O PSG e os portugueses

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Antes do jogo contra o Sporting, onde os leões terão um confronto inédito em Alvalade, contra os campeões europeus, nunca tendo defrontado o PSG, no seu historial nas competições europeias, vale relembrar o percurso feito pelos portugueses na equipa visitante.

Nos últimos meses, este quarteto fantástico, esteve nos holofotes do futebol mundial, com cada um a contribuir não só para a tradicional consistência da equipa parisiense na arrecadação de troféus em França, mas também para a conquista da primeira Champions League do clube, a Supertaça Europeia e uma final perdida num Mundial de Clubes do último verão, que alargou a temporada do PSG, e onde a formação de Luis Enrique, permaneceu com o mesmo nível futebolístico apresentado antes de partirem para os Estados Unidos, mesmo com o risco elevado de lesões e a preocupação com o número de jogos por temporada.

Nuno Mendes Granit Xhaka
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Nuno Mendes – O retorno de um dos jovens mais promissores da academia do Sporting. Nuno Mendes chegou ao PSG, inicialmente por empréstimo de um ano. A ausência de Acuña e a confiança de Ruben Amorim em apostar no lateral aos 18 anos, foi um sucesso tremendo se analisarmos a carreira de Mendes até aqui.

Em apenas uma época, Nuno Mendes passou de um dos heróis de Alvalade, ao ajudar na conquista do título que escapava ao Sporting há duas décadas, para um PSG repleto de estrelas, entre Messi, Mbappé e Neymar no ataque, Donnarumma entre os postes e Sérgio Ramos na defesa. Mas quem diria, que Mendes tendo sido uma das aquisições mais obscuras daquela janela de transferências, é agora o único jogador dos cinco mencionados e sem dúvida, entre o grupo mais importante de Luis Enrique. O início pode não ter sido o mais ideal.

Mesmo assim, com a opção de compra ativada pelos ‘parisienses’, a temporada-chave do lateral esquerdo chegou em 2024/25, e a conquista da Champions League e da Nations League, o seu primeiro título por Portugal, onde foi eleito melhor jogador da ‘final four’. Um jogador que teve o seu mediatismo elevado, e por mérito, especialmente na primazia defensiva que exibiu durante os confrontos contra os melhores extremos do mundo, onde teve uma sólida vantagem, nomeadamente Mohammed Salah, Bukayo Saka e Lamine Yamal.

Vitinha Portugal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Vitinha – Comparando com a Nuno Mendes e Gonçalo Ramos (cujo denominador é a formação de cada um nos ‘três grandes’), Vitinha chegou ao PSG em setembro de 2022, num período onde vencer era crucial, após o primeiro desaire do ‘melhor ataque do mundo’ em assegurar uma Champions League, que até então, era maioritariamente pelo público atribuída ao PSG, para não conseguir passar de todo dos oitavos de final, frente ao Real Madrid.

Mais uma eliminação se sucederia, desta vez contra o Bayern de Munique, e os rumores de desentendimentos com Messi, e supostas alegações de Neymar, que atribuem as culpas a Vitinha pelo fracasso de 2022/23, intensificaram as incertezas acerca da contratação do médio. Especialmente, com a reputação que Vitinha construiu no Wolverhampton, onde nunca teve o sucesso desejado (algo que Vitinha durante uma entrevista a Rio Ferdinand, apontou para o contexto onde estava), a saída de Neymar e Messi e a entrada de Enrique foram determinantes para o novo estilo de jogo.

As coisas começaram a endireitar-se com um PSG mais próximo de uma Champions League, apenas caindo na meia-final, contra o Dortmund, mas uma temporada com nove golos e cinco assistências em 46 jogos, curiosamente a melhor temporada a nível estatístico (em 2024/25, realizou menos um golo ao serviço do PSG).

