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António Barbosa: FC Porto B e Benfica B. O impacto das equipas da formação

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António Barbosa está na Tribuna VIP do Bola na Rede. É treinador de futebol e professor universitário. Da Escola de Futebol Fernando Pires, em Braga, onde se iniciou como técnico em 2002. O técnico de 41 anos tem acumulado experiências, no campo e no gabinete (coordenação da formação), ao serviço de Vilaverdense, Trofense, Famalicão (sub-23), Varzim, Sanjoanense e Lank Vilaverdense, último projeto que abraçou, esta temporada, na Liga 2, e que foi prematuramente interrompido ao fim de apenas nove jogos oficiais.

Um dos fundamentos da criação das equipas B passa pela intenção de dar maior espaço competitivo ao talento que os clubes portugueses desenvolvem na sua formação, bem como a jovens promessas que estão a surgir em diferentes competições, mas que por diversos motivos, devido ao momento específico seu crescimento, aí encontram o contexto mais adequado para evoluírem e assim chegarem mais capazes às equipas principais. Das equipas B que iniciaram seu percurso na segunda liga, apenas duas ainda persistem: o FC Porto e o Benfica.

No FC Porto, contabilizando os jogadores que fizeram parte dos trabalhos da equipa A esta temporada, 15 elementos tiveram presença contínua na academia do clube. Procurando expressar o impacto que a formação tem na equipa principal, em particular no que se refere às zonas de campo mais utilizadas durante a presente época, o setor ofensivo contou com um total de utilização de 4533 minutos, com grande participação de Galeno e Francisco Conceição. Por outro lado, o setor menor representado foi meio-campo, que contou com 214 minutos de utilização de jogadores saídos da formação do FC Porto. 

FC Porto B jogadores
Fonte: Filipe Oliveira / Bola na Rede

Nos dragões, os factos apontam o que parece ser um trabalho de investimento a médio prazo. Os jogadores que até ao momento realizaram mais jogos por esta equipa têm em média 4,6 épocas de futebol sénior. E no que ao rendimento desportivo diz respeito, o FC Porto B é o terceiro melhor ataque da competição – fruto do trabalho realizado e das relações que os jogadores estabelecem, a principal forma de obtenção do golo é através de ataque posicional; já em situação de contra-ataque, 65% dos golos marcados surgem em igualdade ou superioridade numérica dentro da área adversária, o que denota a velocidade individual e coletiva que a equipa consegue imprimir.

De realçar a prestação ofensiva de Wendel, o melhor marcador da equipa, segundo melhor da competição com 17 golos. Comparando a relação entre golos marcados e remates realizados, com o melhor marcador da segunda liga, Nenê, a diferença é de apenas 1% (20% de eficácia para Wendel e 21% de eficácia para Nenê). E se comparado com melhor marcador da equipa principal do F.C. Porto, Evanilson, e diferença é de 0,3% (Evanilson tem menos 21 remates realizados do que Wendel nos jogos da liga portuguesa).

Ainda no FC Porto B, de salientar ainda a aposta em jovens jogadores como Martin Fernandes (estreou-se na equipa A do F. C. Porto), Rodrigo Moura (3 golos como suplente utilizado) e Anhá Candé (16 anos, 23 jogos,17 vezes como suplente utilizado).    

A juventude do Benfica

Na equipa principal do Benfica, 14 jogadores tiveram presença contínua na formação do clube. O setor menos representado pela formação na presente época, para o campeonato, foi ofensivo, com Tiago Gouveia a jogar 482 minutos. Por outro lado, o setor mais representado foi o meio-campo, com um total de 3660 minutos realizados, distribuídos entre Florentino e João Neves. 

A Equipa B do Benfica é uma equipa muito jovem, aliás, a que tem a média de idades mais baixa da competição, a rondar os 21 anos. Considerando os jogadores mais utilizados pelo Benfica B, estes têm em média 2,7 épocas na equipa ou no futebol sénior. As águias concederam golos em 28 das 32 jornadas já disputadas. Apenas em 7 jornadas não marcaram nenhum golo, e apenas a equipa do AVS não sofreu qualquer golo da equipa do Benfica. O melhor marcador, Cauê dos Santos, necessita em média de 240 minutos para marcar um golo e 206 para participar num golo.

Se tivermos como comparação o melhor marcador da equipa A, Rafa, este necessita de menos 40 minutos para marcar, e metade do tempo para participar num golo da equipa – é decisivo a cada 104 minutos. Se analisarmos a prestação dos guarda-redes, André Gomes e Trubin, estes têm curiosamente o mesmo número de golos sofridos, embora  o guarda-redes da equipa A do Benfica tenha mais 1100 minutos de jogo no campeonato (realiza uma defesa em cada 31 minutos e sofre um golo a cada 110; por sua vez, André Gomes realiza uma defesa a cada 33 minutos e sofre um golo a cada 60 minutos).      

Redação BnR
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