Daniel Chaves analisou a derrota do FC Porto na final da Taça de Portugal Feminina. Técnico respondeu à pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.
O Benfica venceu o FC Porto por 2-0 na final e conquistou a Taça de Portugal Feminina. O Bola na Rede esteve no Jamor e, no final do encontro, teve a oportunidade de colocar uma questão a Daniel Chaves, treinador azul e branco.
Lê ainda a pergunta e resposta de Ivan Baptista e Lúcia Alves, treinador e jogadora das águias.
Bola na Rede: É um jogo muito diferente aos que o FC Porto está habituado a jogar, onde costuma ter mais capacidade de se impor e enquadrar no meio-campo ofensivo e de defender mais alto. Tendo em conta estes aspetos, quão diferente foi a preparação do jogo e depois a sua operacionalização?
Daniel Chaves: Acaba por ser diferente. Estou sempre a ressalvar, mas a verdade é que o Benfica vive muito da qualidade da sua guarda-redes no primeiro momento de construção, o que nos limita nessa tentativa de bloco mais alto. Não era por ser Benfica, porque não nos assustamos, claramente, e acho que o jogo demonstra isso. Demonstra é a qualidade que uma jogadora a mais consegue para colmatar as dificuldades de outras. Ajuda muito. Se quisermos saltar a zonas mais altas, acabam por ter desbloqueadoras porque alguma jogadora há de estar livre. Tivemos de nos adaptar a isso. Estrategicamente, quisemos roubar por outras zonas e sabíamos onde queríamos ferir e de que forma o adversário se iria ajustar a essa pressão. Depois, foi tentar trazer para campo. Operacionalizar é sempre mais difícil porque replicar a qualidade técnica do adversário em treino dificulta essa parte. É óbvio, mas sabíamos caminhos. Obviamente que também usamos estratégias para lá do treino para o fazer e explicar às jogadoras por onde queríamos ir e por onde queríamos chegar.

