Davis Cup Qualifiers 2025: Segunda ronda com surpresas e reviravolta épica

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Entre os dias 12 e 14 de setembro, decorreu a qualificação que permite a sete países a passagem à fase final do mítico torneio de países no ténis, Davis Cup. De relembrar que, a Itália já está apurada para Final 8 e vai defender o título em casa, na cidade de Bologna.

Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Chéquia, Croácia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, França, Hungria, Japão e Países Baixos, finalista vencido em 2024, foram os 14 países presentes na segunda ronda.

O grande destaque desta qualificação é sem dúvida a extraordinária reviravolta da Espanha frente à Dinamarca. Um facto curioso, é que os nuestros hermanos foram os únicos a vencerem em casa.

A Espanha convocou, inicialmente, Carlos Alcaraz, Alejandro Davidovich Fokina e Marcel Granollers, mas por motivos distintos não participaram e foram substituídos por Jaume Munar, Roberto Carballés Baena e Pablo Carreño-Busta.

O início foi complicado para a seleção espanhola, com duas derrotas consecutivas. Na estreia, Holger Rune bateu Pablo Carreño-Busta, por 7-5, 6-3. Na partida seguinte, aconteceu algo que ninguém estava à espera. Jaume Munar, 37.º no ranking mundial, perdeu contra Elmer Moller, 113.º do mundo, pelos parciais de 6-2, 1-6, 4-6.

Após o primeiro dia de competição, a Dinamarca estava cada vez mais perto de participar pela primeira vez na Final 8 da Davis Cup. Contudo, no jogo de pares a Espanha reduziu para 1-2. Pedro Martinez e Jaume Munar venceram August Holmgren e Johannes Ingildsen, por 1-6, 6-3, 6-2. Desta forma, deu-se o início à “la remontada”.

No quarto confronto, Holger Rune desperdiçou um match point no terceiro set e Pedro Martinez empatou a eliminatória ao derrotar o dinamarquês, por 6-1, 4-6, 7-6.

Em Marbella, o impossível virou realidade no quinto e derradeiro encontro. O experiente Pablo Carreno-Busta bateu Elmer Moller, com os parciais de 6-2 e 6-3. No primeiro set, o espanhol esteve irrepreensível, enquanto no segundo viu Moller a crescer, mas este não soube aproveitar as suas oportunidades e foi quebrado por Carreno-Busta, que deu o 4-2. O dinamarquês ficou visivelmente desanimado e não conseguiu recuperar.

A Austrália também esteve perto de fazer uma reviravolta épica, mas não conseguiu e a eliminação dos australianos tornou-se uma das surpresas da qualificação.

A semifinalista da edição passada, começou a perder contra a Bélgica por 0-2. O belga Raphael Collignon, 91.º do ranking ATP, venceu Alex de Minaur, oitavo no ranking, por 7-5, 3-6 e 6-3, numa partida que durou mais de três horas. Esta vitória histórica de Collignon, certamente, deu forças a Zizou Bergs que bateu Jordan Thompson, por 7-6(4) e 6-4.

As vitórias no jogo de pares de Rinky Hijikata e John Peers e a de Alex de Minaur contra Zizou Bergs levaram a eliminatória para a negra e os australianos começavam a sonhar com a Final 8.

Contudo, seleção dos antípodas não aproveitou o fator casa no quinto jogo e Raphael Collignon derrotou Aleksandar Vukic, por 6-7(5), 6-2 e 6-3 e colocou a Bélgica na fase seguinte, algo que não acontecia desde 2018. Campanha histórica do tenista belga, que nunca mais se irá esquecer deste fim de semana em Sidney.

As outras duas surpresas são as eliminações dos Estados Unidos e da Croácia, duas seleções que, habitualmente, chegam à Final 8.

Os americanos com Taylor Fritz e Frances Tiafoe não conseguiram superar a Chéquia do jovem Jakub Mensik e foram eliminados por 2-3, no agregado final. Nesta eliminatória, ora vencia uma, ora vencia a outra e no duelo final a seleção checa levou a melhor. Mensik derrotou Tiafoe, por 1-6 e 4-6 e a Chéquia regressa à fase final da Davis Cup.

A vencedora de 2018, não resistiu à força gaulesa. A França, num agregado de 1-3, afastou a Croácia, em Osijek. Os croatas só tiveram esperanças com a vitória da dupla Nikola Mektic e Mate Pavic face a Benjamin Bonzi e Pierre Hugues Herbert. As contas ficaram fechadas na vitória de Corentin Moutet sobre Marin Cilic, para muitos o melhor tenista croata de sempre, por 7-5 e 6-4.

Tal como a Austrália, a Hungria quase fazia uma reviravolta histórica, mas a vaga vai ser ocupada pela Áustria. A seleção austríaca alcança pela primeira vez a Final 8. O início foi excelente com as vitórias de Jurij Rodionov e de Lukas Neumayer, mas deixaram-se empatar e tudo foi decidido na negra. Em Debrecen, Rodionov foi o herói ao arrasar Marton Fucsovics, pelos parciais de 6-2 e 6-1.

As outras duas seleções apuradas são a Alemanha e a Argentina, ambas passaram com facilidade. Os germânicos eliminaram o Japão pelos estrondosos 0-4. A eliminatória ficou resolvida no encontro de pares, com a vitória de Kevin Krawietz e Tim Puetz sobre Yosuke Watanuki e Takeru Yuzuki, por 6-3 e 7-6(4). A Argentina afastou os Países Baixos, por 1-3 no agregado final, e volta a estar pelo segundo ano consecutivo na Final 8. Os neerlandeses vencerem o último encontro, mas a seleção albiceleste já tinham a eliminatória assegurada.

As oito seleções já são conhecidas, resta saber os duelos na Final 8. O sorteio está agendado para o dia 17 de setembro e dois meses depois arranca a Finals da Davis Cup.

Uma pequena nota para eliminação de Portugal diante o Peru, no Grupo Mundial 1 da Davis Cup. A seleção das quinas perdeu, por 3-1, depois da derrota de Nuno Borges contra Ignacio Buse, pelos parciais de 3-6, 6-3 e 6-2. Portugal com esta eliminação não irá participar nos Qualifiers de 2026 da Davis Cup.

Gonçalo Carneiro
Gonçalo Carneiro
Gonçalo é licenciado em Ciências da Comunicação e encontrou na escrita o refúgio perfeito para se manter ligado ao mundo do desporto. Acredita que o jornalismo desportivo é o seu rumo ao estrelato.

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