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Varzim SC 0-1 CD Mafra: Eficácia no regresso à Segunda Liga

Pedro Paupério · 4 min

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Na ronda inaugural da Segunda Liga, o Mafra foi à Póvoa vencer o Varzim por 1-0. Num jogo que terminou com 10 unidades de cada lado, a equipa visitante somou os três pontos graças a um golo de Flávio.

Depois de uma época atípica, o Varzim entrou para a nova temporada com o objetivo de melhorar o décimo lugar de 17/18. Já o Mafra, regressado do Campeonato de Portugal, arrancou para a nova época com o objetivo de ficar na Segunda Liga.

A equipa de Capucho, mais forte e a jogar em casa, desde cedo procurou assumir as despesas do jogo. Com o lateral Rui Coentrão a empurrar a equipa para a frente e Ruan Teles a tentar desequilibrar, a equipa da casa ia dominando o encontro.

Já a equipa do Mafra, a sentir muitas dificuldades com a bola, ia procurando condicionar as ações de Ruan Teles, mas lidava mal com a pressão alta imposta pela formação de Capucho.

Sem surpresa, após 20 minutos de controlo a primeira oportunidade do encontro pertenceu aos homens da casa, através de Rui Coentrão e Ruan Teles. O lateral esquerdo apareceu bem no ataque e cruzou largo, mas o extremo não teve a pontaria necessária para desviar com sucesso ao segundo poste.

O Mafra sentiu o aviso e, aos 28 minutos, procurou responder. O médio Zé Tiago deixou Flávio na cara de Paulo Vítor, mas o remate do avançado saiu muito ao lado.

Ciente da preponderância de Rui Coentrão e de Ruan Teles na partida, Capucho passou o extremo brasileiro para o corredor esquerdo, colocando os dois jogadores no mesmo flanco.

O Mafra entrou com o pé direito na Segunda Liga
Fonte: Varzim SC

O Varzim passou a carregar pela esquerda e, aos 34 minutos, Júlio Alves recebeu na pequena área, mas, num lance confuso, acabou por se deixar cair sem concluir a jogada.Os adeptos do Varzim pediram penálti, mas o árbitro Fábio Melo optou por advertir o avançado com o cartão amarelo por simulação.

A equipa da casa continuava a controlar, mas acabou por sofrer uma enorme contrariedade a dois minutos do descanso. Num lance ainda no meio campo do Mafra, Júlio Alves procurou roubar a bola a Guilherme Ferreira, mas acabou por cometer uma falta violenta sobre o defesa e ver o segundo amarelo.

No segundo tempo, a equipa do Varzim, a jogar com menos uma unidade, entrou remetida ao seu meio campo. Já o Mafra, em vantagem numérica, procurou subir no terreno, sobretudo através dos ataques à profundidade de Flávio.

O avançado dos visitantes, de resto, esteve nos poucos lances do Mafra no segundo tempo e, aos 58 minutos, ofereceu o golo a Rui Pereira, mas o remate do médio saiu ao lado.
No entanto, numa altura em que o Mafra começava a dominar o encontro, Guilherme Ferreira viu o segundo amarelo por entrada sobre Haman e devolveu a igualdade numérica à partida.

Apesar da contrariedade, a equipa visitante ia mesmo chegar ao golo aos 72 minutos, novamente por Flávio. Depois de um cruzamento largo da direita, o camisola 9 do Mafra surgiu no meio dos centrais do Varzim e cabeceou para o golo da vitória.

Até ao final, a equipa de Capucho tentou responder e Chérif ainda testou o guarda-redes contrário, mas Godinho respondeu com uma grande defesa e o resultado não se alterou.

A FIGURA:

Fonte: CD Mafra

Flávio Silva – Não foi uma exibição brilhante, mas o avançado do Mafra esteve nos três lances de perigo da sua equipa e deu a vitória com um cabeceamento certeiro depois de uma grande desmarcação.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Varzim SC

Júlio Alves – O avançado do Varzim tem de ser apontado como o principal responsável pela exibição cinzenta da sua equipa. É certo que Capucho estava a pedir pressão alta, mas ter visto o segundo amarelo em dez minutos num lance tão desnecessário foi um rude golpe nas aspirações da equipa da casa.

CONFERÊNCIA BnR

Varzim SC:

Bola na Rede – Quais são os objetivos do Varzim para a nova época? E, relativamente ao encontro, o que pretendia com a saída de Ruan Teles?

Nuno Capucho – Quando foi a apresentação desta época desportiva, ficou definido que o objetivo principal era fazer melhor do que na época passada, mais um ponto do que no ano passado. Quanto às entradas do Haman e do Chérif, a equipa estava em inferioridade numérica e pretendíamos dar ferscura física à equipa, pretendíamos criar outro tipo de oportunidades e dar frescura física à equipa para ter mais chegada à área adversária.

CD Mafra

Bola na Rede – O Mafra jogou um largo período em vantagem numérica, mas acabou por só chegar ao golo quando já tinha apenas dez unidades em campo. Como vê este dado?

Filipe Martins – É verdade que na teoria é mais fácil jogar com mais uma unidade, mas hoje em dia, dada a organização das equipas, a diferença de jogar com uma unidade a mais é cada vez menor. Não foi por o Varzim ter uma unidade a menos que passou a ser uma equipa mais frágil. Passámos talvez a ter mais espaço na construção, mas o Varzim mesmo com dez foi sempre uma equipa venenosa.

Foto de Capa: Varzim SC

Pedro Paupério

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