Os duelos contra o Liverpool, Arsenal e Aston Villa, reforçam as afirmações de Vitinha, sobre o ‘contexto’ sobre o qual o seu futebol depende, apesar de não necessariamente o provar dentro da Premier League. O jogador de 25 anos, passou de um mero médio a um arquiteto colossal da construção de jogo.

Vitinha entrou definitivamente nas conversas de melhores médios da atualidade, sendo incluído no melhor 11 da competição milionária, e no top três na classificação da Bola de Ouro, a primeira vez que um médio português alcançou tal reconhecimento, foi com Deco em 2004, no segundo posto.

João Neves
Fonte: Luís Batista Ferreira / Bola na Rede

João Neves – Terminada a era Mbappé, e as contratações de Luis Enrique demonstraram a vontade de criar uma equipa mais competitiva e organizada. As expectativas a melhorarem cada vez mais, quanto ao sucesso de jogadores da Primeira Liga, na Ligue 1, não só pelos exemplos do PSG, mas com Tiago Santos (ex-Estoril) do Lille, e Diego Moreira, (ex-Benfica) do Estrasburgo, em posições mais defensivas, João Neves foi uma aposta excelente para a visão de um novo meio-campo.

Uma aposta segura, porque o PSG já estaria a construir um dos maiores núcleos lusófonos a nível futebolístico, fora de Portugal, de maneira similar ao Wolverhampton de Nuno Espírito Santo, com Luís Campos (diretor-desportivo), Vitinha, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos já enquadrados na cultura francesa. Foi uma época de sonho, para o jovem de 19 anos, fresco da Supertaça pelo Benfica nesse mesmo início de temporada, a estabelecer um recorde de quatro assistências em dois jogos. Neves foi uma peça crucial para a temporada histórica do PSG.

Diria até que o impacto revolucionário da entrada do português, pode ser justificado também com a preferência de Enrique em ter Neves na final da Champions League, do que Zaire-Emery. Não só por não ter uma temporada ao nível de João Neves, mas devido ao estatuto com que Emery chegou em 2024/2025, uma das revelações da academia parisiense, e que já tinha começado a entrar nos futuros planos da equipa com Mbappé.

Gonçalo Ramos
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Gonçalo Ramos – Outro final feliz na história dos portugueses no PSG. Ramos saiu do Benfica no verão de 2023, e levou um currículo impressionante na sua última temporada: título nacional pelo Benfica, hat-trick no Mundial 2022, e primeiro lugar num grupo com PSG e Juventus na Champions League. Porém, o começo não foi o desejado, com um vírus, a deixar o avançado numa posição precária, quanto ao tempo de jogo. Mesmo assim, com a melhor temporada desde 2020/21, onde os parisienses chegaram ao jogo derradeiro contra o Bayern de Munique, no Estádio da Luz, Gonçalo Ramos tornou-se um substituto fiável para o PSG.

A deslocação de Dembélé como um falso ‘9’, rendeu os frutos individuais e coletivos que todos nós já conhecemos na época passada, mas também criou uma possibilidade para Ramos aproveitar as oportunidades fora do banco, para sentenciar os jogos contra o Manchester City (realizando o quarto golo da vitória no Parc des Princes). Até esta temporada, contrariamente aos rumores de saída do PSG, onde Ramos pode ser equiparado a uma situação como a de Chiesa, no Liverpool em termos de tempo de jogo nas posições ofensivas, o número 9 do PSG, continua a demonstrar-se fiável, com golos no radar dos 90 minutos em jogos-chave contra o Barcelona para a Champions League, o Marselha, a contar para a Supertaça Francesa.

E as estatísticas do jogador, mostram a determinação e a confiança de Enrique, na sua permanência. Elas não enganam. Quando o clube mais precisa, Gonçalo Ramos é a arma decisiva, durante os últimos minutos de jogo. Seis dos últimos 10 golos do ex-Benfica, têm sido após os 90 minutos, sendo que 28% do total de golos marcados na sua carreira em Paris, foram marcados dentro deste intervalo de tempo.

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