O Estoril Praia venceu o Gil Vicente por 3-1 na Primeira Liga. César Peixoto analisou o jogo e respondeu ao Bola na Rede em conferência de imprensa.
O Estoril Praia derrotou o Gil Vicente por 3-1 na 23.ª jornada da Primeira Liga. O Bola na Rede esteve no Estádio António Coimbra da Mota e, no final do jogo, teve a oportunidade de colocar uma questão a César Peixoto, técnico gilista.
Lê também a pergunta e resposta de Ian Cathro, técnico dos canarinhos.
Bola na Rede: O papel dos laterais no Gil Vicente é muito importante, com o Konan a soltar-se e o Zé Carlos normalmente um pouco mais baixo. Perante um Estoril que defende menos a largura do que o corredor central, o que pretendia com os laterais e o que pretendia mudar da primeira para a segunda parte com os laterais mais avançados no terreno?
César Peixoto: Os nossos laterais são importantes como todas as posições. Hoje, nós sabíamos que o Estoril pressionava com os homens de fora, o Marqués e o Begraoui – e o Guitane, se tivesse jogado de início, houve a alteração, mas era da mesma maneira – e depois ou saltava um lateral ou saltava um médio. Na primeira parte saltava um médio, na segunda parte já era o lateral, foi o que o Estoril ajustou. Da primeira para a segunda parte, tivemos a capacidade e a coragem de jogar mais e de não abdicar de jogar. Foi o que pedi à equipa, podemos perder, empatar ou ganhar, mas tem de ser à nossa maneira. Não podemos abdicar da nossa forma de jogar. Não é que na primeira parte não tentássemos, mas na parte final da primeira parte abdicámos um bocadinho e começámos a fechar e a bater bola direta, tal como o Estoril fez muitas vezes. Mas nesse momento, o Estoril é mais forte e tem gente mais forte no meio-campo, os centrais também, e iam ganhar a primeira e a segunda bola. Não era por aí que íamos conseguir estabilizar o jogo. Na segunda parte a equipa deu um passo em frente e conseguiu ter mais capacidade de ligação. Acho que sofremos o segundo golo numa fase onde estávamos por cima e tínhamos criado uma ou outra situação. Foi um lance em que a equipa estava parada porque tinha havido uma paragem, o Luís [Esteves] arriscou um passe por dentro e a equipa estava um pouco desequilibrada e o Estoril transita muito rapidamente e faz o 2-1. A equipa acabou por trabalhar até ao final. Não conseguimos fazer o golo, sofremos depois o terceiro quando já estávamos mais com o coração do que com a cabeça. O jogo não me agrada defensivamente, porque não tivemos o controlo do jogo na nossa organização como gostaríamos e deixámos o Estoril criar algumas oportunidades, o que não é muito normal. Também criámos algumas, mas não fomos eficazes. O Estoril foi mais eficaz e o jogo acaba por pender para o Estoril quando podia pender para mais.

