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Arsenal FC 0-0 Manchester United FC: Clássico de pólvora seca em Londres

Carlos Ribeiro · 4 min

Manchester Arsenal
Foto: Manchester United FC

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A CRÓNICA: UNITED EMPATA E DEIXA CITY CADA VEZ MAIS LÍDER

Um Arsenal FC vs Manchester United FC é sempre um clássico, independentemente de as duas equipas não estarem a passar por fases particularmente brilhantes no que à conquista de títulos e qualidade de jogo diz respeito. Ao contrário que do que vimos no primeiro duelo da época entre as duas equipas em Old Trafford, em que o jogo foi pouco brilhante e sem grandes oportunidades de golo, no Emirates Stadium as duas equipas entraram a querer vencer e a primeira parte foi um reflexo disso.

Assistimos a boas oportunidades para ambas as formações, das quais destaco um grande remate de meia-distância de Fred, na ressaca de um canto, que originou uma grande defesa de Leno. Partida muito dividida, mas com um ligeiro ascendente do Manchester United FC. Nota para a substituição forçada de McTominay, por lesão, com Solkjaer a mudar o figurino que inicialmente tinha pensado para este jogo, colocando Martial e puxando Pogba para o centro do terreno (mais fixo).


Ao intervalo, Arteta tirou Martinelli e colocou em campo o veterano Willian, procurando ter mais “cérebro” com a bola nos pés. Os segundos 45 minutos começaram mesmo com uma excelente oportunidade para o brasileiro do Arsenal finalizar, mas o remate saiu frouxo. Esta ocasião deu mesmo o mote a uma entrada positiva na segunda-parte, conseguindo frustrar as tentativas dos Red Devils.

O resultado teimava em não se alterar, apesar das várias oportunidades que iam surgindo. Lacazette na execução de um livre atirou à trave, logo a seguir Smith-Rowe fez com que De Gea fosse ao chão fazer uma excelente defesa e Cavani continuou um dia desastrado, a falhar duas boas ocasiões para fazer o 0-1.

A toada continuou assim até ao fim e o 0-0 não se desfez, resultando numa divisão de pontos que não agrada a nenhum dos clubes.

No Manchester United FC gostei sobretudo de Fred (na minha opinião, melhor em campo) e Lindelof, com Shaw (dos melhores esta época) a estar errático na decisão e Cavani e Bruno Fernandes especialmente mal. Já no Arsenal FC, Bellerin foi o melhor (parece estar a voltar à sua melhor forma), mas Xhaka e Partey demonstraram que formam uma boa dupla no meio-campo. Pepe esteve bem a criar, mas mal a finalizar.

 

A FIGURA


Mikel Arteta– Ao contrário de Solskjaer, que conseguiu piorar a equipa com a substituição de McTominay, Arteta melhorou-a ao intervalo com a entrada de Willian. Tanto, que até considero que a haver um vencedor desta partida, o mais justo seria o Arsenal FC. Uma equipa em retoma que tem dedo de treinador, mesmo apesar de ausências importantes de “habituais titulares”.

 

O FORA DE JOGO


Os atacantes de ambas as equipas- Como poderão perceber pelo que está escrito ou se viram o jogo, não coloco como figuras as duas defesas porque não creio que estivessem particularmente bem. O que aconteceu foi uma contínua falta de assertividade por parte de ambos os sectores atacantes que vimos aqui, especialmente por parte de Cavani, Bruno Fernandes, Pepe e Smith-Rowe, mas também Lacazette (que até enviou à trave, mas este catalogo-o como “azarado”). Houve oportunidades suficientes para ser uma partida com outro tipo de resultado.

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

Mikel Arteta passou pela tempestade e foi conseguindo reinventar-se, por isso temos um Arsenal FC com uma moral em alta para defrontar um dos seus maiores rivais. Claramente em retoma, o treinador espanhol optou por um 4-2-3-1, com Martinelli no lugar de Saka – com uma lesão de última hora na anca – e uma defesa que me parece não ser a melhor, mas sim a possível, face às ausências de Tierney e Pablo Mari. No meio, Partey volta a merecer a confiança do seu técnico neste seu período inicial com a camisola Gooner ao peito e o jovem Smith-Rowe, um dos responsáveis pela subida de forma da equipa londrina, a cimentar o seu lugar no onze.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leno (7)

Bellerin (7)

Holding (5)

David Luiz (6)

Cedric Soares (6)

Partey (6)

Xhaka (6)

Pepe (6)

Smith-Rowe (5)

Martinelli (5)

Lacazette (5)

SUBS UTILIZADOS

Willian (6)

Odegaard (-)

Nketiah (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Já o Manchester United FC aparece neste jogo depois de uma derrota em casa frente ao último classificado, o Sheffield United FC, que foi tudo menos surpreendente. Solskjaer mexeu muito e o sector mais fraco da equipa, a defesa, sofreu ainda mais. Neste jogo voltou a apostar naqueles que têm sido mais vezes titulares, numa tática de 4-2-3-1, mas que na verdade me parece mais um 4-2-2-2, que a dada altura era muito utilizado por Nagelsmann no RB Leipzig mas sobretudo no TSG Hoffenheim.

Cavani, a maior surpresa, atua mais fixo na frente de ataque, com Rashford a ser um parceiro que cai muito na ala e tendo atrás Bruno Fernandes e Pogba. A diferença é que Bruno é o “10” e Pogba é o falso-ala, que passa mais tempo no centro do terreno.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea (6)

Wan-Bissaka (6)

Maguire (5)

Lindelof (6)

Shaw (5)

Fred (7)

McTominay (5)

Pogba (6)

Bruno Fernandes (6)

Rashford (6)

Cavani (5)

SUBS UTILIZADOS

Martial (5)

Greenwood (-)

Carlos Ribeiro

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