Nesta selva reina o Leão Gyokeres | Sporting CP 2-0 FC Porto

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«Pelo ambiente e festejos, parece que o campeonato ficou decidido hoje», apontou Sérgio Conceição após a derrota do FC Porto com o Sporting. Constatemos o óbvio: estamos em dezembro e ainda faltam muitos meses.

Contudo, caso nada mude, o Sporting vai ser campeão nacional. É atualmente a melhor equipa a jogar futebol em Portugal e já demonstrou contra o SL Benfica (soberanos apesar da derrota) e agora com o FC Porto. Recuperaram o primeiro lugar e venceram um rival através de uma superioridade gritante tanto a nível defensivo (controlo) como ofensivo (transições, movimentos de rutura e arrancadas).

Diria que se percebe os festejos, desde que estejam centrados em si e não no adversário. E até acredito que se fosse a situação inversa, o FC Porto de Sérgio Conceição faria o mesmo.

Nos últimos tempos, Sérgio Conceição levava sempre a melhor nos duelos com Rúben Amorim. Neste clássico, certamente algo falhou na estratégia. O Sporting desbloqueou facilmente o jogo com movimentos de rutura (sobretudo com Viktor Gyokeres) e transitava com muito espaço, frente a um FC Porto com dificuldades em acertar a organização defensiva nestes momentos.

Gyokeres festeja o primeiro golo com a camisola do Sporting
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Os leões podiam ter rugido mais vezes. No outro lado do espelho, o Sporting assumiu o controlo defensivo (com um Eduardo Quaresma em alto plano) e não permitiu o FC Porto criar como se espera de uma equipa deste nível.

Há que dar mérito a Eduardo Quaresma. O jovem de 21 anos mal conseguia ter minutos e foi titular frente ao FC Porto, um jogo de grande exigência. Ainda assim, o defesa-central esteve mais que à altura e venceu vários duelos, sobretudo contra Wenderson Galeno. Caso a sua assistência contasse (foi invalidado), era a cereja no topo do bolo. Fez uma belíssima exibição.

No final da partida, Rúben Amorim deixou elogios, mas apontou a falta de consistência como o grande problema de Quaresma. É um caso para continuar a acompanhar.

Costuma-se dizer que o melhor fica para o fim. É certo que todos deram o seu contributo, porém é impossível não falar de Viktor Gyokeres. Sem bola, alinhou no primeiro médio do FC Porto (por norma foi Stephen Eustáquio) para dificultar a ligação de setores. Com bola, foi um génio. O pilar da construção ofensiva do Sporting através das suas movimentações no ataque à profundidade e arrancadas. Não se escondeu e fez um golo e uma assistência. Nesta época, o Sporting já tinha dado aviso que o “monstro” mordia. E voltou a morder. Atenção.

Diogo Lagos Reis
Diogo Lagos Reishttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o desporto lhe corre nas veias. Foi jogador de futsal, futebol e mais tarde tornou-se um dos poucos atletas de Futebol Freestyle, alcançando oficialmente o Top 8 de Portugal. Depois de ter estudado na Universidade Católica e tirado mestrado em Barcelona, o Diogo está a seguir uma carreira na área do jornalismo desportivo, sendo o futebol a sua verdadeira paixão.

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