O presidente da FIFA foi entrevistado pela imprensa espanhola e falou sobre o racismo no futebol, mas não abordou a sua ligação com Donald Trump.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, foi entrevistado pelo Diario As e voltou a abordar o tema do racismo, mencionando a chamada “Lei Vinicius” e reiterando que a posição do órgão governador do futebol sobre este assunto é de «tolerância zero».
Neste que é o décimo ano do italiano no mais alto cargo do futebol, o racismo tem sido um dos temas que mais tem marcado o mandato de Gianni Infantino. Questionado sobre isto, o presidente da FIFA teve isto para dizer:
«Não há lugar para o racismo. Temos de lutar com toda a nossa força. É 2026, é inaceitável discriminar alguém baseado de onde a pessoa vem. Às vezes as pessoas dizem-me que o racismo é um problema da sociedade. Sim, mas nós no futebol temos de o resolver dentro do futebol, e a sociedade vai resolvê-lo como achar melhor. Mas o racismo não tem lugar no futebol e não há desculpa para o tolerar. Tolerância zero», começou por dizer.
Falando mais especificamente do caso de Gianluca Prestianni com Vinicius Júnior, Gianni Infantino reiterou o que tem dito nas últimas semanas:
«Cobrir a boca não é aceitável porque estás a dizer algo de errado. Se um jogador cobre a boca e diz algo, e isto tem implicações racistas, obviamente que tem de ser expulso. Claro, quando é um caso disciplinar, a situação tem de ser analisada, tem de haver provas, mas não podemos contentar-nos com isso daqui para a frente».
O presidente da FIFA acabou por não ser questionado sobre as recentes polémicas, nomeadamente com a criação e atribuição do Prémio da Paz da FIFA a Donald Trump, que gerou várias críticas por parte de membros do desporto, incluindo do treinador português Paulo Fonseca.

