Roberto Martínez divulgou os convocados de Portugal para os jogos de setembro da equipa das quinas. O técnico explicou as opções.
Roberto Martínez já falou após a revelação dos convocados de Portugal para os próximos dois jogos de apuramento para o Mundial de 2026. A equipa das quinas vai defrontar a Arménia (6 de setembro) e a Hungria (9 de setembro) no mês de setembro e os eleitos foram divulgados em conferência de imprensa, na Cidade do Futebol.
Roberto Martínez começou por abordar a ausência de Diogo Jota, sonho de ganhar o Mundial 2026 e passagem da camisola 21 para Rúben Neves:
«É um aspeto humano, mas acho que a ausência do Diogo Jota é um fato de união, motivação, responsabilidade. O Diogo queria ganhar o Mundial, estamos aqui para lutar para atingir o sonho. A camisola 21 passa a ser usada por Rúben Neves. Assim continua com todos nós no relvado».
Roberto Martínez diz que a passagem da camisola 21 de Diogo Jota para Rúben Neves foi uma «decisão da família» do internacional português falecido:
«Ele é que devia falar disso. Teve uma relação muito próxima do Diogo Jota, foi uma decisão da família do Diogo Jota».
Portugal tem responsabilidade acrescida por ganhar a Liga das Nações?
«Portugal joga para ganhar, aceitamos que essa é a nossa pressão. O foco é continuar o caminho, continuar a melhorar os aspetos táticos, no relvado, melhorar tudo o que mostrámos para ganhar a Liga das Nações. Setembro é um mês difícil, nova época para os jogadores e precisamos de começar bem. É um desafio para nós continuar o que estamos a fazer».
Roberto Martínez foi questionado por João Félix na Arábia Saudita:
«Já disse muitas vezes que não há um passo certo, o importante é jogar, ter desafios onde o jogador possa evoluir e crescer. O João Félix tem 25 anos mas tem muitos anos de experiência. Agora está feliz e a jogar, isso é que é importante».
Roberto Martínez revela que Rodrigo Mora vai para a equipa sub-21:
«O Mora está numa fase normal, no futebol há momentos difíceis, momentos bons, importante é manter a atitude, o talento dele é excecional, adoro-o. O mister Luís Freire vai falar dele, pensamos que é um bom estágio para ele ter um papel importante nos sub-21, não é uma despromoção, é um passo para continuar a sua formação. Arábia? Já tivemos outros exemplo, Rúben Neves, Cristiano… Não é a liga ou o país, o importante é o papel do jogador dentro do balneário».
Roberto Martínez falou sobre o regresso de João Cancelo:
«O foco é agora, é setembro. O número de jogadores na Liga das Nações eram 26, não temos o Nélson Semedo e o Rafael Leão, que não estão aptos. O Cancelo estava no grupo, mas saiu pela lesão que teve, mas temos um grupo de jogadores que estão perto da Seleção: Mangas, Nazinho, Diego Fernandes, João Mário, Alberto Costa, Mateus Fernandes, Quenda… O importante é criar um grupo competitivo mas a Seleção está aberta. Queremos crescer nos próximos seis jogos. Temos de começar onde terminámos em junho».
Roberto Martínez foi questionado sobre uma possível convocatória de Paulinho:
«O ataque é um espaço difícil para entrar. Gonçalo Ramos é o jogador com maior número de golos por minutos na Europa, o Ronaldo com 18 golos em 23 jogos internacionais. É um espaço difícil. Gostamos de ter dois pontas de lança na Seleção, mas acompanhamos todos os jogadores».
Roberto Martínez diz que Portugal «pode jogar olhos nos olhos com qualquer seleção do Mundo»:
«O título ganho na Alemanha contra uma equipa como a Espanha foi um momento psicológico muito importante para a equipa. O importante é criar uma equipa e temos evoluído muito. Podemos jogar olhos nos olhos com qualquer seleção do Mundo e isso não é talento, é dinâmica, crença dentro do balneário. Temos uma competição nova, faz parte do mesmo processo que iniciámos há dois anos e meio».
Roberto Martínez foi questionado sobre se esta convocatória não podia ter sido uma boa oportunidades para integrar novos nomes:
«O objetivo da Seleção é ganhar e não mudar por mudar. Depois de ganhar uma Liga das Nações, o importante é continuar e crescer com o que fizemos há dois meses. A nossa forma de trabalhar é acompanhar muitos jogadores, a porta da Seleção está aberta, mas precisamos de criar um espaço competitivo e não mudar jogadores só por mudar. Queremos fazer o que não foi feito, que é ganhar o Mundial».
Roberto Martínez acredita que a Hungria será provavelmente o «maior desafio» na fase de grupos:
«Não é nada novo, tivemos os 10 jogos de apuramento para o Europeu, ganhámos os 10, os de apuramento para a Liga das Nações. Um apuramento com 6 jogos não dá margem de erro. Temos de respeitar o adversário, a Arménia joga em casa, tem um selecionador novo. Depois a Hungria é uma equipa muito estável, joga bem em casa e será provavelmente o maior desafio que vamos ter nesta fase de grupos».
Raphael Guerreiro estava no radar da Seleção Nacional?
«O Raphael é jogador para a seleção, acompanhamo-lo, temos linha direta com ele e com o seu clube. O aspeto dos laterais, o Cancelo e o Diogo Dalot, são importantes pela versatilidade que têm, dão muitas opções para preparar os jogos. É importante ter jogadores com experiência e versáteis. Temos o João Mário, não jogou muito mas fez uma época importante, Alberto Costa começou muito bem, Ricardo Mangas já teve desempenhos de alto nível. É importante ter muitos jogadores nessas posições, mas agora o foco é melhorar o que temos no balneário».