causar mais interesse por parte das equipas. Por vezes, equipas com pretensões a nível de Champions caem para esta prova secundária, devido a um 3º lugar num “grupo da morte”, e notamos que o treinador decide poupar jogadores, ou apostar num discurso onde não eleva a competição ao patamar adequado. Penso que o real valor da prova está posto em causa por muitas equipas.

A diferença de nível entre esta e a mais importante competição europeia é assim tão grotesca? Ou será que não? Digo isto porque todos os anos, a generalidade dos espetadores atenta no facto de “parecer” que as equipas que chegam mais longe na Liga Europa tendem a ser “equipas de Champions”, a ter estaleca para disputar eliminatórias para lá dos oitavos de final. Embora não propriamente da primeira linha europeia, são equipas que, mesmo uns furos abaixo, apresentam elevados índices competitivos, treinadores e futebolistas capazes de elevar a qualidade de jogo para patamares bem altos.

Nos últimos anos vimos, por exemplo, Chelsea, Atlético de Madrid, Manchester City, Man. United (2011/12), Liverpool, Sevilha, Benfica, Juventus, FC Porto a disputar de forma veemente a competição. Equipas que têm capacidade para chegar longe na Liga dos Campeões. Julgo e vejo esta montra como a forma que possibilita as melhores equipas com menos meios, salvo exceções, competirem entre si e sujeitarem-se a vencer um prestigiado troféu, que lhes dá ainda o direito de disputar a Supertaça Europeia.

José Mourinho venceu a Liga Europa deste ano Fonte: ESPN
José Mourinho venceu a última edição da Liga Europa
Fonte: ESPN

E para os lados do Ajax, que dizer sobre a possibilidade que tiveram de estragar o esquema de acesso à Liga dos Campeões engenhado por Mourinho? Depois de ter admitido poupar os melhores nas derradeiras jornadas da Premier, o nosso bem conhecido veio a público questionar o método de repescagem que permitiu ao clube de Amsterdão integrar o lote de equipas sujeito a sorteio para os 16 avos de final.

Parece que esta “bicada” (característica já assumida por Mourinho que são os seus mind games), não surtira efeito, e ainda não foi desta que o 2º classificado holandês tornou a erguer uma taça europeia. A última, recorde-se, foi em 1995, frente ao Milan, em que Patrick Kluivert resolveu. Apesar da existência de diversos fatores que poderiam funcionar como uma motivação extra para o lado holandês, como o facto de ter noção que defronta uma equipa que custou muitos milhões, e mesmo assim ainda não detém o rótulo de “tubarão”; que do outro lado está um técnico com uma reputação extraordinária, e é quase irrepreensível nas finais que joga; que o seu oponente tem um número tremendo de adeptos em todo o planeta; e que tem como prioridade alcançar, de forma direta, um lugar na próxima edição da prova milionária da UEFA, o Ajax não conseguiu aliar a estes aspetos uma exibição sólida e, segundo a minha leitura do jogo, alguma sorte.

Bem, apesar do esforço, de várias tentativas, os homens de Mourinho controlaram a partida logo desde o apito inicial, em que até ao final os golos surgiram naturalmente, e Ibra, embora lesionado, esteve em Estocolmo, e celebrou como se tivesse jogado.

Na Liga Europa, antes do jogo decisivo, já foram jogados imensas partidas, eliminatórias, desde as pré-eliminatórias, passando pela fase de grupos, e terminando nas eliminatórias com destino, este ano, a Estocolmo. Nas quais foi possível assistir a muita emoção por parte dos públicos, e grandes espetáculos no relvado! Em jogos a eliminar, não há um único jogador que se concentre nestes objetivos, sem primeiro se focar na vitória.  Como tal, apresento-vos 10 momentos que são, naturalmente, as chaves de qualquer vitória: os golos.

Foto de Capa: BT Sport

10- Lacazzette vs Besiktas

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Em jogo a contar para os quartos de final, Alexandre Lacazzette fez um jogo tremendo frente ao Besiktas, em Instambul. O golo que marcou, revelou-se fundamental para levar a eliminatória à forma mais avançada de decisão, à marcação de grandes penalidades. O Lyon contabilizou 7 penaltis, contra os 6 da formação turca. Foi eliminada uma excelente equipa.

9- Konoplyanka com um potente e indefensável remate de primeira!

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À passagem do décimo minuto da partida, no Kuban Stadium, o Schalke 04 adiantou-se no marcador através deste grande golo. Valeu 3 pontos à equipa que ficou melhor classificada (mais 8 pontos relativamente ao 2º classificado, curiosamente o Krasnodar) no Grupo I.

8- Wilson Eduardo, contra o Konyaspor.

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Embora o SC Braga não se tenha apurado para os 16 avos, algo que me surpreendeu, deixou alguns bons registos. Como é o caso do livre direto apontado pelo 7 da formação bracarense.

7- Remate absolutamente indefensável de Candreva vs Southampton

Numa altura em que a confiança dos adeptos na equipa não era firme, Candreva sela a vitória e… quer ouvir o que os adeptos têm a dizer depois disto:

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Inter e Southampton eram as 2 equipas que, confesso, esperava que seguissem em frente na prova. O que acabou por se suceder foi a surpreendente passagem do Sparta Praga (12 pts.) e do Hapoel Be’er Sheva (8pts). Os conjuntos inglês e italiano ficaram-se pelos 8 e 6 pontos, respetivamente… Uma autêntica desilusão.

6- Michel resolve a partida frente ao Paok da Grécia em grande estilo.

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 O Qarabag, equipa do Azerbaijão, ficou no 3º posto no grupo J. Contabilizou 7 pontos, muitos até, tendo em conta o que era esperado pela generalidade dos analistas de futebol. Desta prestação europeia, fica este extraordinário pontapé de Michel.

5- Luka Djordjevic fecha as contas numa partida de loucos.

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O Zenit de São Petersburgo a perder por 3-0 frente ao Maccabi Tel Aviv, consegue uma reviravolta impressionante nos últimos minutos.

4- Finalização de belo efeito por parte de Edin Dzeko, contra o Viktoria Plzen.

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Este tipo de lance, de insistência individual, não espelha muito bem o perfil de Dzeko. Estando habituado a, quase somente vê-lo faturar através de remates secos depois de uma receção orientada, ou cabeceamentos fulminantes, fiquei surpreendido com a sua teimosia em finalizar este lance, conseguindo encontrar ângulo para a baliza.

3- Cap magistral de Manu Trigueros ao guarda redes do Steua de Bucareste. Gesto técnico cheio de classe…

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Gesto técnico cheio de classe… Contavam-se 87:22 minutos quando houve um jogador com frieza para se dar ao luxo de desempatar a partida com recurso a uma obra de arte. Os adeptos que apoiavam a equipa deliraram com este tento decisivo!

2- Perotti, da A.S. Roma, assinala um golo fenomenal. Delicioso…e humilhante para qualquer keeper

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No primeiro jogo entre Roma e Viktoria Plzen, deu empate. Já neste, houve muitos golos, e que golos… Numa vitória por 4-1, a Roma chegou ao terceiro desta forma… Lindo.

1- Golo espetacular de Moussa Sow contra o Manchester United

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Colocara o Fenerbahçe em vantagem, diante do Man. United, em jogo referente ao Grupo A da fase de grupos da competição em análise. Numa acrobacia sem olhar para a baliza, o senegalês surpreendeu David De Gea, que certamente não previu o lançamento desta “bomba”.

Diogo Fresco

Redação Bola na Rede · ver artigos