Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

Football Manager 2008: O relembrar de tempos dourados e gloriosos

Guilherme Costa · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Na sequência da entrevista ao Evandro Roncatto, atualmente ao serviço do Casa Pia AC, veio-me à memória a sua passagem pelo CF Belenenses entre 2006 e 2008, e, como tal, associei-o logo ao clássico videojogo de futebol: o Football Manager (FM) 2008.

Lançado a 19 de outubro de 2007, foi o primeiro jogo que joguei deste famoso best-seller da Sports Interactive e a minha experiência inicial ”a sério” como Treinador, algo que me fez perceber que até podia ter enveredado pela carreira como Técnico Principal de uma determinada equipa e rivalizar com outras lendas do “Desporto Rei” como Alex Ferguson, Johan Cruijff, José Mourinho, entre outros, em termos de conquistas de prémios e troféus – obviamente que isto não passou de um mero típico sonho de alguém que fã do FM, nome mais usual pela legião de fãs à escala planetária.

O famoso e nostálgico painel de jogo 2D
Fonte: Sports Interactive

Recordo-me perfeitamente do meu primeiro save: assumi o comando do SL Benfica, clube que contava no seu plantel com inúmeros craques de outros tempos, como o jovem David Luiz à procura da afirmação europeia, o imperial Luisão na “flor da idade” (na altura, tinha 27 anos), o reforço Di María que vinha com a missão de fazer esquecer Simão Sabrosa e o maestro Rui Costa preparado para a sua última época como jogador.

Apesar de contar com estes “diamantes”, a equipa encarnada possuía jogadores que não deixaram grandes saudades aos adeptos benfiquistas, como Edcarlos, Zoro, Bergessio e Gilles Binya. A tarefa pedida pelo presidente era muito simples: conquistar o campeonato e terminar com a hegemonia do FC Porto na Liga, vencer a Taça de Portugal e a “recentemente” criada Taça da Liga (a competição estreou-se em 2007/2008) e tentar ir o mais longe na Liga dos Campeões. Sem fazer grandes ajustes ao plantel, acabei por conseguir vencer a Liga com 85 pontos conquistados e a “Prova Rainha”.

Após esse primeiro “save”, parti numa espécie de “Volta ao Mundo” e fui à conquista de outros campeonatos com outras equipas, tanto europeus – Alemanha, Itália, Holanda e Espanha – , bem como internacionais – África do Sul, EUA, China, Brasil, Argentina e Chile -, sempre com a ambição de juntar muitas taças e ser um treinador de reputação mundial (o certo é que treinei em inúmeros países, que, quando ia verificar os rankings de Treinadores de cada país, continente e mundial, aparecia sempre o nome ‘Guilherme Costa’ – o que prova que passei ao lado de uma grande carreira como Treinador).

Quanto ao jogo em si, este era o quarto da saga, e trazia consigo inúmeras novidades como o facto de contar com mais de 5 mil equipas de 50 países para o jogador mostrar todo o seu talento como técnico, a recriação da atmosfera dos “dias de jogo” para dar mais realidade, como previsões dos jogos, conversas com a equipa e instruções de marcação específicas, a organização do “Dia do Adepto” para aumentar a receita de bilheteira nos jogos em casa e a estipulação dos prémios de vitória nas distintas competições, que podia ser alterado no início de cada época – em suma, uma “mão” recheada de novas caraterísticas e possibilidades que elevou o FM 2008 com um dos grandes sucessos da Sports Interactive, onde foi estimado que cerca de cinco milhões de utilizadores tenham viciado este autêntico “tesouro virtual”.

A disciplina e rigor tático eram notas dominantes neste videojogo
Fonte: Sports Interactive

No que diz respeito aos craques do Football Manager 2008, confesso que a lista é demasiado extensa, uma vez que joguei este jogo até 2017 sensivelmente, daí que se tiver de dizer todos as promessas que cheguei a contratar, acabaria por escrever um longo texto – e obviamente não é isso que pretendo! -, mas passo a indicar três nomes que tentava logo ir buscar assim que começava um novo save:

O atacante finlandês era um verdadeiro achado
Fonte: Football Manager 2008

Mika Ääritalo – Um autêntico desconhecido para muita gente, um craque para os amantes do FM. O atacante do TPS Turku era sempre uma excelente contratação, pois jogava tanto a Extremo Direito como Esquerdo e, ainda, a Ponta de Lança. Nunca foi um “fora de série” na realidade, contudo era sempre um alvo a ser contratado no início de cada aventura devido às sua caraterísticas típicas de “matador”: veloz, boa capacidade de progressão com a bola nos pés e não tinha misericórdia no frente-a-frente com os guarda-redes, sendo um enorme “abono de família” na equipa que representava.

Adu era “lenda” no Football Manager
Fonte: Football Manager 2008

Freddy Adu – Uma pérola do futebol norte-americano que tinha acabado de chegar ao SL Benfica. Com 18 anos, o atacante era tido como um ”Puto Maravilha” que tinha tudo para brilhar ao mais alto nível no futebol europeu, mas isso acabou por não acontecer. No jogo virtual, Adu era caraterizado por ser tecnicista, rápido e um exímio finalizador, que lhe valia a conquista dos prémios de “Melhor Marcador da Liga” e/ou “Melhor Jogador da Liga” inúmeras vezes. Imaginem no fabuloso jogador que teria sido se o “Adu Real” fosse exatamente igual ao “Adu do FM 08”…

O jovem central bielorusso tinha um enorme potencial e raramente permanecia muito tempo no BATE Borisov
Fonte: Football Manager 2008

Yegor Filipenko – Mais um achado, desta vez na Bielorrússia. O jovem central de 18 anos pertencia aos quadros do BATE Borisov na altura do lançamento do jogo, mas raramente permanecia muito tempo no seu clube, uma vez que os seus atributos técnicos como posicionamento, marcação e bom jogo de cabeça faziam-no ser uma das contratações cruciais a se concretizarem para ter uma defesa de “betão” e a sofrer poucos golos. No mundo real, Filipenko nunca chegou a ter grande sucesso.

A lista ainda contempla nomes como Rodrigo Palacio (Boca Juniors), Breno (São Paulo), Diego Benaglio (CD Nacional da Madeira), Adrien Silva (Sporting CP), Roman Pavlyuchenko (Spartak Moscovo), Sotiris Ninis (Panathinaikos) Arouca (Flamengo), Vagner Love (CSKA Moscovo), Andrey Arshavin (Zenit St. Petersburgo), Ochoa (CF América), entre muitos outros.

O certo é que o Football Manager (FM) 2008 foi um dos grandes êxitos da Sports Interactive, e certamente perdurará na memória de todos aqueles que passaram horas e horas em frente do ecrã do computador a festejar uma vitória na final da Liga dos Campeões ou a reclamar um golo anulado num dérbi frente ao eterno rival.

Nota: Agradeço especialmente aos meus colegas de secundário, Gonçalo Martins e Lucas Minelli, pela ajuda dada na redação deste artigo nostálgico

 Foto de Capa: Sports Interactive

Guilherme Costa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.