FC Bayern de Munique 1-1 Villarreal CF: O submarino que se transformou em autocarro e seguiu para as meias

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A CRÓNICA: QUEM TUDO QUER, TUDO PERDE

Segunda mão dos quartos de final entre FC Bayern de Munique e Villareal CF e em Espanha mandaram os da casa, que arrecadaram a vantagem mínima para a eliminatória. Na Allianz Arena esperava-se uma partida semelhante, com os Bávaros a dominarem todas as ações, enquanto o submarino amarelo se limitaria a procurar contra-ataques rápidos.

Isso acabou por se verificar, de facto nem poderia de outra forma, e foram os alemães a terem bola durante grande parte do tempo, procurando entrar na área através de cruzamentos e combinações rápidas. O facto é que as coisas raramente saíram bem e chegou o fim dos 45 minutos sem que o FC Bayern de Munique conseguisse ter uma grande oportunidade. Destaque apenas para um cabeceamento perigoso de Musiala que viria a dar uma defesa fácil a Rulli.

Para o segundo tempo a equipa caseira teria de acelerar o seu processo se queria ter alguma chance de discutir a eliminatória, visto que Unai Emery decidiu substituir o submarino pelo autocarro no balcão da área. Não foram muitas as melhorias, e a verdade é que foi num erro na saída de bola adversária que Lewandowski atirou a contar para o fundo das redes. A bola foi rasteira, devagar, bateu no poste, mas entrou mesmo, empatando a eliminatória a um.

A partir daí pouco ou nada mudou, com os Bávaros a continuarem a assumir todas as despesas do jogo, mas sem conseguirem criar grandes oportunidades. Já tudo esperava o prolongamento quando num contra-ataque, a única maneira possível, o Villareal CF decidiu que mais 30 minutos não serviriam as suas pretensões e fizeram o empate na partida, que dava a vantagem na eliminatória. Gerard Moreno com um grande passe para o recém-entrado Chukueze que, com um remate enrolado, colocou a bola no fundo das redes.

O FC Bayern de Munique não conseguiu contrariar este golpe duro e foi o autocarro amarelo a carimbar a passagem para as meias, com uma queda histórica dos alemães que certamente não esperavam este desfecho.

 

A FIGURA

Pau Torres – Esta distinção poderia ir para o nigeriano Chukuweze, que acabou por fazer o golo decisivo, mas prefiro neste caso destacar a melhor exibição e essa teria de ir para um dos dois defesas centrais do Villareal CF. Optámos por Pau Torres, internacional espanhol que simplesmente cortou tudo o que havia para cortar. Não teve uma pequena falha, não teve um passe mal feito, não cometeu um único erro. Exibição perfeita quando a intenção era defender com tudo o que a equipa tinha.

 

O FORA DE JOGO

Falta de inteligência do FC Bayern de Munique – Em todo o mundo se sabia da vantagem dos alemães, e é natural que quisessem resolver o jogo nos noventa minutos que eles próprios acreditavam ser suficientes para marcar dois, três ou quatro golos. A verdade é que só marcaram um, e numa altura tão próxima do prolongamento, não fez qualquer sentido a sua abordagem demasiado arriscada. Não estavam a perder e ainda assim colocaram toda a equipa quase dentro dos últimos quarenta metros, esquecendo-se que do outro lado estava uma equipa perita no contra-ataque. Desta vez, o atrevimento de Nagelsmann e seus comandados saiu completamente furado.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN DE MUNIQUE

A equipa de Munique iniciou a partida no sistema de 3-4-2-1, com Pavard, Upamecano e Hernandéz a atuarem como centrais, contando com o apoio de Kimmich no momento defensivo, que raramente se verificou. Goreztla fez parelha com o seu compatriota no meio-campo, quanto que Sané e Coman atuaram nas linhas, deixando a frente de ataque entregue a Musiala, Muller e Lewandowski, o polaco na função de ponta de lança, aproveitando o apoio dos dois alemães. Nagelsmann sabia que teria a bola durante grande parte do tempo e por isso optou por três centrais apenas, que ainda assim por vezes se juntavam ao ataque, deixando ekm Kimmich e Goretzka o filtro de todo o ataque. Acabaram por recorrer muito aos cruzamentos, raramente perto da linha final, e por serem tão de frente acabaram por ser quase todos intercetados pela defensiva contrária.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neuer (6)

Pavard (7)

Upamecano (8)

Lucas Hernadez (7)

Kimmich (7)

Goretzka (6)

Sané (4)

Muller (5)

Musiala (5)

Coman (7)

Lewandowski (6)

SUBS UTILIZADOS

Gnabry (5)

Alphonso Davies (3)

Choupo-Moting (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – VILLAREAL CF

Os espanhóis apresentaram-se na Allianz Arena num 4-3-3 que foi mais um 4-4-2 porque a equipa esteve quase sempre a defender. A linha defensiva foi composta por Foyth à direita, Estupinan à esquerda e Raúl Albiol e Pau Torres no centro. No meio campo jogou Parejo, Capoue, Coquelin e Lo Celso, deixando para Danjuma e Gerard Moreno a linha de defesa mais avançada, passo a contradição. A estratégia é, para quem vê de fora, muito simples: defender com 11 e, quando recuperassem a bola, sair com três ou quatro elementos de forma a ferir a adiantada equipa alemã. Na prática não foi assim tão simples, mas é de louvar a competência defensiva mostrada durante todos os 90 minutos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rulli (7)

Foyth (7)

Raúl Albiol (8)

Pau Torres (9)

Estupinan (8)

Parejo (7)

Capoue (7)

Coquelin (7)

Lo Celso (6)

Danjuma (6)

Gerard Moreno (6)

SUBS UTILIZADOS

Chukuweze (8)

Alfonso Pedraza (6)

Serge Aurier (-)

Guilherme Vilabril Rodrigues
Guilherme Vilabril Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Guilherme estuda Jornalismo na Escola Superior de Comunicação de Comunicação Social e é um apaixonado pelo futebol. Praticante desde os três anos, desde cedo que foi rodeado por bola e por treinadores de bancada. Quer ser jornalista desportivo, e viu no Bola na Rede uma excelente oportunidade para começar a dar os primeiros toques.

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