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Rúben Amorim está a tornar-se um fenómeno. Tem sido exímio na gestão do que se passa dentro e fora de campo. E é isso que dá corpo ao fenómeno. Falar em cima de vitórias é mais fácil, claro, porque parece que tudo o que se diz é válido, mas mesmo quando as coisas correram mal, como no final da época passada, a postura de Amorim pouco ou nada mudou. Por postura, refiro-me a comunicação, convicção, método, conceito. Em todas as áreas, particularmente no futebol português, é preciso ser tanto quanto é preciso parecer. E Rúben Amorim sabe disso perfeitamente.

Nós jornalistas, vitória após vitória, insistimos, voltamos a insistir para que o treinador assuma que o Sporting é candidato ao título, mas Amorim ‘dá-nos de calcanhar’. Na verdade, o que tem o treinador do Sporting a ganhar se assumir essa candidatura? Nada. Nós, jornalistas, temos. Mais do que bom título, e uma série de horas de debate , temos uma bela oportunidade de o confrontar se o Sporting não for campeão.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Todos os números e estatísticas mostram um Sporting de exceção, a caminho do tão esperado título, mas Rúben Amorim sabe o que o futebol é muito mais do que isso. Sabe que é preciso gerir as expectativas. E pode olhar para exemplos recentes, em Portugal, de vantagens perdidas, de promessas em vão e de planos falhados. Com a vantagem que tem nesta altura sobre os rivais, pela forma como está a jogar, é óbvio que o Sporting não só é candidato, como favorito ao título, mas, com este tipo de comunicação, esses “fardos” pesam menos, sobretudo enquanto se continuar a jogar. Ou seja, é um não problema. No final, pode vir a ser, mas até lá ainda falta muito ponto, muita conferência de imprensa.

Por tudo isso, se Rúben Amorim assumir agora a candidatura ao título, sobretudo depois de se ter colocado de parte nos últimos meses, põe-se a jeito. No fundo, vai voltar a colocar o Sporting numa redoma de que não se conseguiu livrar nos últimos 19 anos. Pelo menos para fora, para os adeptos, para os jornalistas, para os rivais benfiquistas e portistas, Rúben Amorim, Frederico Varandas e o Sporting só têm a ganhar se passarem pelos pingos da chuva sem se molharem, ou seja, se não fugirem desta máxima: ganhar, adotar o discurso do “jogo a jogo”, “ainda falta muito para acabar”,e voltar a ganhar.

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Até para os jogadores, assumo que o discurso de Rúben Amorim não fuja muito disto. Sobretudo porque tantos os jovens, como os mais velhos, têm razões para estarem cautelosos e desconfiados. Os miúdos da formação cresceram a ver a equipa principal “quase campeã” e os mais experientes, como Coates, viveram essas desilusões em pleno relvado. E o próprio Rúben Amorim, como jogador, também já sofreu quando se criou uma “aura de títulos” antes de tempo. Ou seja, todos estão sobreavisados e todos sabem perfeitamente qual a direção a seguir. Pode parecer simples, mas ninguém está livre de “cair na tentação”. E, aí, entra-se num caminho sem retorno: o da cobrança. E isso não é nada benéfico para ninguém, sobretudo para o Sporting.

Artigo de opinião de João Pedro Óca,
jornalista TVI


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