O Sporting venceu o Arouca por 2-1 na 19.ª jornada da Primeira Liga. Rui Borges respondeu à questão do Bola na Rede em conferência de imprensa.
Rui Borges fez a análise ao triunfo do Sporting frente ao Arouca por 2-1, no encontro referente à 19ª. jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve presente no Estádio Municipal de Arouca, e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão ao treinador dos leões.
Infelizmente, não nos foi concedida a oportunidade de fazer uma questão a Vasco Seabra, treinador do Arouca.
Bola na Rede: O Luís Guilherme começou o jogo a partir da esquerda, mas a meio da primeira parte acabou por trocar para a direita, muitas vezes a baixar para integrar a linha de cinco do Sporting, com o Trincão a partir da esquerda e o Geny Catamo mais por dentro. No início da segunda parte, voltou à fórmula inicial. Gostaria de lhe perguntar o que esteve na base dessas alterações no posicionamento e como avalia o papel do Luís Guilherme quando assume uma posição mais interior em determinados momentos do jogo.
Rui Borges: O Luís Guilherme é um miúdo com muita qualidade, sabemos o que ele é, mas estamos todos ainda na aprendizagem. Ele, em função da equipa e vice-versa, nós a tentar perceber o que pode dar dentro do coletivo e dentro das características dele. Pelas ausências, achámos que ali à esquerda podia ser a solução inicial para ele, mas ele dá-nos a esquerda, a direita e o interior. Tentámos ajustar ali porque, numa fase inicial, estava bem no jogo interior, mas estava demasiado baixo e o Trincão também percebe melhor essas zonas do que propriamente o Luís Guilherme. E o golo até acaba por surgir aí. Como ele estava a baixar muito, quem estava a marcá-lo não estava a acompanhar, porque ele estava a ir para a linha média do adversário e a linha defensiva mantinha-se. No momento do golo, o Trincão estava mais alto, ‘prendeu’ o lateral e a bola entra nas costas no Maxi Araújo. Por isso, no caso de atrair, às vezes um metro faz toda a diferença de posição e o Trincão tem mais leituras porque está mais dentro desses posicionamentos. Tentámos mudar algo nesse sentido, deixar o Luís também mais confortável no um para um à direita, e foi o que tentámos fazer. Ao intervalo, voltámos ao normal e até demos mais largura ao Luís na esquerda e, para mim, fez uma segunda parte soberba. É um conhecimento mútuo que vamos tendo, perceber aquilo que cada um nos dá dentro do coletivo e irmos arranjando, dentro da nossa ideia, dinâmicas para tirar o melhor partido de cada um deles e para que a equipa fique mais forte.

