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Roberto Martinez

22 artigos · último

Seleção Nacional

Hora do mata-mata: Portugal previsível e sem chama

A seleção de Portugal está apurada para os dezasseis avos de final do Mundial 2026, com apenas uma vitória em três jogos e um futebol praticado muito longe de convencer. Finalizada a fase de grupos e com o caminho aberto para as eliminatórias, é um momento para um breve balanço do desempenho da seleção nacional portuguesa nos primeiros três jogos e perspetivas para a próxima etapa. A crítica principal vai para Roberto Martinez. Já pecando pela demora, é notória a falta de capacidade do selecionador nacional em implementar um estilo de jogo coeso, equilibrado e capaz de alinhar a qualidade do atual plantel português. Além de ter mantido vários elementos tempo de mais no onze titular sem que tal o justificasse, em todos os setores do campo, à exceção da baliza. Tendo sido a Colômbia a principal adversária de Portugal na disputa pelo primeiro lugar do grupo, não se percebe que os jogos com o Congo e Uzbequistão tenham sido jogos em que não foram dadas oportunidades a alguns jogadores (à partida) não titulares.

Jorge Afonso · 9 min de leitura
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Tribuna VIP

Irlanda 2-0 Portugal: Horrível

Portugal não deve ignorar o que aconteceu em Dublin. Ao contrário do que o selecionador afirmou, este não é um jogo para esquecer. É um jogo para recordar, analisar e compreender, porque expôs problemas que já foram percebidos noutras partidas, mas que continuam sem resposta. Foi o segundo match point para garantir a qualificação para o Mundial. E voltou a falhar. Falhou com uma exibição fraca, pouco intensa, sem ideias e sem capacidade de adaptação. E falhou frente a uma Irlanda que mostrou que há várias formas de chegar ao resultado, mesmo sem ter a qualidade individual de Portugal. Os números desmontam qualquer tentativa de narrativa positiva: 77% de posse de bola, mas 14 remates permitidos aos irlandeses. Portugal teve bola, mas nunca teve controlo. Dominou o tempo de jogo, mas não dominou o jogo em si.

João Prates · 2 min de leitura
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Seleção Nacional

É Portugal o favorito ao Mundial 2026?

Primeiro que tudo, é preciso lá chegar. Se é verdade que a seleção está muito perto de carimbar o seu bilhete para a América do Norte, também é evidente que a qualificação não tem tido o brilho que se poderia esperar ao ler a lista de convocados. Com um lote de jogadores que inclui vários dos melhores do mundo, Portugal deveria demonstrar uma superioridade evidente frente a adversários como Irlanda e Arménia, e mesmo contra a Hungria, formação ligeiramente mais forte. Tal como quando estava ao serviço da Bélgica, Roberto Martinez continua a ter dificuldades para retirar o melhor de um plantel de luxo. Várias decisões discutíveis relacionadas com uma má leitura do que se passa em campo têm dificultado encontros que podiam ser resolvidos muito mais cedo. Portugal tem jogado de forma “excessivamente paciente”, com pouco rasgo e “poucas” oportunidades, tendo em conta a domínio da posse de bola que é frequentemente avassalador.

João Pedro Santos · 3 min de leitura
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Seleção Nacional

Portugal tem os melhores jogadores do mundo, já só falta ter também o melhor jogo

A fase de apuramento para o Mundial 2026 está a ser um importante abre olhos para Portugal e, esperemos nós, para Roberto Martínez. Em quatro jogos, só um deles, na Arménia, se traduziu numa vitória confortável. Todos os outros foram ganhos já para lá dos 80, com a competência de uma jogada de João Cancelo, um cruzamento bem medido de Francisco Trincão ou o aparecimento matreiro de Rúben Neves no espaço entre centrais. O empate diante da Hungria, uma das seleções mais interessantes do panorama europeu, mas de classe média, expôs a nu algumas das fragilidades portuguesas. A Hungria tem alguns intérpretes de luxo e uma identidade bem consolidada pelo relacional Marco Rossi, que foi capaz de oferecer aos húngaros condições para jogar à bola e com a bola. Não há, nesta análise, qualquer tipo de demérito ou desvalorização à seleção que se bateu contra Portugal e que, apesar da décalage de recursos, conseguiu resgatar um empate em Alvalade. Mesmo em termos individuais, com as estrelas Dominik Szoboszlai e Milos Kerkez à cabeça, mas também com o perfume de Callum Styles, a capacidade de agredir espaços e de remate de Rolland Sallai ou a estampa física de Barnabás Varga, há qualidade de sobra na Hungria. O centro da questão é a qualidade em termos absolutamente superiores dos jogadores portugueses.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
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