Última horaChampions League: Manchester United humilhado em Como e Galatasaray derrota Lille em festa de golos
Publicidade

Olympique Lyonnais 0-0 FC Barcelona: Tanto desperdício só podia dar em nulo

João Reis · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A participação nos oitavos de final da Liga dos Campeões do FC Barcelona não começou bem. No terreno do terceiro classificado da Ligue 1, os blaugrana desperdiçaram imensas oportunidades e deixaram a eliminatória em aberto na segunda mão, com o Olympique Lyonnais a saber que se marcar no Camp Nou, terá uma vantagem preciosa para seguir em frente.

O jogo começou animado, tal como a atmosfera nas bancadas, com Barcelona e Lyon de mira apontada às balizas. Porém, enquanto as jogadas construídas pelos blaugrana não eram finalizadas da melhor maneira, os remates dos franceses encontraram a oposição de um inspirado Ter Stegen, a fechar a baliza com duas excelentes defesas ainda nos primeiros dez minutos.

Com o perigo criado pelo Olympique Lyon, o FC Barcelona colocou-se em sentido e procurou responder à altura. Contudo, o ataque catalão estava com a pontaria desafinada durante o primeiro tempo, com Messi e Dembelé a não aproveitarem várias oportunidades para abrir o marcador, enquanto Suárez parecia desaparecido do encontro.

Sob pressão dos blaugrana, a solução do Lyon passava pelo contra-ataque a fim de tentar surpreender a linha defensiva subida do Barcelona, mas a partir dos primeiros dez minutos que pouco perigo conseguiu criar, apesar das tentativas de Memphis Depay – em bom plano a substituir o suspenso Fékir – em mexer com o jogo ofensivo do Lyon.

Fonte: UEFA

Com a fraca pontaria catalã e as dificuldades em chegar à área adversária dos franceses, o nulo parecia certo ao intervalo, mas ainda houve uma ocasião para cada equipa desbloquear o empate. Primeiro, numa boa jogada do Lyon, que acabou com Terrier a atirar para a bancada; depois, Busquets apanhou uma bola perdida à entrada da área, mas o remate saiu ao lado da baliza de Anthony Lopes.

Na segunda parte, pedia-se mais ao homens de Ernesto Valverde. No entanto,  ofensivamente o FC Barcelona continuava irreconhecível com as dificuldades em visar a baliza de Anthony Lopes. Já o Olympique Lyon manteve a estratégia do contra-ataque, com Depay a ser o criativo dos locais, mas sem conseguir incomodar Ter Stegen.

Com o nulo a começar a satisfazer Bruno Génésio, o técnico do Lyon lançou Tousart e Pape Cheikh para fechar os caminhos da baliza, enquanto Maxwell Cornet entrou para dar velocidade no contra-golpe. Já Valverde apostou em Coutinho e Vidal, este já perto do fim, mas nem assim os blaugrana ficaram mais frios na hora de finalizar.

Os locais defenderam o empate com unhas e dentes, fechando os caminhos para a baliza com os onze jogadores próximos da grande área. O FC Barcelona raramente conseguiu o espaço para visar a baliza, mas quando conseguiu, os remates esbarraram num inspirado Anthony Lopes, que fez duas grandes defesas e foi assertivo na saída dos postes.

No final, ninguém quebrou o nulo e a eliminatória vai em aberto para o Camp Nou, com o FC Barcelona a ter de culpar-se a si mesmo por não voltar à Catalunha com uma vitória.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Lyon: A. Lopes, L. Dubois, Marcelo, J. Denayer, F. Mendy, T. N’Dombélé (P. Cheikh, 84’), H. Aouar, B. Traoré (L. Tousart, 69’), M. Depay, M. Terrier (M. Cornet, 75’), M. Dembélé.

FC Barcelona: M. Ter Stegen, N. Semedo, C. Lenglet, G. Piqué, J. Alba, S. Busquets, S. Roberto (A. Vidal, 81’), I. Rakitic, L. Messi, O. Dembélé (P. Coutinho, 67’), L. Suárez.

A FIGURA

Fonte: Olympique Lyonnais

Defesa do Olympique Lyonnais – A linha defensiva dos franceses esteve em grande no Groupama Stadium. Conseguiram ir bloqueando os caminhos para a baliza de todas as formas e feitios. Messi e companhia não foram suficientes para transpor o bloco compacto formado por Anthony  Lopes e companhia, que secaram completamente a força goleadora dos blaugrana.

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Barcelona

Luís Suárez – A prestação do internacional uruguaio foi uma desilusão. Num jogo em que se necessitava de frieza na finalização, Suárez pareceu ausente e não ofereceu o seu instinto goleador à equipa. O ponta de lança do Barcelona continua por se estrear a marcar nesta edição da Liga dos Campeões. Deixou imenso a desejar…

Foto de capa: UEFA

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

 

João Reis

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Resto do Mundo

Bélgica | O novo concorrente de Portugal no Ranking UEFA

A Belgica e a Liga Belga já são conhecidas há muito como viveiros de talento. Seja a partir da formação ou do recrutamento de seniores jovens, clubes como Genk, Anderlecht e Gent foram a montra que exibiu vários jogadores de classe mundial. Em anos recentes, os emblemas da Bélgica têm mostrado que sabem vender e, simultaneamente, manter um plantel que lhes permita competir na Europa. Sem o poder financeiro dos três grandes portugueses, os clubes belgas provam que o critério nas negociações e os projetos desportivos coerentes podem dar excelentes resultados.

João Pedro Santos · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Fabiano Freitas | Um velho conhecido das águias

Nesta quinta-feira, Omonia e Benfica defrontam-se para a terceira jornada de Liga da UEFA Europa League. O encontro entre os cipriotas e as águias é também marcado por um reencontro. Fabiano Freitas é um velho conhecido dos encarnados, não por ter jogado no clube da Luz, mas por se terem defrontando muitas vezes no passado, quando o guardião brasileiro (também cipriota com dupla nacionalidade) representou o Olhanense e mais tarde, o FC Porto.  Fabiano Ribeiro de Freitas nasceu a 29 de fevereiro de 1988, em Santo António de Jesus na Bahia. Fez a formação no Rio Branco-SP e ainda se estreou pela equipa em 2006. No ano seguinte, mudou-se para o São Paulo onde também acabou por não se impor, embora estivesse ligado ao clube paulista por três anos e tivesse vencido o Brasileirão Serie A no ano de estreia. Durante este período, fez apenas um jogo pela equipa principal, passou pela equipa sub-20 e foi cedido a clubes como Toledo (não jogou), Santo André (realizou um jogo) e América-RN (oito jogos) onde também não se afirmou. No entanto, chamou a atenção em Portugal, nomeadamente ao Olhanense que o contrata em 2011, a custo zero. 

Jorge Afonso · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.