A CRÓNICA: TRÊS PONTOS IMPORTANTES NUM JOGO SEM ESPETÁCULO

Quase 21 dias depois a bola voltaria a rolar no Estádio do Dragão, desta vez para colocar frente a frente tripeiros e gilistas num embate a contar para a jornada cinco da Primeira Liga Portuguesa. A equipa da casa entrava em campo à procura de regressar aos bons resultados, uma vez que já não vence há três partidas, enquanto que o Gil Vicente FC, carrasco do FC Porto na passada temporada, ambicionava ser tomba gigantes e alcançar o quarto jogo sem perder não campeonato.

Sérgio Conceição lançou um onze inicial com um q.b. de surpresa, mas simultaneamente, expectável, dada a carga de trabalho dos azuis e brancos nos próximos dias. Os barcelenses vieram a jogo com um sistema inovador para o “Gil”, mas bastante habitual para grande parte das equipas da Primeira Liga que vêm jogar ao Estádio do Dragão.

Os motores demoraram a aquecer, dada a entrada pouco intensa tanto do FC Porto como do Gil Vicente FC e até à primeira meia hora de jogo vimos duas equipas a tentar entrosarem-se na partida. A turma de Rui Almeida apresentou-se bastante sólida a nível defensivo, conseguindo bloquear o plano de Sérgio Conceição, tendo sido também capaz de criar oportunidades no contra-ataque, principalmente por intermédio de Antoine Leautey e Samuel Lino.

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O FC Porto não se quis deixar ficar e a partir da meia hora de jogo colocou o pé no acelerador. Manafá, Toni Martínez e Evanilson, em três lances distintos, ameaçaram a baliza de Denis, tanto que o guardião brasileiro acabaria por ceder. Foi outro brasileiro, Evanilson, que desfez o nulo e estreou-se a marcar com a camisola azul e branca. Excelente lance coletivo pelo lado esquerdo portista com a bola a passar por Zaidu, Corona, Zaidu novamente, Nakajima e, por fim Evanilson, que fugiu à marcação e só teve de encostar para o golo. A primeira parte terminaria sem mais lances de perigo, com um FC Porto a vencer, mas ainda que sem convencer face a um Gil Vicente FC que se apresentou bastante competente.

 A segunda metade da partida iniciou com alterações do lado do FC Porto com a saída de Toni Martínez para a entrada de Romário Baró, passando a jogar num sistema de 4-3-3 com Nakajima e Corona nas extremidades ofensivas. O Gil Vicente FC mantinha a mesma estratégia para a segunda parte procurando a tão desejada igualdade no marcador.

Bem perto do relógio marcar uma hora de jogo é assinalada uma grande penalidade para o FC Porto por mão na bola de Ygor Nogueira num pós-remate de Romário Baró dentro da grande área. Matheus Uribe teve nos pés a oportunidade de dilatar a vantagem no marcador, mas o colombiano viu o seu remate ser defendido por Denis, que apesar de ver a sua equipa em desvantagem, protagonizava uma grande exibição.

Apesar do jogo estar bastante morno, o FC Porto viria a sofrer uma contrariedade a 15 minutos do fim, podendo colocar em causa o resultado da partida – Zaidu chocou com Joel e recebeu o segundo amarelo, forçando os dragões a agilizar o processo defensivo para aguentar o 1-0. Ainda assim, o conjunto azul e branco procurou matar o jogo nos últimos minutos através de lances rápidos de contra-ataque. Taremi teve a oportunidade de fazer ou assistir para o segundo golo da partida quase ao fechar do jogo, mas sem sucesso, acabando o FC Porto terminar o encontro com uma vitória pela margem mínima.

 A FIGURA

 Evanilson – Foi determinante na vitória portista ao fazer o único golo da partida e garantir os três pontos. No golo e na bola que enviou ao travessão esteve muito bem no posicionamento, mostrando ser um dos seus pontos fortes. Menção honrosa também para Nakajima que esteve bastante presente ao longo da partida.

O FORA DE JOGO

 Lourency – Esperava-se mais da estrela da companhia gilista, pois o avançado brasileiro já causou no passado muitos estragos ao FC Porto. Foi substituído ao minuto 62 para dar lugar a Baraye, uma vez que até ao momento tinha demonstrado pouca intensidade e importância no jogo. Um dia não para Lourency que resultara num dia não também para o Gil Vicente FC pela derrota sofrida frente ao FC Porto.

ANÁLISE TÁTICA FC PORTO

O FC Porto repetiu o sistema tático do jogo inaugural da Liga dos Campeões frente ao Manchester City FC, usufruindo da polivalência de vários jogadores como Zaidu, Manafá e Corona. Zaidu assumiu o lugar de central à esquerda com Pepe e Mbemba na sua companhia, Manafá esteve também no lado esquerdo intermediando a defesa e o ataque e na faixa oposta estava Corona, com o mesmo papel, mas com uma vertente mais criativa. Uribe e Fábio Vieira estavam ao centro e Nakajima também, embora mais adiantando no terreno e a descair para as laterais. Evanilson e Toni Martínez compuseram a dupla atacante da primeira parte. Na segunda parte, após a saída de Toni Martínez, o FC Porto passaria a jogar num 4-3-3 com Romário Baró no meio campo e Corona e Nakajima nas extremidades. Manafá e Zaidu saltaram para as laterais defensivas.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Agustín Marchesín (7)

Wilson Manafá (6)

Chancel Mbemba (7)

Pepe (7)

Zaidu (6)

Tecatito Corona (7)

Matheus Uribe (6)

Fábio Vieira (7)

Shoya Nakajima (8)

Evanilson (8)

Toni Martínez (6)

SUBS UTILIZADOS

Romário Baró (7)

Malang Sarr (6)

Mehdi Taremi (6)

Sérgio Oliveira (7)

Moussa Marega (-)

 

ANÁLISE TÁTICA GIL VICENTE FC

O Gil Vicente adotou também uma estratégica com três centrais (Ygor Nogueira, Rodrigo Prado e Rúben Fernandes) e uma linha de quatro médios composta por João Afonso, Claude Gonçalves, Talocha e Joel Pereira, sendo que Talocha e Joel Pereira, laterais habituais dos “Galos de Barcelos” assumiam tarefas defensivas quando o FC Porto tinha a posse da bola. Lourency, Samuel Lino e Antoine Leautey foram a armada ofensiva escolhida por Rui Almeida para o jogo de hoje. Uma tática que, apesar da derrota, deu resultado a nível defensivo, pois o Gil Vicente anulou muito daquilo que o FC Porto tinha planeado ofensivamente.

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Denis (7)

Ygor Nogueira (6)

Rodrigo Prado (8)

Rúben Fernandes (7)

Joel Pereira (7)

João Afonso (7)

Claude Gonçalves (7)

Talocha (8)

Antoine Leautey (7)

Samuel Lino (7)

Lourency (7) 

SUBS UTILIZADOS

Kanya Fujimoto (7)

Lucas Mineiro (7)

Bertrand Yves Baraye (6)

Renan (6)

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Desde criança a colecionar cromos e recortes de jornais de vários jogadores até às longas carreiras nos videojogos no seu clube do coração, foram muitas as alegrias que o desporto rei lhe proporcionou. Assume ficar fulo quando não consegue acompanhar um jogo da equipa da cidade Invicta, mas no que toca a tudo o que acontece à volta do seu clube sente a obrigação de estar sempre atualizado. Estuda Ciências da Comunicação e é através da escrita que se prefere expressar.                                                                                                                                                 O Tiago escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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