Última horaImprensa espanhola escreve sobre Vitinha: «É uma impossibilidade para os restantes clubes»
Publicidade

Nesta selva reina o Leão Gyokeres | Sporting CP 2-0 FC Porto

Diogo Lagos Reis · 2 min

Gyokeres e Pepe travaram um duelo com clara vantagem para o jogador do Sporting
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

«Pelo ambiente e festejos, parece que o campeonato ficou decidido hoje», apontou Sérgio Conceição após a derrota do FC Porto com o Sporting. Constatemos o óbvio: estamos em dezembro e ainda faltam muitos meses.

Contudo, caso nada mude, o Sporting vai ser campeão nacional. É atualmente a melhor equipa a jogar futebol em Portugal e já demonstrou contra o SL Benfica (soberanos apesar da derrota) e agora com o FC Porto. Recuperaram o primeiro lugar e venceram um rival através de uma superioridade gritante tanto a nível defensivo (controlo) como ofensivo (transições, movimentos de rutura e arrancadas).

Diria que se percebe os festejos, desde que estejam centrados em si e não no adversário. E até acredito que se fosse a situação inversa, o FC Porto de Sérgio Conceição faria o mesmo.

Nos últimos tempos, Sérgio Conceição levava sempre a melhor nos duelos com Rúben Amorim. Neste clássico, certamente algo falhou na estratégia. O Sporting desbloqueou facilmente o jogo com movimentos de rutura (sobretudo com Viktor Gyokeres) e transitava com muito espaço, frente a um FC Porto com dificuldades em acertar a organização defensiva nestes momentos.

Gyokeres festeja o primeiro golo com a camisola do Sporting
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Os leões podiam ter rugido mais vezes. No outro lado do espelho, o Sporting assumiu o controlo defensivo (com um Eduardo Quaresma em alto plano) e não permitiu o FC Porto criar como se espera de uma equipa deste nível.

Há que dar mérito a Eduardo Quaresma. O jovem de 21 anos mal conseguia ter minutos e foi titular frente ao FC Porto, um jogo de grande exigência. Ainda assim, o defesa-central esteve mais que à altura e venceu vários duelos, sobretudo contra Wenderson Galeno. Caso a sua assistência contasse (foi invalidado), era a cereja no topo do bolo. Fez uma belíssima exibição.

No final da partida, Rúben Amorim deixou elogios, mas apontou a falta de consistência como o grande problema de Quaresma. É um caso para continuar a acompanhar.

Costuma-se dizer que o melhor fica para o fim. É certo que todos deram o seu contributo, porém é impossível não falar de Viktor Gyokeres. Sem bola, alinhou no primeiro médio do FC Porto (por norma foi Stephen Eustáquio) para dificultar a ligação de setores. Com bola, foi um génio. O pilar da construção ofensiva do Sporting através das suas movimentações no ataque à profundidade e arrancadas. Não se escondeu e fez um golo e uma assistência. Nesta época, o Sporting já tinha dado aviso que o “monstro” mordia. E voltou a morder. Atenção.

Diogo Lagos Reis

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

O início da revolução tática de Franclim Carvalho | Braga 2-0 Gent

Fechado o capítulo com Carlos Vicens, o primeiro teste do Braga sob o comando de Franclim Carvalho deixou indícios de uma equipa a procurar novos sinais de identidade e a querer agarrar o rumo da temporada, vencendo o Gent por 2-0 em frente aos adeptos gverreiros. O futebol de Vicens encantou em muitos momentos, surpreendendo até os três grandes do futebol português, mas a falta de produto final e a instablidade defensiva ditaram vários resultados negativos, acabando por forçar a mudança. Com o novo líder, a verticalidade do ataque bracarense foi sentida desde cedo e, apesar de ainda estar longe do ideal, o desempenho do Braga acabou por ser mais que suficiente para somar os primeiros três pontos da temporada na Conference League. A primeira grande alteração passou pelo sistema base, deixando o 3-4-3 de Vicens e instalando um 4-2-3-1, cujas nuances encaixaram muito bem com as características do plantel. Começando pelo momento ofensivo, o Braga mostrou grande variabilidade na quantidade e disposição dos elementos envolvidos na primeira fase de construção. A saída mais utilizada foi em 3+1, com Bright Arrey-Mbi a fechar como central e com João Moutinho como o elemento mais recuado do meio-campo, fazendo Gorby Baptiste «crescer», como referiu o treinador na conferência de imprensa, em resposta ao Bola na Rede. O francês é claramente o jogador com características que mais se adaptam a esta função, sendo assim alguém que pode vir a ter uma temporada em que dá mais um salto na carreira. No entanto, os minhotos conseguiram também construir em 3+2, deixando Gorby mais recuado, e ainda em 4+2, com Bright aberto na esquerda e Victor Gómez mais recuado na direita.

Dinis Jacob · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.