GD Chaves 0-0 (3-2 g.p.) FC Porto: Em Chaves tens de ser valente!

- Advertisement -

fc porto cabeçalho

Numa eliminatória da Taça marcada, mais uma vez, pelo regresso tardio dos internacionais aos trabalhos dos respetivos clubes, o FC Porto deslocou-se a Chaves para defrontar o Desportivo local, com sérias ambições de seguir em frente na prova…mas as perninhas tremeram. Nuno Espírito Santo surpreendeu ao colocar de início dois jogadores que poucos minutos haviam somado esta época: André André e Varela. Se a entrada do primeiro se compreende, uma vez que A. André era um nome com fortes possibilidades de figurar no onze inicial, já a do segundo causa alguma estranheza por ser feita em detrimento de Brahimi, que se apresentou em bom nível ao serviço da sua selecção e acalentava esperanças de voltar a ser titular.

À parte disso, os dragões apresentaram-se no esquema habitual, em 4-1-3-2, com Sá para o lugar de Casillas na baliza, Maxi, Felipe, Marcano e Telles a completarem o quarteto defensivo habitual, Danilo a assumir as rédeas do meio campo, Varela na direita, A. André na esquerda e Otávio como maestro no apoio aos avançados Jota e André Silva. O início do jogo foi aquilo que se esperava, como é habitual nos jogos da Taça, com o Chaves a criar alguns calafrios com rápidos contra ataques e cruzamentos perigosos a aproveitar as dificuldades que Alex Telles estava a sentir com as constantes subidas de Perdigão e Paulinho. Só a partir do quarto de hora o FC Porto conseguiu assentar o seu jogo, baseado em transições rápidas, bem delineadas pela dupla atacante. Mas aqui reside um problema antigo: a finalização continua desafinada e exemplo perfeito disso é o minuto 22, quando Jota, isolado por André Silva, contorna o guarda redes na quina da área, perde ângulo, deixa atrás para Otávio que, mesmo estando a 25 metros da baliza, tem obrigação de rematar enquadrado quando esta está deserta. E a contenda foi-se mantendo até ao intervalo.

André Silva falhou o último penálti do FC Porto; Fonte: FC Porto
André Silva falhou o último penálti do FC Porto;
Fonte: FC Porto

A etapa complementar não trouxe novidades, à exceção do número de remates dos azuis e brancos, que foi subindo para a casa das duas dezenas. Aqui há a destacar a enorme exibição de António Filipe, sempre atento a negar as tentativas de André Silva, Jota e Varela. Também infeliz esteve André André, quando viu uma bola que levava o selo de ‘golo do ano’ ser-lhe devolvida pela barra que, segundo relatos de quem viu, ainda está neste momento a abanar. O Porto carregava, o Chaves remetia-se à defesa, mas a bola teimava em não entrar e, finalmente, NES percebe que tem de mexer. Aos 78’ entra a torre belga lá para o meio, tentando beneficiar do jogo mais direto que os portistas imprimiam na fase final, e sai Var…Otávio?! Sai Otávio, que estava cansado é certo, mas continua em campo o jogador mais errático da noite: Silvestre Varela. Mas do ‘drogba da caparica’ falaremos depois. Isto porque a noite era, mais uma vez, negra em termos de aproveitamento. Nem Depoitre, nem a sociedade Jota-Silva conseguia fazer as redes balançar. E chegávamos ao prolongamento. Ninguém merece tamanho sofrimento.

Para a meia hora final (que não o foi) NES opta por Layún e Evandro, deixando de fora A. André e Varela. Nuno fez, finalmente, a sua parte. Agora só faltava alguém substituir o…árbitro. João Capela padece da mesma patologia que a maioria da secção arbitrária deste país: não consegue levar o apito à boca de cada vez que existe um penálti a favor do FC Porto. Hoje, foram mais dois (três se quisermos ser rigorosos) e, correndo sempre o risco de serem falhados, eram oportunidades soberanas para os dragões acabarem ali com um jogo em que foram francamente superiores e avassaladores durante os 120 minutos. Mas isso não bastou.

Penáltis: Os deuses do futebol não querem nada connosco. A maré (oceano, se preferir) de azar teima em ficar. É o segundo amargo de boca em menos de duas semanas, mas há que apontar já baterias ao importante teste de terça feira, na Dinamarca.

Têm a palavra Nuno Espírito Santo e os seus pupilos. Força mental precisa-se!

Ricardo Anselmo
Ricardo Anselmohttp://www.bolanarede.pt
O azul e o branco é parte fundamental da vida do Ricardo. O amor pelo FC Porto faz dele um adepto ferrenho dos 'dragões'. Tem na escrita um amor quase tão grande como o que tem pelo clube, sendo sobre futebol que incide a maior parte das suas escrituras. No futuro, espera encontrar no jornalismo a sua ocupação profissional.                                                                                                                                                 O Ricardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Imprensa saudita avança: Eis quando Cristiano Ronaldo poderá voltar a jogar

Cristiano Ronaldo recebe boas notícias e está perto de regressar aos relvados. 3 de abril pode marcar o retorno do avançado.

André Villas-Boas muito crítico com o adiamento do Sporting x Tondela: «Um dos mais recentes escândalos que abalam a Liga Portugal»

André Villas-Boas abordou o adiamento do Sporting x Tondela. Presidente do FC Porto deu a sua opinião sobre o caso.

André Villas-Boas comenta suspensão de Luis Suárez: «Quase que convenientemente alinhado com o primeiro jogo pós-paragem de seleções»

André Villas-Boas, presidente do FC Porto, falou sobre os casos de Luis Suárez e de Morten Hjulmand, jogadores do Sporting.

Damaiense e Vitória SC empatam na 14.ª jornada da Primeira Liga Feminina

O Damaiense recebeu e empatou com o Vitória SC (1-1) na 14.ª jornada da Primeira Liga Feminina.

PUB

Mais Artigos Populares

Hugo Oliveira renova contrato com o Famalicão até 2028: «É um momento de muita felicidade»

O Famalicão anunciou este sábado a renovação de contrato de Hugo Oliveira. Técnico português assinou por mais duas épocas.

West Ham de Nuno Espírito Santo e Nottingham Forest de Vítor Pereira podem vir a lutar por avançado da Serie A

Santiago Castro é um avançado do Bolonha e está a ser associado a 3 clubes: West Ham, Nottingham Forest e o AC Milan.

Carlos Forbs já olha para a Escócia: «Acredito que se jogarmos com a mesma mentalidade, vamos conseguir fazer o nosso trabalho»

Carlos Forbs falou sobre a goleada de Portugal Sub-21 frente ao Azerbaijão e o espírito de grupo. Avançado anteviu também a Escócia.